Liberdade

Acabo de vir da rua, de um passeio a pé. Está um dia bonito, e apeteceu-me – aliás, tenho-o feito todos os dias, desde que estou de férias. Tem piada explorar Tercena e arredores – curiosamente, não conheço quase nada disto.

Hoje as minhas andanças levaram-me a um descampado… Ok, mais uma “mini-colina”, com vegetação, que fica mais ou menos entre Tercena e Barcarena. Um sítio onde até já tinha visto ovelhas pastar, mas não, não fui lá por causa disso. 🙂

Já não andava em terrenos deste género há um bom tempo, e foi uma sensação agradável. E, a certa altura, vi uma placa meio enferrujada no cimo da “mini-colina”… tive, obviamente, de ir lá ver. Era uma placa a citar o fim de uma zona qualquer, relacionada com a Fábrica da Pólvora (que é aqui para estes lados). O curioso é que a placa citava um decreto de lei de 1892! Não me parece que a placa em si seja tão velha, obviamente, mas mesmo assim deve ter umas boas décadas.

No regresso, fui pensando em como é bom fazer isto: estar em casa a trabalhar, apetecer-me ir dar um passeio, e fazê-lo. Isto é vida, isto é o que é – ou devia ser – natural para o ser humano. Não é estar num escritório, como se fosse numa prisão, a perder dias inteiros, e a chegar a casa tão cansado do stress de aturar idiotas que só me apetece dormir – para no dia seguinte repetir a dose.

Mas, em algum ponto da história, o ser humano, imbecilmente, trocou tudo (como tem o hábito de fazer), e o horror tornou-se “natural”. E o que era natural passou a ser “coisa de malucos”.

Bah.

2 Comentários a “Liberdade”

  1. Bem, de facto, isso É VIDA!! É mto bom andar descontraída e calmamente pelo campo… Mas só quem mora em zonas mais “rurais” pode usufruir de tais passeios… Até eu, mesmo morando perto de grandes centros urbanos, ainda consigo ter na minha zona alguns espaços que me permitem “saborear” os prazeres do campo. Pena que o tempo que me resta depois dos trabalhos seja tão pouco e não tenha conseguido, ultimamente, reviver as tardes calmas da adolescência…

    Fica bem e continua a aproveitar esses belos passeios.

    Nuno