Teste do “Bom Português”

16 de Agosto, 2010

Fiz isto na semana passada, e entretanto fui recebendo várias sugestões de pontos a acrescentar, o que fui fazendo na maioria dos casos (obrigado desde já à mailing list do PlanetGeek), e posso então dar isto como pronto: Teste do “Bom Português”.

Enjoy. :) E postem os vossos resultados aqui, se quiserem.

Ronnie James Dio em 1974 – “Carolina County Ball”, dos Elf

17 de Maio, 2010

Para quem esteja curioso em relação ao tipo de que falei no último post, mas realmente tenha algo contra heavy metal, fica aqui esta música, “Carolina County Ball”, do álbum dos Elf com o mesmo nome, gravada no ano em que eu nasci.

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Ronnie James Dio 1942-2010 :(

17 de Maio, 2010

Ronnie James Dio Soube da notícia ontem à noite, e é como perder um familiar. :(

Não quero entrar aqui em grandes detalhes (até porque nestas alturas em geral fico um bocado sem saber o que dizer), mas desde que comecei propriamente a “gostar de música” (isto é, interessar-me, conhecer, distinguir, apreciar, etc., em vez de a tratar como ambiente de fundo ou como um mero “ritmo fixe”), lá para o início dos anos 90, que este tipo foi sempre parte da minha vida, tanto como vocalista como como “songwriter”. Alguns dos meus álbuns preferidos ainda hoje — “Elf”, “Ritchie Blackmore’s Rainbow”, “Rising”, “Long Live Rock ‘n’ Roll”, “Heaven and Hell”, “Mob Rules”, “Live Evil”, “Holy Diver”, “The Last In Line”, “Dream Evil”, “Dehumanizer”, “Strange Highways”, “Angry Machines” e “The Devil You Know” — têm-no como vocalista e são co-compostos por ele. Pensei que este ano ia realizar o meu sonho de ver a formação do “Dehumanizer” ao vivo, já que eles estavam anunciados para vir ao Optimus Alive em Julho (ainda há poucos meses ele estava supostamente a melhorar), mas não deu… e nunca vai dar.

É provavelmente egoísta da minha parte, mas não consigo deixar de pensar que, além da parte de nunca o poder ver ao vivo e falar com ele, também nunca mais vou ter o prazer de descobrir um novo álbum dele, o que tem sido uma alegria semi-regular na minha vida nos últimos 20 anos.

Assusta também pensar como uma vida pode acabar tão depressa, já que o cancro no estômago de que Ronnie foi vítima foi diagnosticado em 2009, ainda há menos de um ano, e ainda há poucos meses havia sinais de melhoria tão positivos que estavam previstos concertos dos Heaven and Hell para este verão. Menos de um ano entre estar-se saudável e a morte. Dá sempre que pensar.

Ficam cerca de 50 anos de carreira, dezenas de álbuns com várias bandas, e inúmeros momentos “mágicos” (em CD ou DVD, e nas memórias de quem lá esteve) de um músico que sempre deu o seu melhor pelos fãs.

Deixo-vos com Ronnie James Dio, Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice, em Junho de 2009 (sim, há menos de um ano): “Follow The Tears”.

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“Deixo o seu PC à maneira”

6 de Maio, 2010
Deixo o seu PC à maneira

Visto ontem na zona de Belém. O nº de telefone foi encoberto por mim, já que se lia perfeitamente no papel. :)

Bares com Metal em Lisboa?

5 de Abril, 2010

Já perguntei noutros sítios, agora pergunto aos infindáveis leitores (yeah, right) deste blog: conhecem algum bar com heavy metal em Lisboa ou arredores? Pelo menos com noites temáticas desse género, como o antigo Tocsin tinha às sextas-feiras?

Obrigado desde já. :)

Teste de vídeo de YouTube – Viper’s Video Quicktags

11 de Março, 2010
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Vamos ver se isto funciona. O plugin é este (obrigado, João). A ideia é o vídeo não só aparecer, mas o HTML desta coisa ser válido.

O vídeo, já agora, inclui Douglas Adams a ler uma parte do seu livro “The Restaurant at the End of the Universe”, num programa apresentado por um Richard Dawkins incrivelmente jovem. Tinha-o nos favoritos, e é um exemplo tão bom como outro qualquer. :)

EDIT: funciona! :)

Vídeos do YouTube no WordPress sem erros de (X)HTML

11 de Março, 2010

Acho piada a criar sites com HTML / XHTML válidos, e uma coisa que acho irritante é que, sempre que se insere um vídeo do YouTube num post, lá se vai a validação; obviamente isso não é uma prioridade para o YouTube / Google.

