Eu tinha de abrir a boca…

15 de Abril, 2011

… e dizer que as coisas estavam a melhorar, não tinha?

Hoje, ao vir para o trabalho, chego ao carro (estou a ir no mesmo até ao Alto dos Moinhos, e depois o resto de metro), e vejo a porta destrancada, os bancos de trás puxados para a frente, e várias coisas — incluindo o painel do rádio — no chão.

Nada forçado ou partido, e a única coisa que parecem ter levado são os óculos escuros, comprados nos chineses há um monte de anos, e com as lentes meio riscadas. Volto a mencionar: deixaram o painel do rádio no chão. Será que foram interrompidos, ou acharam que aquilo não valia nada?

Anyway, isto afecta-me. Não é que tenha realmente tido alguma “perda”, mas entrarem-nos no carro (ou em casa, ou em algo nosso) é sempre uma violação do nosso espaço, espaço esse que considerávamos relativamente seguro. Pergunto-me também se deixei a porta destrancada ontem, ou se eles a conseguiram abrir, talvez com uma chave parecida com a minha. Se é assim, é facílimo entrar no carro… e receio que volte a acontecer no futuro. Mas estar a pôr um alarme num carro tão velho e “básico” não faz sentido: o alarme quase valeria mais do que o carro propriamente dito…

Enfim. Vamos ver o que acontece nos próximos tempos.

Sim, ainda estou vivo :)

14 de Abril, 2011

Não tenho escrito aqui por várias razões. Primeiro, ando mais concentrado no Winterdrake, como já tinha dito que ia fazer no post anterior. Segundo, têm havido várias mudanças na minha vida, que, sendo este um blog pessoal, fazem sentido mencionar aqui.

Não falei disso aqui, mas, depois de quase 3 anos na mesma empresa (que não vou mencionar, mas ficava na Buraca), sem ter praticamente nada para fazer, e sendo completamente subaproveitado (o meu chefe, por alguma razão, sempre me viu como “gajo de ir carregar em botões”, sendo eu um dos sysadmins Linux com mais experiência no país), eles começaram a atrasar-se cada vez mais com os pagamentos (já que a empresa em questão fazia aquela “trafulhice”, infelizmente comum, de declarar só parte do ordenado, e pagar o resto como “despesas”, mas o problema é que essas não estão especificadas no contrato), até que a situação se tornou insustentável, e tive de sair, no fim de Janeiro — para quê ficar lá e não me pagarem? E, portanto, fiquei uns 2 meses em casa, a constatar que aparentemente é impossível hoje em dia, sem ter grandes “cunhas”, arranjar emprego nesta área sem ser por outsourcing. Sem querer deitar abaixo empresas de outsourcing que até são competentes e tratam “bem” os seus empregados, continuo a achar que esta situação é absolutamente nojenta, e empresas que se recusem a contratar informáticos directamente (o que, pelos vistos, são todas elas, em Portugal) estão a demonstrar uma total cobardia e falta de visão. But I digress…

Anyway, desde 8 dias atrás, estou a trabalhar outra vez, e até estou a gostar bastante. :) Mais uma vez, não vou especificar onde estou, mas posso dizer que fica ao pé da Estefânia, em Lisboa. Como só um doido varrido levaria carro para o centro de Lisboa (trânsito infernal, só malucos na estrada, parquímetros em todo o lado, e apesar destes é quase impossível estacionar, mesmo pagando? No, thanks), estou a redescobrir os transportes públicos, depois de os ter abandonado nos últimos 10 anos. De certa forma, estou positivamente impressionado: nos dias em que não há greve, tanto os comboios da linha de Sintra como do Metro de Lisboa passam a uma frequência muito mais aceitável do que nos anos 90, já não andam tipo “latas de sardinha”, e em geral são confortáveis. E, depois do meu intervalo de 10 anos, é divertido ver como os telemóveis alteraram completamente a forma como as pessoas andam nos transportes: em vez de andarem carrancudas ou com ar de aborrecimento, mais de metade das pessoas passa as viagens a usar o telemóvel — a maioria (sobretudo adolescentes) a trocar SMSs, mas também se vê pessoas a usar smartphones para browsar na net, usar o Facebook, ou ler ebooks. Nada disto se via lá para 2000, obviamente; aliás, nessa altura os telemóveis ainda eram suficientemente raros — e caros — para que quem tirasse um do bolso desse nas vistas…

Anyway, quanto ao trabalho novo, estou a gostar. O pessoal é simpático, e há um ou dois “geeks” — algo que já não tinha como colegas desde 2003 ou coisa parecida. Seria de esperar que a maior parte dos informáticos o fosse, mas na verdade não é o caso, na minha experiência; é comum ver informáticos que não têm qualquer curiosidade em aprender nada que não seja directamente útil para o seu trabalho, e até já tive colegas que se gabavam de nunca ligar o computador em casa… ou até de não ter um!

