Tabaco em lugares públicos

Subscrevo a 100% este post.

O que mais irrita nos fumadores não é o facto de estarem a fazer uma coisa idiota, que faz mal, que sabem que faz mal, e que continuam a fazer, porque em certa altura da vida (adolescência, provavelmente) “pertencer ao grupo” foi mais importante do que usar dois dedos de testa, e depois viciaram-se e não têm força de vontade (vulgo, “tomates”) para parar. Não. Não é isso. Isso é lá com eles.

O que irrita é acharem que têm o “direito divino” de o fazer quando quiserem, onde quiserem, e seja lá em que circunstâncias forem. E incomodando, e prejudicando a saúde, de quem quer que seja.

Fazendo uma comparação não tão exagerada e absurda como parece: e se me desse imenso prazer cuspir nas outras pessoas? Alguém me deixava? Duvido.

Mas e se não fosse só eu, se fossemos muitos? E se começassemos a falar dos nossos “direitos”, e de como quem quer impedir-nos de fazer o que queremos é um “fascista”, e de que há problemas muito maiores no mundo, logo não nos chateiem só porque, coitadinhos, não gostam de levar com algum cuspo na cara de vez em quando?

Imaginam a situação? Ridícula, não é? Mas é algo muito parecido com isso que se passa. E ninguém parece ter tomates para o dizer. A história do “direito divino” já existe há tantos anos que já ninguém questiona – incluindo os não fumadores, que às vezes até parecem ter vergonha disso.

12 Comentários a “Tabaco em lugares públicos”

  1. Kanzentai diz:

    O início de consumo de tabaco nem sempre está ligado a factores derivados da chamada “peer pressure”, pode simplesmente ser “deixa ver se isto é bom ou não”. Sim, é nocivo para a saúde do consumidor e dos que o rodeiam, mas, e não querendo defender o hábito, há muitas outras “legalidades” que produzem efeitos nefastos na saúde de todos e de cada um. Entre os escapes automóveis, bebidas alcoólicas (embora seja preciso ir a “extremos” para que isto produza efeitos mais visíveis), música MUITO ALTA, guerra, stress, etc.

    É evidente que saber que algo faz mal raramente faz grande diferença. Só em casos extremos (ácidos fortes, resíduos tóxicos, etc.) é que se faz algo para mudar a situação rapidamente.

    Mas se é uma coisa que “lá fora nem se nota”, ou que “se não está lá o sinalzinho, estou-m’a cag*r” ou mesmo “se ninguém diz nada, é porque não faz mal”, então deixa-se estar e logo se vê.

    Evidentement que, sempre que alguém disser o que quer que seja no sentido de fazer com que outrém deixe de satisfazer o respectivo vício no lugar em questão, se arrisca a levar com “mas está-me a discriminar por eu fazer xxxxx ou gostar de consumir yyyyyyyyy?”.

    Poderia citar uma situação que me ocorreu há algum tempo, mas não se enquadra (it’s about racism).

    O mundo está em constante movimento, mas não é por isso que as mentalidades também o farão =|

  2. Eu posso beber o que quiser, mas quem está à volta não fica também bêbado por causa disso. Automóveis (se bem que não são a solução perfeita) são úteis – muitas vezes necessários, até – não são algo que se faz apenas por prazer. E podes crer que se puser a música muito alta, os vizinhos queixam-se.

    Anyway, estás a fazer o que o Macaco no outro post menciona que os fumadores em geral fazem: “há gente a morrer à fome em África, e tu vens chatear-me por causa de um pouco de fumo? Não sejas parvo!” – o que serve para os tornar intocáveis, incriticáveis. É que a pensar assim não se resolve problema nenhum no mundo, porque é sempre possível pensar num maior, ao pé do qual esse é “insignificante”, não é?

    E o tabaco é peer pressure, por uma razão: o primeiro cigarro não sabe bem, muito pelo contrário. Sabe mal, e causa tosse. Para se começar a fumar – para não dizer viciar-se – é preciso insistir, o que só se faz se isso for o “ritual” para se ser aceite no grupo de idiotas.

    De qualquer forma, o meu post, tal como o outro, não é anti-tabaco (fumem lá à vontade, nas casas deles ou na rua), mas sim contra o facto de fumarem sem respeito pela vontade de não fumar de quem está à volta, e de acharem que fumar é um “direito divino” que têm, completamente inquestionável – vêem um “por favor, importa-se de apagar o cigarro?” como um atentado à sua liberdade, que, esquecem-se, termina onde… vocês sabem o resto da frase.