No WordPress 2.9.x é possível inserir um vídeo simplesmente copiando o URL do mesmo para o conteúdo do post, mas o código usado é o mesmo que o YouTube fornece, que continua a não validar.

Já tinha procurado uma solução para isto há uns meses, mas não parecia haver nada fácil e óbvio; hoje, no entanto, descobri o YouTube Producer, que converte o código fornecido pelo YT para (X)HTML válido. Até agora está a funcionar (e já converti alguns vídeos neste blog e noutro para este formato), se bem que não tenho neste momento browsers primitivos à mão, como um MSIE (já que uso Linux no trabalho), e é possível que este código seja mais exigente em termos de standards. Vou experimentar logo à noite, em casa, no meu PC de jogos.

Assumindo que não há problemas de compatibilidade, pergunto-me: 1) porque é que o YouTube não dá já código assim, e 2) porque é que o WordPress não faz já esta conversão.

Se alguém quiser servir de cobaia e for suficientemente masoquista para usar IE :P , pode ver se neste post o vídeo aparece correctamente.

Press Play On Tape: “The Man With The Gun”

10 de Março, 2010

Nada como um pouco de escapismo (e videojogos) para uma pessoa se sentir bem. :)

“There’s one place where I am the king”, indeed.

(“não vejo vídeo nenhum”, “blablabla“)

Opera 10.50 e JavaScript

2 de Março, 2010

Alguém já reparou na velocidade do JavaScript no Opera 10.50 (actualmente beta 2)?

Não sei como é que fizeram, mas na última versão estável (10.10) eles tinham o JavaScript mais lento de todos os browsers (sem “internet” e “explorer” no nome, é claro — esse está num patamar de lentidão completamente diferente :) ), e no 10.50 têm o mais rápido. Mais que o Safari, mais que o Chrome. É só fazerem uns benchmarks e verão.

Entretanto, o Firefox, mesmo tendo ficado 25% mais rápido do 3.5 para o 3.6, continua atrás da concorrência (na qual não incluo, mais uma vez, o IE), passando a ser de longe o mais lento agora que o Opera está como está. Os developers, no entanto, reconhecem essa lacuna, e estão a trabalhar num novo motor de JavaScript, ainda muito no início, é claro, mas aparentemente promissor. Vamos ver em que versão do Firefox sairá (duvido que seja no 3.7, que supostamente sai lá para Junho).

EDIT: conforme fui simpaticamente informado num comentário, a versão final saiu umas 2 horas depois deste post. :)

Nova fase de blogging

23 de Fevereiro, 2010

Acabei hoje, depois de uma semana e um dia, o projecto que queria completar naquele blog. Sim, sabem qual é; não vou mencioná-lo ou linká-lo aqui para não ser publicidade descarada outra vez (mas já viram os novos links na sidebar, debaixo de “posts recentes”? hint, hint… ;) ). :) Penso “descansar” daquele assunto nos próximos dias (se bem que continuarei a monitorizar os acessos e a ver se há comentários não muito insultuosos para responder), virando-me mais para outro nos próximos tempos. Num blog que já tenho há quase um ano, mas que está ao abandono há meses. E está, porquê? Porque, de certa forma, é de todos eles o que dá mais trabalho… e eu sou um preguiçoso nojento.

Há que começar a mudar isso, não é? :)

Tive uma ideia interessante não só em termos dos objectivos do blog, mas também em termos de o tornar mais interessante e “vivo” nos próximos tempos. Vou descrevê-la amanhã (quarta), lá. Mais uma vez, não linko aqui para o dito (hoje dei para refrear a pub descarada), mas quem me conhece chega lá facilmente. (Se ainda é terça (dia 23), não vale a pena ir já lá, não há nada de novo ainda.)

P.S. – descobri agora que a página de actualizações do WordPress (Upgrade/ Actualizar, dentro de Tools / Ferramentas, dependendo da língua), no painel de controlo, permite actualizar todos os plugins de uma vez. Muito útil quando estamos meses sem mexer num blog e há uns 15 plugins com novas versões. Reparei nisso só hoje, ao actualizar um dos blogs do 2.9.1 para o 2.9.2; curiosamente, que eu veja, essa opção não está disponível na página de plugins, que seria o sítio óbvio… andava eu a actualizá-los um a um. Grr.