O trabalho também é interessante, e é da minha área. Já tinha saudades. :) Dará também para aprender algumas coisas (o que é sempre bom), já que vou ter de trabalhar com algumas tecnologias / serviços nas quais tenho pouca ou nenhuma experiência (mas posso usar a que tenho, para muito mais). E sabe bem acordar num dia de trabalho e não pensar que lá vem mais um dia de “seca”.

Por último, estou a andar bastante, o que é bom, já que eu tenho tendência para ser bastante sedentário, e nos últimos empregos que tive dava para estacionar à porta. Agora, por outro lado, estou a andar pelo menos uns 3,5 km por dia (o GPS no telemóvel permite medir estas coisas, e até dá estatísticas de calorias queimadas), o que me faz suar um bocado, e nos primeiros dias me deixou “todo partido”, mas já me estou a habituar, e sinto mesmo que me está a fazer bem. Portanto, neste momento a minha vida está bem melhor. Espero que continue a melhorar. :)

Fora do PlanetGeek, e novo blog: Winterdrake

9 de Março, 2011

Tenho a anunciar que:

1- este blog saiu, a pedido meu, do PlanetGeek, já que, se por um lado era originalmente “pessoal” demais para fazer sentido estar lá, por outro lado, depos de o estar, ele realmente deixou de ser “pessoal”, já que não me sentia propriamente à vontade para a) partilhar certas coisas com milhares de estranhos, e b) também achava que esses milhares de estranhos não estariam propriamente interessados;

2- tenho um novo blog, sobre temas “geeky”, incluindo videojogos, ficção científica, fantasia, informática e outros, chamado Winterdrake. Que por acaso, pelo maior dos acasos, está agregado no PlanetGeek. :)

Espero voltar a escrever posts mais pessoais aqui, nos próximos tempos, se bem que a minha atenção está neste momento mais focada no novo blog, como é natural.

Teste do “Bom Português”

16 de Agosto, 2010

Fiz isto na semana passada, e entretanto fui recebendo várias sugestões de pontos a acrescentar, o que fui fazendo na maioria dos casos (obrigado desde já à mailing list do PlanetGeek), e posso então dar isto como pronto: Teste do “Bom Português”.

Enjoy. :) E postem os vossos resultados aqui, se quiserem.

Ronnie James Dio em 1974 – “Carolina County Ball”, dos Elf

17 de Maio, 2010

Para quem esteja curioso em relação ao tipo de que falei no último post, mas realmente tenha algo contra heavy metal, fica aqui esta música, “Carolina County Ball”, do álbum dos Elf com o mesmo nome, gravada no ano em que eu nasci.

Ronnie James Dio 1942-2010 :(

17 de Maio, 2010

Ronnie James Dio Soube da notícia ontem à noite, e é como perder um familiar. :(

Não quero entrar aqui em grandes detalhes (até porque nestas alturas em geral fico um bocado sem saber o que dizer), mas desde que comecei propriamente a “gostar de música” (isto é, interessar-me, conhecer, distinguir, apreciar, etc., em vez de a tratar como ambiente de fundo ou como um mero “ritmo fixe”), lá para o início dos anos 90, que este tipo foi sempre parte da minha vida, tanto como vocalista como como “songwriter”. Alguns dos meus álbuns preferidos ainda hoje — “Elf”, “Ritchie Blackmore’s Rainbow”, “Rising”, “Long Live Rock ‘n’ Roll”, “Heaven and Hell”, “Mob Rules”, “Live Evil”, “Holy Diver”, “The Last In Line”, “Dream Evil”, “Dehumanizer”, “Strange Highways”, “Angry Machines” e “The Devil You Know” — têm-no como vocalista e são co-compostos por ele. Pensei que este ano ia realizar o meu sonho de ver a formação do “Dehumanizer” ao vivo, já que eles estavam anunciados para vir ao Optimus Alive em Julho (ainda há poucos meses ele estava supostamente a melhorar), mas não deu… e nunca vai dar.

É provavelmente egoísta da minha parte, mas não consigo deixar de pensar que, além da parte de nunca o poder ver ao vivo e falar com ele, também nunca mais vou ter o prazer de descobrir um novo álbum dele, o que tem sido uma alegria semi-regular na minha vida nos últimos 20 anos.

Assusta também pensar como uma vida pode acabar tão depressa, já que o cancro no estômago de que Ronnie foi vítima foi diagnosticado em 2009, ainda há menos de um ano, e ainda há poucos meses havia sinais de melhoria tão positivos que estavam previstos concertos dos Heaven and Hell para este verão. Menos de um ano entre estar-se saudável e a morte. Dá sempre que pensar.