  3. patrícia diz:

    Amigo, Amigo, discordar é um “direito divino”. Insultar os outros é pura má educação.
    Só pelos insultos gratuitos tu e, principalmente, o dono do post que citas, perdem toda e qualquer razão.
    Que não fumem, acho bem. Que não gostem de fumadores, acho melhor ainda. Não são obrigados a gostar nem a acompanhar os fumadores. Não são obrigados a beijar quem fuma, nem sequer são obrigados a olhar para eles na vossa vida pessoal. E falando assim dos vossos amigos, com tamanho desrespeito, nem sei se os merecem ter como amigos.
    Quanto às leis anti-tabaco…. hoje em dia já não se pode fumar nos locais de trabalho, há cada vez menos sítios onde um alguém possa fumar. Isso está certo? Errado? Eu até concordo com uma lei algo restritiva. Mas mais fácil e eficaz seria não se vender tabaco em quiosques, cafés e máquinas principalmente a menores de idade. Mas aí há grandes interesses económicos. Mas é engraçado como esse “pormenor” não é mencionado nos vossos post.
    Já estive em Boston onde impera a lei anti-tabaco que vocês gostariam de ver implantada aqui em Portugal e o que me fez fumar menos lá foi o facto de não encontrar tabaco a vender. Andei kms à procura, cheia de frio, e nada…. isso sim, é uma política a sério. E garanto-vos que é eficaz.
    Tu criticas quem começa a fumar por “por ser moda”; mas digo-te que “moda” é ser contra o fumo…. e pior, contra os fumadores. E a maior parte dos fumadores quando pergunta de pode fumar e ouve uma resposta negativa, não fuma. Vai fumar um cigarrito à rua ou a um sitio onde não incomode. Agora dizer que sim, que pode fumar e depois escrever posts daqueles é o cumulo da covardia….
    E cumulo do ridículo é fazer-se campanhas contra o fumo da forma como a “feio? Feio é fumar.” Não resulta e é no mínimo triste gastar-se dinheiro naquelas coisas…

    Para finalizar devo apenas dizer que eu não fumo à 6 meses e defendo que todos deveriam deixar fumar. Tenho a noção que não é fácil (ao contrário de ti) mas sei que é possível.

  4. Anónimo diz:

    Que discussão mais acesa!! Gostei.

    Não fumar hoje em dia é moda. Toda a discussão em relação a fumadores e tabaco é moda também e sem grande sentido. Se fumar faz mal, para mim só existe uma solução: acabar com o tabaco. Não se pode afirmar que fumar faz mal e que os fumadores prejudicam os demais quando depois o dinheiro da venda de tabaco faz parte dos dinheiros públicos.

    Não havendo forma de banir de todo o tabaco então algumas restrições poderão ser implementadas: não ao tabaco em locais fechados, por exemplo e aí nem deveria haver qualquer tipo de discussão; do mesmo modo que para mim a taxa de alcoolémia deveria ser 0% e não havia cá discussão possível a esse respeito. Quem bebe, não conduz e ponto final!

    Não fumo. Nunca fumei e não faço intenções de fumar. O fumo dos outros não me incomoda a menos que me estejam a deitar o fumo directamente para a cara.

    Ass. Velvetsatine

    P.S. Estou no curso e não me lembro da palavra-passe para me logar.

  5. Bem, realmente isto acendeu-se. 🙂

    Como sempre, as pessoas só lêem o que lhes convém. O meu problema não é com as pessoas fumarem, mas sim com fumarem ao pé de mim e dos outros que não gostam de respirar aquilo. O meu problema é dar cabo da minha saúde, e chegar a casa com a roupa toda a cheirar a fumo. Mas, mais que isso, o meu problema é que, ao contrário do que dizes, Patrícia, muitos fumadores NÃO respeitam ninguém. Não só não perguntam se se importam que fumem, como se alguém lhes pede, educadamente, para não fumarem, ficam todos ofendidos e são mal-educados e agressivos – a tal história do “direito divino”.

    Não fumar é moda? Como já tinha dito num post sobre outro assunto, “moda”, para mim, implica algo que a maioria faz. Isto já parece a história dos cristãos nos EUA: são mais de 80%, ocupam a maior parte das posições no governo e afins, mas dizem-se “perseguidos”, imagine-se só, como se ainda vivessem na época do Nero. Aqui é a mesma coisa: se não fumar fosse moda, a maior parte das pessoas não fumava. Não é isso que observo: não só há mais fumadores do que o oposto, como quase nenhum tem respeito por quem está ao pé deles e não quer fumar. Pelo contrário, noto até, como já disse, que quem não fuma quase parece ter vergonha disso, como se tal o tornasse um ser inferior, deficiente.