“Onde há fumo há fogo”? Please.

17 de Fevereiro, 2010

Livraram-se do ateísmo (pub descarada), agora levam com política. :) Ou não… porque a questão aqui nem é tanto a política, mas a estupidez de certas mentalidades.

Vi ontem no Google Buzz (que terá muito mais piada quando as pessoas — incluindo eu — começarem a usar aquilo sem ser como uma cópia do Twitter) este artigo no Bitaites, sobre o Sócrates e as acusações de “censura” e “ataques à liberdade da imprensa” que aparentemente têm feito bastante tinta correr.

Eu não sei. É que realmente não tenho estado atento às notícias sobre Portugal (ando numa altura em que as minhas únicas fontes de notícias são esta (versão internacional) e esta), e acredito que não faz muito sentido mandar postas de pescada sem estar ao corrente do assunto. Ou seja, não vou agir como um português típico. :P

Vou, no entanto, comentar duas parvoíces que vi em comentários a esse post.

Uma delas era isto: “onde há fumo há fogo“. Ou seja, se há as acusações que há à volta do Sócrates, ele tem de ser culpado de alguma coisa.

Eu pergunto: quem é que é tão idiota que acredite em algo assim?

A questão aqui não é a culpa ou inocência do primeiro-ministro; é, sim, a ideia espatafúrdia de que acusações são prova de algo. Ou seja, assume-se quem faz acusações é 100% honesto e fiável, e, portanto, basta acusar-se alguém de algo para esse alguém ser culpado de algo — seja do que foi acusado, seja de algo parecido. E quem não tenha uma mas muitas acusações é claramente um criminoso, um mentiroso, etc..

Sem estar aqui a comparar uma coisa a outra, isto também era assim nos tempos da Inquisição: uma acusação constituia prova suficiente. Se uma mulher fosse acusada de ser uma bruxa, mesmo que depois os acusadores retirassem a acusação, ela já não se safava de prisão, tortura e morte… a não ser que acusasse outros como “cúmplices”, caso esse em que podia ter a pena reduzida. Não era preciso arranjar evidências ou provas; a acusação bastava.

Bem, caro leitor, caso alguma vez tenhas usado o argumento de “se há fumo, há fogo”, eu acuso-te de seres um espião Soviético. Logo, és obviamente um espião, já que a acusação não existiria se não houvesse um fundo de verdade. (O quê, já não existe União Soviética? Isso é o que eles querem que pensemos! :) )

O outro argumento, não menos idiota, é este: que não importa se o Sócrates é inocente ou culpado porque, com tantas acusações, tem de passar todo o tempo a defender-se delas, e já não pode governar. Alguém percebe imediatamente o ridículo da coisa, ou é preciso dizê-lo? É preciso explicar que, se é assim, basta inventar umas dezenas de acusações, e com isso derruba-se quem quer que seja? Desde quando houve algum primeiro-ministro, ou qualquer tipo de governante, que não estivesse rodeado de acusações de inúmeros tipos? Se aceitamos a ideia de que não importa se as acusações são falsas ou não, porque a sua mera existência “algema” um governante e torna necessária a sua demissão … bem-vindos à nova república das bananas, onde cada governo dura meses.

A forma de lidar com as acusações é determinar a veracidade delas, e fazer alguma coisa — seja punir o acusado (se este for efectivamente culpado), seja punir os acusadores (por difamação, por exemplo — por fazerem acusações que sabem ser falsas, em proveito próprio). Porque acusações falsas devem ter consequências para quem as faz.

Nota: isto não é uma defesa do Sócrates; como disse, não estou actualmente informado sobre o que se tem passado nesta história toda.

Ateísmo-PT – novo blog de ateísmo

11 de Fevereiro, 2010

Conforme mencionado no post anterior, aqui está ele: Ateísmo-PT.

Exportei os posts relacionados com o assunto para lá, sem os comentários (já que quem comentou aqui não autorizou explicitamente que os comentários fossem duplicados noutro blog); os posts continuam também aqui, mas serão em breve fechados a novos comentários. O novo blog ainda está com o theme default, mas eu amanhã trato disso.

