Teste de vídeo de YouTube – Viper’s Video Quicktags

11 de Março, 2010
YouTube Preview Image

Vamos ver se isto funciona. O plugin é este (obrigado, João). A ideia é o vídeo não só aparecer, mas o HTML desta coisa ser válido.

O vídeo, já agora, inclui Douglas Adams a ler uma parte do seu livro “The Restaurant at the End of the Universe”, num programa apresentado por um Richard Dawkins incrivelmente jovem. Tinha-o nos favoritos, e é um exemplo tão bom como outro qualquer. :)

EDIT: funciona! :)

Vídeos do YouTube no WordPress sem erros de (X)HTML

11 de Março, 2010

Acho piada a criar sites com HTML / XHTML válidos, e uma coisa que acho irritante é que, sempre que se insere um vídeo do YouTube num post, lá se vai a validação; obviamente isso não é uma prioridade para o YouTube / Google.

No WordPress 2.9.x é possível inserir um vídeo simplesmente copiando o URL do mesmo para o conteúdo do post, mas o código usado é o mesmo que o YouTube fornece, que continua a não validar.

Já tinha procurado uma solução para isto há uns meses, mas não parecia haver nada fácil e óbvio; hoje, no entanto, descobri o YouTube Producer, que converte o código fornecido pelo YT para (X)HTML válido. Até agora está a funcionar (e já converti alguns vídeos neste blog e noutro para este formato), se bem que não tenho neste momento browsers primitivos à mão, como um MSIE (já que uso Linux no trabalho), e é possível que este código seja mais exigente em termos de standards. Vou experimentar logo à noite, em casa, no meu PC de jogos.

Assumindo que não há problemas de compatibilidade, pergunto-me: 1) porque é que o YouTube não dá já código assim, e 2) porque é que o WordPress não faz já esta conversão.

Se alguém quiser servir de cobaia e for suficientemente masoquista para usar IE :P , pode ver se neste post o vídeo aparece correctamente.

Press Play On Tape: “The Man With The Gun”

10 de Março, 2010

Nada como um pouco de escapismo (e videojogos) para uma pessoa se sentir bem. :)

“There’s one place where I am the king”, indeed.

(“não vejo vídeo nenhum”, “blablabla“)

Opera 10.50 e JavaScript

2 de Março, 2010

Alguém já reparou na velocidade do JavaScript no Opera 10.50 (actualmente beta 2)?

Não sei como é que fizeram, mas na última versão estável (10.10) eles tinham o JavaScript mais lento de todos os browsers (sem “internet” e “explorer” no nome, é claro — esse está num patamar de lentidão completamente diferente :) ), e no 10.50 têm o mais rápido. Mais que o Safari, mais que o Chrome. É só fazerem uns benchmarks e verão.

Entretanto, o Firefox, mesmo tendo ficado 25% mais rápido do 3.5 para o 3.6, continua atrás da concorrência (na qual não incluo, mais uma vez, o IE), passando a ser de longe o mais lento agora que o Opera está como está. Os developers, no entanto, reconhecem essa lacuna, e estão a trabalhar num novo motor de JavaScript, ainda muito no início, é claro, mas aparentemente promissor. Vamos ver em que versão do Firefox sairá (duvido que seja no 3.7, que supostamente sai lá para Junho).

EDIT: conforme fui simpaticamente informado num comentário, a versão final saiu umas 2 horas depois deste post. :)

Nova fase de blogging

23 de Fevereiro, 2010

Acabei hoje, depois de uma semana e um dia, o projecto que queria completar naquele blog. Sim, sabem qual é; não vou mencioná-lo ou linká-lo aqui para não ser publicidade descarada outra vez (mas já viram os novos links na sidebar, debaixo de “posts recentes”? hint, hint… ;) ). :) Penso “descansar” daquele assunto nos próximos dias (se bem que continuarei a monitorizar os acessos e a ver se há comentários não muito insultuosos para responder), virando-me mais para outro nos próximos tempos. Num blog que já tenho há quase um ano, mas que está ao abandono há meses. E está, porquê? Porque, de certa forma, é de todos eles o que dá mais trabalho… e eu sou um preguiçoso nojento.

Há que começar a mudar isso, não é? :)

Tive uma ideia interessante não só em termos dos objectivos do blog, mas também em termos de o tornar mais interessante e “vivo” nos próximos tempos. Vou descrevê-la amanhã (quarta), lá. Mais uma vez, não linko aqui para o dito (hoje dei para refrear a pub descarada), mas quem me conhece chega lá facilmente. (Se ainda é terça (dia 23), não vale a pena ir já lá, não há nada de novo ainda.)