Ficam cerca de 50 anos de carreira, dezenas de álbuns com várias bandas, e inúmeros momentos “mágicos” (em CD ou DVD, e nas memórias de quem lá esteve) de um músico que sempre deu o seu melhor pelos fãs.

Deixo-vos com Ronnie James Dio, Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice, em Junho de 2009 (sim, há menos de um ano): “Follow The Tears”.

“Deixo o seu PC à maneira”

6 de Maio, 2010
Deixo o seu PC à maneira

Visto ontem na zona de Belém. O nº de telefone foi encoberto por mim, já que se lia perfeitamente no papel. :)

Bares com Metal em Lisboa?

5 de Abril, 2010

Já perguntei noutros sítios, agora pergunto aos infindáveis leitores (yeah, right) deste blog: conhecem algum bar com heavy metal em Lisboa ou arredores? Pelo menos com noites temáticas desse género, como o antigo Tocsin tinha às sextas-feiras?

Obrigado desde já. :)

Teste de vídeo de YouTube – Viper’s Video Quicktags

11 de Março, 2010

Vamos ver se isto funciona. O plugin é este (obrigado, João). A ideia é o vídeo não só aparecer, mas o HTML desta coisa ser válido.

O vídeo, já agora, inclui Douglas Adams a ler uma parte do seu livro “The Restaurant at the End of the Universe”, num programa apresentado por um Richard Dawkins incrivelmente jovem. Tinha-o nos favoritos, e é um exemplo tão bom como outro qualquer. :)

EDIT: funciona! :)

Vídeos do YouTube no WordPress sem erros de (X)HTML

11 de Março, 2010

Acho piada a criar sites com HTML / XHTML válidos, e uma coisa que acho irritante é que, sempre que se insere um vídeo do YouTube num post, lá se vai a validação; obviamente isso não é uma prioridade para o YouTube / Google.

No WordPress 2.9.x é possível inserir um vídeo simplesmente copiando o URL do mesmo para o conteúdo do post, mas o código usado é o mesmo que o YouTube fornece, que continua a não validar.

Já tinha procurado uma solução para isto há uns meses, mas não parecia haver nada fácil e óbvio; hoje, no entanto, descobri o YouTube Producer, que converte o código fornecido pelo YT para (X)HTML válido. Até agora está a funcionar (e já converti alguns vídeos neste blog e noutro para este formato), se bem que não tenho neste momento browsers primitivos à mão, como um MSIE (já que uso Linux no trabalho), e é possível que este código seja mais exigente em termos de standards. Vou experimentar logo à noite, em casa, no meu PC de jogos.

Assumindo que não há problemas de compatibilidade, pergunto-me: 1) porque é que o YouTube não dá já código assim, e 2) porque é que o WordPress não faz já esta conversão.

Se alguém quiser servir de cobaia e for suficientemente masoquista para usar IE :P , pode ver se neste post o vídeo aparece correctamente.

Press Play On Tape: “The Man With The Gun”

10 de Março, 2010

Nada como um pouco de escapismo (e videojogos) para uma pessoa se sentir bem. :)

“There’s one place where I am the king”, indeed.

(“não vejo vídeo nenhum”, “blablabla“)

Opera 10.50 e JavaScript

2 de Março, 2010

Alguém já reparou na velocidade do JavaScript no Opera 10.50 (actualmente beta 2)?

Não sei como é que fizeram, mas na última versão estável (10.10) eles tinham o JavaScript mais lento de todos os browsers (sem “internet” e “explorer” no nome, é claro — esse está num patamar de lentidão completamente diferente :) ), e no 10.50 têm o mais rápido. Mais que o Safari, mais que o Chrome. É só fazerem uns benchmarks e verão.

Entretanto, o Firefox, mesmo tendo ficado 25% mais rápido do 3.5 para o 3.6, continua atrás da concorrência (na qual não incluo, mais uma vez, o IE), passando a ser de longe o mais lento agora que o Opera está como está. Os developers, no entanto, reconhecem essa lacuna, e estão a trabalhar num novo motor de JavaScript, ainda muito no início, é claro, mas aparentemente promissor. Vamos ver em que versão do Firefox sairá (duvido que seja no 3.7, que supostamente sai lá para Junho).

EDIT: conforme fui simpaticamente informado num comentário, a versão final saiu umas 2 horas depois deste post. :)

Nova fase de blogging

23 de Fevereiro, 2010

Acabei hoje, depois de uma semana e um dia, o projecto que queria completar naquele blog. Sim, sabem qual é; não vou mencioná-lo ou linká-lo aqui para não ser publicidade descarada outra vez (mas já viram os novos links na sidebar, debaixo de “posts recentes”? hint, hint… ;) ). :) Penso “descansar” daquele assunto nos próximos dias (se bem que continuarei a monitorizar os acessos e a ver se há comentários não muito insultuosos para responder), virando-me mais para outro nos próximos tempos. Num blog que já tenho há quase um ano, mas que está ao abandono há meses. E está, porquê? Porque, de certa forma, é de todos eles o que dá mais trabalho… e eu sou um preguiçoso nojento.