Estão, portanto, a partir de agora livres (yay!) de posts sobre ateísmo ou religião aqui no Ostras, e por conseguinte no PlanetGeek (posts sobre discussões, lógica, racionalidade e afins poderão ainda aparecer por aqui, ocasionalmente).

Ideia: blog de ateísmo em português

11 de Fevereiro, 2010

Já escrevi aqui alguma coisa sobre ateísmo e religião, provocando as respostas do costume (“se não és um teólogo não podes falar do assunto”, “não percebes nada disto”, Pascal’s Wager, etc., bem como, talvez mais ainda, “se falas tanto nisto é porque no fundo acreditas” ou “és tão fanático como eles”, que, na melhor das hipóteses, são um “isto não me interessa, logo não é legítimo falares do assunto”… e se isso é a melhor das hipóteses, imaginem as piores). Mas ando com alguma vontade de escrever mais sobre o assunto, o que realmente se poderia tornar chato para quem 1) queira ler o meu blog pessoal mas não tenha interesse no assunto, e 2) leia o blog pelo PlanetGeek; acho que um blog maioritariamente sobre ateísmo (ou sobre religião, ou sobre política, ou…) não faz realmente muito sentido estar agregado lá (se bem que longe de mim reclamar se aparecer lá algum assim).

Assim sendo, ando há tempos a pensar em criar um novo blog, começando por copiar para lá os posts que fiz aqui sobre o tema. Ainda não decidi completamente se o vou fazer, mas a coisa está encaminhada nesse sentido, já que, caso não o faça, vou sempre estar a “auto-censurar-me” ao escrever aqui (ex. “não escrever vários posts seguidos sobre isto”, “ando a escrever demais sobre o assunto”, “não quero que o blog seja isso”, etc.)

A desvantagem óbvia é que antecipo muito menos leitores, já que aqui sempre “atinjo” amigos e o PlanetGeek, enquanto o novo blog vai ser, imagino eu, maioritariamente ignorado pelos primeiros (não tenho amigos que se interessem pelo assunto) e não vai estar agregado no segundo. Mas mesmo assim parece-me ser a coisa certa a fazer; pelo menos escreverei o que quiser sobre o tema, sem “papas na língua”, e na quantidade que quiser.

Não há muita coisa em Portugal sobre este tema. Googlando, descobri uma Associação Ateísta Portuguesa e um Portal Ateu; penso incluí-los (sobretudo o segundo, que parece ter actualizações regulares) na minha leitura diária, mas acho que o foco do que planeio fazer — é só olharem para os posts anteriores — é um bocado diferente, e não vai propriamente haver “competição” entre ambos.

Vai ter leitores? Não sei. Imagino que até apareçam mais brasileiros do que portugueses; nós cá somos muito apáticos em relação a estes temas, sendo essencialmente um país de “Católicos não praticantes”: acreditamos que deve haver algo “superior”, dizemos “meu deus!” como interjeição, e vamos à missa pelo menos em baptizados, casamentos e funerais; ou seja, não somos ateus, de forma alguma, mas também não temos as nossas vidas em geral afectadas pela religião (afinal, os milhões de africanos a morrer por causa da Sida que prolifera graças às monstruosas mentiras do Vaticano “estão lá muito longe”)… excepto, claro, em questões como o aborto e o casamento de homossexuais, em que aí se vê a força da religião, mesmo na sua versão “não-praticante”, e a sua capacidade de impedir a igualdade de direitos, travar o progresso da humanidade, e aumentar o sofrimento.

Bem, quando (e se, se bem que é o mais provável) lançar o site, menciono-o aqui, e não me voltam a ouvir falar disto se se limitarem a ler este blog. :)

Vejam isto do início ao fim…

5 de Fevereiro, 2010
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… e depois digam-me que o Eric Adams não é um grande vocalista.

Eu sei que a expressão está muito usada, mas isto para mim é de provocar arrepios… e não estou com frio.

Um pouco de história: eles costumam acabar os concertos, depois de saírem do palco, com uma gravação desta música, a versão original do álbum. Em geral não a tocavam / cantavam eles próprios, por a música ser muito orquestral, cheia de coros, e também não ser das mais fáceis de cantar. Mas, em 2008 (exactamente 20 anos depois), resolveram fazê-lo, com órgão e coros, mesmo. Adorava ver isto ao vivo, um dia. :)

(não vês um vídeo? Vem aqui.)