    E se eu e o outro tipo “insultamos”, é porque já perdemos a paciência, depois de décadas a tentar fazer as coisas a bem. Não dá para fazê-lo a bem, aquela gente não tem respeito por ninguém.

    Dizes que a maior parte dos fumadores pergunta? Não é o que vejo. Dizes que esperam até sairem? Não os que eu conheço. Nem têm, como diz o outro tipo (e eu observei isso nos últimos dias, várias vezes), sequer o bom senso de não atirar cinzas e beatas para o chão, quando não há um cinzeiro logo ali. Direito divino, again. “Fumar é um direito fundamental, e que ninguém se atreva a questioná-lo.”

    A liberdade de uns acaba onde começa a dos outros. Fumar ao pé de quem não fuma, num espaço fechado, é uma total e completa falta de respeito e consideração, e é algo que merece todos os insultos do mundo.

  6. Unawen diz:

    Acesa, mais que as beatas que o meu vizinho costumava atirar pela janela e com as quais me estragava a roupa, até ao dia…

    Eu comecei a fumar aos 6/7 anos, já não me lembro bem, e nessa altura não foi peer pressure nenhuma, foi mesmo porque estava com as minhas primas e éramos crianças curiosas. Depois parámos e recomecei aos 12 anos e voltei a deixar no final do Verão. Aí também não foi peer pressure, foi porque tenhamos doses industriais de maços de tabaco do meu padrinho ali a sorrir para nós, e ele não dava pela falta de um ou dois maços, já que comprava daquilo em pacotes industriais de “SG Filtro”. Nota: fazíamo-lo sozinhas… portanto “o grupo” não via… E sabia-nos bem, ainda hoje me sabe bem um cigarrinho, às vezes. Mas concordo que uma boa percentagem dos casos seja “Para ser aceite no grupo”.

    Como já se viu, ainda hoje fumo, praí 10 cigarros/ano, e por prazer, como já disse, às vezes, sabe-me bem…

    Eu sei que, para quem é fumador, deixar de fumar é complicado, e não é por experiência própria, porque eu nunca fui viciada, mas por favor, não obriguem os outros a fumarem! A nossa liberdade acaba onde interfere com a dos outros, será muito complicado entender isto?

    Quanto à eficácia dos meios, tais como dificultar o acesso ao tabaco, não concordo minimamente que fosse um meio dissuasor. Não se vende droga em quiosques e nem por isso deixa de haver um crescente número de toxicodependentes. Até sou a favor da liberalização das drogas leves, deixem quem quiser que se mate e rapidamente! E quem for inteligente, pode fumar um charrito para experiência e pronto. Além disso, TODA a gente sabe que quem quem quer deixar de fumar tem que ser por sua própria iniciativa, e não por se dificultar o acesso! Então EU, que quero fumar os meus 10 cigarritos por ano? Também vou ter que percorrer léguas e pagar uma fortuna por um maço de cigarros? Por favor…

    A regra é simples, respeitem a opcção dos NÃO FUMADORES. É tudo o que se pede.

    A mudança é a única coisa constante da vida, diz quem sabe. Mas mudar nem sempre é fácil… principalmente mentalidades…

  7. Kanzentai diz:

    Talvez criminalizar o consumo de substâncias não alimentares e/ou farmacêuticas em locais fechados funcione. Por exemplo, é proíbido fumar em toda a rede do metropolitano de Lisboa 🙂 Desconheço qual é a sanção para tal (mas creio que será “ligeiramente” mais válida que uma certa Associação Fo*ográfica Portuguesa).

    É certo que cada um faz o que quiser consigo mesmo desde que não o faça aos outros, é um direito concedido pela constituição portuguesa. Cada um é livre de espetar uma faca onde quiser, desde que esse onde não seja outro ser humano ou propriedade alheia.

    É evidente que tal como quem não fuma não é deus, também quem o faz não o é. Consumir substância x ou y não dá qualquer direito de soberania sobre quem quer que seja. Temos todos o direito de disfrutar das condições que cada local se prontifica a fornecer: um escritório sem fumo, canalização sem chumbo, um bairro calmo, etc. E, como se provou em número considerável de vezes, a maioria nem sempre tem razão. Cito o caso de Lavoisier, por exemplo.

    Estou mais que ciente que nem todo o ser humano é um ser humano. Há quem seja, passo a expressão, “um grandessíssimo filho da mãe (sem intenções pejorativas direccionadas à senhora em causa)”, e aja sem ter minimamente em conta qualquer definição de civismo que não a sua, deturpada e egocêntrica. Serão esses/essas, portanto: os fumadores que se recusam a fumar em recinto apropriado, os condutores que julgam ser donos da estrada, os escritores que se julgam na posse da história completa do universo, não podendo, por isso, errar, etc.