Há que começar a mudar isso, não é? :)

Tive uma ideia interessante não só em termos dos objectivos do blog, mas também em termos de o tornar mais interessante e “vivo” nos próximos tempos. Vou descrevê-la amanhã (quarta), lá. Mais uma vez, não linko aqui para o dito (hoje dei para refrear a pub descarada), mas quem me conhece chega lá facilmente. (Se ainda é terça (dia 23), não vale a pena ir já lá, não há nada de novo ainda.)

P.S. – descobri agora que a página de actualizações do WordPress (Upgrade/ Actualizar, dentro de Tools / Ferramentas, dependendo da língua), no painel de controlo, permite actualizar todos os plugins de uma vez. Muito útil quando estamos meses sem mexer num blog e há uns 15 plugins com novas versões. Reparei nisso só hoje, ao actualizar um dos blogs do 2.9.1 para o 2.9.2; curiosamente, que eu veja, essa opção não está disponível na página de plugins, que seria o sítio óbvio… andava eu a actualizá-los um a um. Grr.

“Onde há fumo há fogo”? Please.

17 de Fevereiro, 2010

Livraram-se do ateísmo (pub descarada), agora levam com política. :) Ou não… porque a questão aqui nem é tanto a política, mas a estupidez de certas mentalidades.

Vi ontem no Google Buzz (que terá muito mais piada quando as pessoas — incluindo eu — começarem a usar aquilo sem ser como uma cópia do Twitter) este artigo no Bitaites, sobre o Sócrates e as acusações de “censura” e “ataques à liberdade da imprensa” que aparentemente têm feito bastante tinta correr.

Eu não sei. É que realmente não tenho estado atento às notícias sobre Portugal (ando numa altura em que as minhas únicas fontes de notícias são esta (versão internacional) e esta), e acredito que não faz muito sentido mandar postas de pescada sem estar ao corrente do assunto. Ou seja, não vou agir como um português típico. :P

Vou, no entanto, comentar duas parvoíces que vi em comentários a esse post.

Uma delas era isto: “onde há fumo há fogo“. Ou seja, se há as acusações que há à volta do Sócrates, ele tem de ser culpado de alguma coisa.

Eu pergunto: quem é que é tão idiota que acredite em algo assim?

A questão aqui não é a culpa ou inocência do primeiro-ministro; é, sim, a ideia espatafúrdia de que acusações são prova de algo. Ou seja, assume-se quem faz acusações é 100% honesto e fiável, e, portanto, basta acusar-se alguém de algo para esse alguém ser culpado de algo — seja do que foi acusado, seja de algo parecido. E quem não tenha uma mas muitas acusações é claramente um criminoso, um mentiroso, etc..

Sem estar aqui a comparar uma coisa a outra, isto também era assim nos tempos da Inquisição: uma acusação constituia prova suficiente. Se uma mulher fosse acusada de ser uma bruxa, mesmo que depois os acusadores retirassem a acusação, ela já não se safava de prisão, tortura e morte… a não ser que acusasse outros como “cúmplices”, caso esse em que podia ter a pena reduzida. Não era preciso arranjar evidências ou provas; a acusação bastava.

Bem, caro leitor, caso alguma vez tenhas usado o argumento de “se há fumo, há fogo”, eu acuso-te de seres um espião Soviético. Logo, és obviamente um espião, já que a acusação não existiria se não houvesse um fundo de verdade. (O quê, já não existe União Soviética? Isso é o que eles querem que pensemos! :) )

O outro argumento, não menos idiota, é este: que não importa se o Sócrates é inocente ou culpado porque, com tantas acusações, tem de passar todo o tempo a defender-se delas, e já não pode governar. Alguém percebe imediatamente o ridículo da coisa, ou é preciso dizê-lo? É preciso explicar que, se é assim, basta inventar umas dezenas de acusações, e com isso derruba-se quem quer que seja? Desde quando houve algum primeiro-ministro, ou qualquer tipo de governante, que não estivesse rodeado de acusações de inúmeros tipos? Se aceitamos a ideia de que não importa se as acusações são falsas ou não, porque a sua mera existência “algema” um governante e torna necessária a sua demissão … bem-vindos à nova república das bananas, onde cada governo dura meses.

A forma de lidar com as acusações é determinar a veracidade delas, e fazer alguma coisa — seja punir o acusado (se este for efectivamente culpado), seja punir os acusadores (por difamação, por exemplo — por fazerem acusações que sabem ser falsas, em proveito próprio). Porque acusações falsas devem ter consequências para quem as faz.

Nota: isto não é uma defesa do Sócrates; como disse, não estou actualmente informado sobre o que se tem passado nesta história toda.