P.S. – descobri agora que a página de actualizações do WordPress (Upgrade/ Actualizar, dentro de Tools / Ferramentas, dependendo da língua), no painel de controlo, permite actualizar todos os plugins de uma vez. Muito útil quando estamos meses sem mexer num blog e há uns 15 plugins com novas versões. Reparei nisso só hoje, ao actualizar um dos blogs do 2.9.1 para o 2.9.2; curiosamente, que eu veja, essa opção não está disponível na página de plugins, que seria o sítio óbvio… andava eu a actualizá-los um a um. Grr.

“Onde há fumo há fogo”? Please.

17 de Fevereiro, 2010

Livraram-se do ateísmo (pub descarada), agora levam com política. :) Ou não… porque a questão aqui nem é tanto a política, mas a estupidez de certas mentalidades.

Vi ontem no Google Buzz (que terá muito mais piada quando as pessoas — incluindo eu — começarem a usar aquilo sem ser como uma cópia do Twitter) este artigo no Bitaites, sobre o Sócrates e as acusações de “censura” e “ataques à liberdade da imprensa” que aparentemente têm feito bastante tinta correr.

Eu não sei. É que realmente não tenho estado atento às notícias sobre Portugal (ando numa altura em que as minhas únicas fontes de notícias são esta (versão internacional) e esta), e acredito que não faz muito sentido mandar postas de pescada sem estar ao corrente do assunto. Ou seja, não vou agir como um português típico. :P

Vou, no entanto, comentar duas parvoíces que vi em comentários a esse post.

Uma delas era isto: “onde há fumo há fogo“. Ou seja, se há as acusações que há à volta do Sócrates, ele tem de ser culpado de alguma coisa.

Eu pergunto: quem é que é tão idiota que acredite em algo assim?

A questão aqui não é a culpa ou inocência do primeiro-ministro; é, sim, a ideia espatafúrdia de que acusações são prova de algo. Ou seja, assume-se quem faz acusações é 100% honesto e fiável, e, portanto, basta acusar-se alguém de algo para esse alguém ser culpado de algo — seja do que foi acusado, seja de algo parecido. E quem não tenha uma mas muitas acusações é claramente um criminoso, um mentiroso, etc..

Sem estar aqui a comparar uma coisa a outra, isto também era assim nos tempos da Inquisição: uma acusação constituia prova suficiente. Se uma mulher fosse acusada de ser uma bruxa, mesmo que depois os acusadores retirassem a acusação, ela já não se safava de prisão, tortura e morte… a não ser que acusasse outros como “cúmplices”, caso esse em que podia ter a pena reduzida. Não era preciso arranjar evidências ou provas; a acusação bastava.

Bem, caro leitor, caso alguma vez tenhas usado o argumento de “se há fumo, há fogo”, eu acuso-te de seres um espião Soviético. Logo, és obviamente um espião, já que a acusação não existiria se não houvesse um fundo de verdade. (O quê, já não existe União Soviética? Isso é o que eles querem que pensemos! :) )

O outro argumento, não menos idiota, é este: que não importa se o Sócrates é inocente ou culpado porque, com tantas acusações, tem de passar todo o tempo a defender-se delas, e já não pode governar. Alguém percebe imediatamente o ridículo da coisa, ou é preciso dizê-lo? É preciso explicar que, se é assim, basta inventar umas dezenas de acusações, e com isso derruba-se quem quer que seja? Desde quando houve algum primeiro-ministro, ou qualquer tipo de governante, que não estivesse rodeado de acusações de inúmeros tipos? Se aceitamos a ideia de que não importa se as acusações são falsas ou não, porque a sua mera existência “algema” um governante e torna necessária a sua demissão … bem-vindos à nova república das bananas, onde cada governo dura meses.

A forma de lidar com as acusações é determinar a veracidade delas, e fazer alguma coisa — seja punir o acusado (se este for efectivamente culpado), seja punir os acusadores (por difamação, por exemplo — por fazerem acusações que sabem ser falsas, em proveito próprio). Porque acusações falsas devem ter consequências para quem as faz.

Nota: isto não é uma defesa do Sócrates; como disse, não estou actualmente informado sobre o que se tem passado nesta história toda.

Ateísmo-PT – novo blog de ateísmo

11 de Fevereiro, 2010

Conforme mencionado no post anterior, aqui está ele: Ateísmo-PT.

Exportei os posts relacionados com o assunto para lá, sem os comentários (já que quem comentou aqui não autorizou explicitamente que os comentários fossem duplicados noutro blog); os posts continuam também aqui, mas serão em breve fechados a novos comentários. O novo blog ainda está com o theme default, mas eu amanhã trato disso.