    Contudo, é tão errado generalizar esse conceito a todos os indivíduos que pertencem aos conjuntos em causa como é fazê-lo aos restantes. “Todos diferentes, todos iguais”. Decerto já terão lido/ouvido isto algures, e estarão minimamente cientes do conteúdo que lhe está subjacente.

    Não exijo uniformidade na diferença, nem diferença/uniformidade absolutas. Exijo apenas diferença na uniformidade. Se não se pode fumar no sítio x, não se fuma no sítio x. Se não se pode NÃO fumar no sítio y, fuma-se no sítio y. And so on, and so forth.

    Com alguma sorte, não me contradisse. 🙂

  8. Neste momento em http://abanacao.blogspot.com/
    estão disponíveis dois inquéritos que pretendem (de alguma forma) colaborar
    na Consulta Pública actualmente em curso sobre a nova Legialação Antitabágica
    que o Governo apresentou. O que é também uma forma de participação cívica
    para que outros não determinem autocraticamente aquilo que também nos diz
    respeito.

    MFR

  9. Anónimo diz:

    “A nossa liberdade acaba onde começa a dos outros”. Certissimo, gostei de ler. Mas não estarão os não-fumadores precisamente a desrespeitar essa máxima ao querer impor uma proibição aos fumadores?
    Esta guerra a mim pouco ou nada me afecta, sou fumadora mas consciente e além disso eu própria detesto lugares cheios de fumo. O que acontece quando não me estou a sentir bem num desses locais é que agarro nas perninhas e vou à minha vidinha. Assim como vou a imensos sitios onde não posso fumar e tal não me afecta, respeito que as pessoas (por exemplo em sua casa) possam não querer que se fume e ai… bom, ai ou vou à rua fumar ou simplesmente passo bem sem fumar seja que tempo for. Porque não existir simplesmente a divisão entre locais onde se pode ou não fumar? Assim quando um fumador quiser ir com amigos a um sitio onde é proibido fumar só o fará se não se importar de abdicar do seu cigarrito. O mesmo acontecerá com os não-fumadores, se quiserem ir com amigos fumadores a um sitio onde é permitido fumar só o farão sabendo que têm que se aguentar à bomboca!
    Seria uma divisão simples que apenas teria de recair sob o livre arbitrio de cada um. Assim os fumadores não se impunham aos não-fumadores nem vice-versa.
    Ohem, eu cá não conduzo, não tenho carro, ando sempre de metro e os carros espalhados por ai andam a dar cabo do ar que eu respiro. Devo pretender proibir a circulação de carros por toda a cidade?
    Vou-me, já não chateio mais. Fiquem tds muito bem. Se todos forem bem formados e bem educados há muita coisa que se resolve.

  10. O problema é que o dinheiro fala muito alto, e quase ninguém tem qualquer tipo de ideais ou escrúpulos. Se cada estabelecimento puder decidir entre aceitar fumo ou não, todos escolherão aceitá-lo – ninguém quer perder, potencialmente, mais de metade dos clientes.

    A questão é que ninguém tem o direito de prejudicar ninguém (e não me venham dizer que ao fazer um fumador “sofrer” por não fumar, estou a prejudicá-lo… please!).

    Em países mais civilizados, pelo que ouço dizer, as pessoas já se habituaram, por exemplo, a sair de um bar ou discoteca, fumar um cigarro, e voltar lá para dentro. Mas, cá, isso é visto como um “atentado fascista à liberdade” – um fumador acha que fumar é um direito vital, como respirar, e que ninguém tem nada com isso.

    Acredito que um dia as coisas evoluirão. Mas não é de um dia para o outro, e não é sem resistência da parte de quem está habituado a uma regalia que nunda devia ter tido, e que não vê como uma regalia, mas sim como um direito fundamental. O direito de prejudicar os outros impunemente.

    E não, não acho que todos os fumadores são assim. Aqueles com quem me dou até são bastante decentes. Mas hoje em dia não se pode sair à noite, ou até mesmo andar num centro comercial, sem se “fumar” vários cigarros – quer se queira, quer não.