Estão, portanto, a partir de agora livres (yay!) de posts sobre ateísmo ou religião aqui no Ostras, e por conseguinte no PlanetGeek (posts sobre discussões, lógica, racionalidade e afins poderão ainda aparecer por aqui, ocasionalmente).

Ideia: blog de ateísmo em português

11 de Fevereiro, 2010

Já escrevi aqui alguma coisa sobre ateísmo e religião, provocando as respostas do costume (“se não és um teólogo não podes falar do assunto”, “não percebes nada disto”, Pascal’s Wager, etc., bem como, talvez mais ainda, “se falas tanto nisto é porque no fundo acreditas” ou “és tão fanático como eles”, que, na melhor das hipóteses, são um “isto não me interessa, logo não é legítimo falares do assunto”… e se isso é a melhor das hipóteses, imaginem as piores). Mas ando com alguma vontade de escrever mais sobre o assunto, o que realmente se poderia tornar chato para quem 1) queira ler o meu blog pessoal mas não tenha interesse no assunto, e 2) leia o blog pelo PlanetGeek; acho que um blog maioritariamente sobre ateísmo (ou sobre religião, ou sobre política, ou…) não faz realmente muito sentido estar agregado lá (se bem que longe de mim reclamar se aparecer lá algum assim).

Assim sendo, ando há tempos a pensar em criar um novo blog, começando por copiar para lá os posts que fiz aqui sobre o tema. Ainda não decidi completamente se o vou fazer, mas a coisa está encaminhada nesse sentido, já que, caso não o faça, vou sempre estar a “auto-censurar-me” ao escrever aqui (ex. “não escrever vários posts seguidos sobre isto”, “ando a escrever demais sobre o assunto”, “não quero que o blog seja isso”, etc.)

A desvantagem óbvia é que antecipo muito menos leitores, já que aqui sempre “atinjo” amigos e o PlanetGeek, enquanto o novo blog vai ser, imagino eu, maioritariamente ignorado pelos primeiros (não tenho amigos que se interessem pelo assunto) e não vai estar agregado no segundo. Mas mesmo assim parece-me ser a coisa certa a fazer; pelo menos escreverei o que quiser sobre o tema, sem “papas na língua”, e na quantidade que quiser.

Não há muita coisa em Portugal sobre este tema. Googlando, descobri uma Associação Ateísta Portuguesa e um Portal Ateu; penso incluí-los (sobretudo o segundo, que parece ter actualizações regulares) na minha leitura diária, mas acho que o foco do que planeio fazer — é só olharem para os posts anteriores — é um bocado diferente, e não vai propriamente haver “competição” entre ambos.

Vai ter leitores? Não sei. Imagino que até apareçam mais brasileiros do que portugueses; nós cá somos muito apáticos em relação a estes temas, sendo essencialmente um país de “Católicos não praticantes”: acreditamos que deve haver algo “superior”, dizemos “meu deus!” como interjeição, e vamos à missa pelo menos em baptizados, casamentos e funerais; ou seja, não somos ateus, de forma alguma, mas também não temos as nossas vidas em geral afectadas pela religião (afinal, os milhões de africanos a morrer por causa da Sida que prolifera graças às monstruosas mentiras do Vaticano “estão lá muito longe”)… excepto, claro, em questões como o aborto e o casamento de homossexuais, em que aí se vê a força da religião, mesmo na sua versão “não-praticante”, e a sua capacidade de impedir a igualdade de direitos, travar o progresso da humanidade, e aumentar o sofrimento.

Bem, quando (e se, se bem que é o mais provável) lançar o site, menciono-o aqui, e não me voltam a ouvir falar disto se se limitarem a ler este blog. :)

Vejam isto do início ao fim…

5 de Fevereiro, 2010
YouTube Preview Image

… e depois digam-me que o Eric Adams não é um grande vocalista.

Eu sei que a expressão está muito usada, mas isto para mim é de provocar arrepios… e não estou com frio.

Um pouco de história: eles costumam acabar os concertos, depois de saírem do palco, com uma gravação desta música, a versão original do álbum. Em geral não a tocavam / cantavam eles próprios, por a música ser muito orquestral, cheia de coros, e também não ser das mais fáceis de cantar. Mas, em 2008 (exactamente 20 anos depois), resolveram fazê-lo, com órgão e coros, mesmo. Adorava ver isto ao vivo, um dia. :)

(não vês um vídeo? Vem aqui.)

De regresso

1 de Fevereiro, 2010

Sim, estive de férias estas 2 últimas semanas; voltei ao trabalho hoje. Daí ter estado tão calado por estes lados. :)

Passei as férias em casa; o objectivo delas foi descansar, poupar dinheiro e pôr os jogos em dia; acho que atingi bem as 3 coisas. :) Por isso, não tenho grandes histórias ou novidades para contar (suponho que ninguém estará interessado em saber que finalmente acabei o Jade Empire). Nem escrevi nos blogs, nem cuidei dos outros sites, nem avancei na programação do ultra-secreto jogo online que estou a criar. Vou ter de voltar agora à carga nessas diversas “frentes de batalha”, durante esta semana; uma pessoa perde certos hábitos que não se recuperam de um momento para o outro.

Contra-argumentar é “não dar ouvidos”?

16 de Dezembro, 2009

Uma que ouvi recentemente:

“Sempre que te dou uma opinião acerca de algo em ti, tu tens sempre resposta, tens sempre um contra-argumento. Estás completamente fechado a outras opiniões, nunca ouves realmente nada do que te digo.”

Fiquei a pensar nisso. O que é que para a pessoa em questão (e já ouvi variantes disto muitas vezes, de pessoas completamente diferentes, não se trata de um caso isolado) seria “ouvi-la”? Se contra-argumentar — isto é, dizer-lhe que não concordo, que acho que ela está errada naquilo que disse, e, mais importante, porquê — é “não lhe dar ouvidos”, que hipóteses restam?

Eu só vejo duas:

  1. Concordar;
  2. Fingir que concordo.

Será isto que a humanidade em geral faz? Como eu assumo que as pessoas não concordam totalmente umas com as outras na maioria das vezes, estou a imaginar que seja a 2ª hipótese a mais frequente… e que isso seja conhecido e aceite como normal por toda a gente que não seja um geek meio anti-social como eu. Talvez isso até seja visto como desejável para as pessoas poderem viver em sociedade sem conflitos — ou necessidade de pensar — constantes.

Já mencionei aqui várias vezes que, para mim, dizer a outra pessoa que ela está errada em algo é a maior demonstração de respeito que lhe podemos dar (significa que a ouvimos e que pensámos no que ela nos disse), e que não entendo como é que as pessoas se magoam e/ou ofendem por isso. Aqui é algo parecido: a única forma de se “dar ouvidos” a alguém é concordar com a pessoa, ou fingi-lo? É assim que a sociedade em geral age?

Não. Não me vou render a isso. Não me vou forçar a concordar com algo no qual vejo problemas lógicos, nem vou, muito menos, mentir, ter aquela atitude repugnante do “simsimtábem” que me irrita tanto quando a vejo noutras pessoas. Se contra-argumento, contra-contra-argumentem. Digam-me onde é que a minha objecção ao vosso argumento inicial está errada, se forem capazes. Não esperem que concorde “porque sim” ou porque “é justo, da outra vez deste-me tu razão”1, não esperem que seja condescendente e vos trate como inferiores mentais — isso, sim, seria uma tremenda falta de respeito. Digam-me onde é que o meu contra-argumento falha, e até vos agradeço. Mas acusarem-me de estar a ser “dogmático” ou “fechado” pelo simples facto de ter um contra-argumento, em vez de aceitar a vossa opinião cegamente? Please.

  1. se há uma ideia mais estúpida e absurda no universo do que esta última, não a estou a ver neste momento… []

O que nos últimos anos tem sido cada vez mais a minha opinião sobre o “Natal”

16 de Dezembro, 2009

I want YOU to spend a lot to prove you love your family

Sim, eu continuo a celebrá-lo (é um feriado muito mais antigo do que o Cristianismo, por curiosidade), mas as pessoas à minha volta estão avisadas de que não devem contar com prendas e afins, e que obviamente também não espero recebê-las. A parte de estar nessa noite e dia com a família e conviver? Venha ela. O consumismo desenfreado, filas enormes para tudo (incluindo na estrada), centros comerciais como latas de sardinhas, a preocupação de achar a “prenda perfeita” para cada pessoa, e com o valor “psicologicamente correcto” (isto é, sem parecermos uns pobretões ou forretas, mas também sem parecer exibicionismo da nossa parte por darmos algo acima das possibilidades do destinatário, ou acima do que ele/a nos vai dar), o stress de nos podermos ter esquecido de alguém que (a lata dele/a!) não se esqueceu de nós, e tudo o mais? Dispenso. Saí desse joguinho parvo e doentio, e não me arrependo nem um pouco.

E se achasse a minha família tão superficial e mesquinha que, como a imagem diz, tivesse de “provar” que gosto deles através de prendas na noite de 24 para 25, estaria a insultá-los.