  11. António Costa Cabral diz:

    Diz o ‘dono’ do site que não pode cuspir nos outros. Não indo a esse exagero o que acha que eu devo fazer quando estou ao lado de uma pessoa que cheira mal e que me agride as pituitárias?
    Diz o dehumanizer que o tabaco faz mal aos não fumadores. Isso é uma mentira que nos querem fazer engolir. Não? Se é verdade porque não existem estudos fiáveis publicados na net?
    O da Univ. do Minho, não está publicado!
    Há um estudo que analisou 48 pessoas!
    E porque nunca foi publicado o estudo da OMS, feito entre 1991 e 1998, a 300.000 pessoas, que concluiu que nada se pode concluir?
    O estudo foi secreto até aparecer alguém que deu com o língua nos dentes, chegando a notícia a ser publicada num semanário português.
    A OMS definiu e define qual a percentagem de alteração nos sintomas se deve considerar para se poder concluir da respectiva causa-efeito. Porque nos chamados ‘estudos’ sobre o tabaco esses valores são esquecidos ou omitidos?
    Vejam por vós próprios uma sumula dos sites que encontrei sobre as mentiras:

    Jonsson Comprehensive Cancer Center, University of California, Los Angeles, California, USA. 2006

    Several major meta-analyses have concluded that exposure to environmental tobacco smoke (ETS) increases the risk of coronary heart disease (CHD) by about 25% among never smokers. However, these reviews have excluded a large portion of the epidemiologic evidence on questionable grounds and have been inconsistent in the selection of the results that are included. We conducted an updated meta-analysis and critique of the evidence on ETS exposure and its relationship to death from CHD among never smokers. Our focus is on the U.S. cohort studies, which provide the vast majority of the available evidence. ETS exposure is assessed in terms of spousal smoking, self-reported estimates, and personal monitoring. The epidemiologic results are summarized by means of overall relative risks and dose-response relationships. The methodological issues of publication bias, exposure misclassification, and confounding are discussed. Several large studies indicate that spousal smoking history is a valid measure of relative exposure to ETS, particularly for females. Personal monitoring of nonsmokers indicates that their average ETS exposure from a smoking spouse is equivalent in terms of nicotine exposure to smoking less than 0.1 cigarettes per day. When all relevant studies are included in the meta-analysis and results are appropriately combined, current or ever exposure to ETS, as approximated by spousal smoking, is associated with roughly a 5% increased risk of death from CHD in never smokers. Furthermore, there is no dose-response relationship and no elevated risk associated with the highest level of ETS exposure in males or females. An objective assessment of the available epidemiologic evidence indicates that the association of ETS with CHD death in U.S. never smokers is very weak. Previous assessments appear to have overestimated the strength of the association.

    http://www.ama-assn.org/public/peer/7_15_98/jpv71013.htm

    Publication Bias and Research on Passive Smoking
    Comparison of Published and Unpublished Studies

    http://www.forces.org/evidence/prologue.htm

    Furthermore those researchers and the scientific journals that do produce and publish the “wrong” results are burned at the stake of public opinion, as was the case of Enstrom and Kabat and of the British Medical Journal for their study Environmental tobacco smoke and tobacco related mortality in a prospective study of Californians, 1960-98. That enormous study, which lasted 40 years and examined 118,000 subjects, demonstrated conclusively that the “dangers” of passive cannot be measured. Nearly the entire cost of the study, several million dollars, was funded by the California Dept. of Health and Human Services and the American Cancer Society.

    http://www.forces.org/evidence/long-list.htm

    THE LONG LIST OF METHODOLOGICAL ERRORS IN THE JUNK SCIENCE OF PASSIVE SMOKE

    http://www.fumento.com/disease/passive-smoking.html

    http://henrysturman.com/english/articles/passivesmoking.html

    Conclusions

    There is no reason to assume passive smoking is deadly or even bad for one’s health. These are the main reasons for that conclusion:

    1. The dose of smoke a regular passive smoker is exposed to is extremely small: about one thousandth of the dose a typical smoker receives.

    2. Most passive smoke studies do not find any correlation between passive smoking and disease.

    3. Those which do are methodologically invalid – mostly because they are based on a comparison of biased reports of previous passive smoke exposure by people with and without a disease.

    4. Even if the methodology were valid, the relative risks found are much smaller (generally 1.2-1.3) than two. Because of confounding factors epidemiologists normally do not consider relative risks lower than two to be evidence of a causal link.

    5. Because most individual studies show no link between passive smoking and disease one often uses meta-analyses to arrive at a statistically significant result. But meta-analyses are unreliable, because (among other reasons) the results depend largely on the affiliation of the researchers.

    http://www.worldsmokersday.org/ets/

    The toxic concentrations in question are infinitesimally small, and epidemiology, already in trouble when it has to prove any disease “caused” by primary smoke, has to resort to really creative interpretations to assess the risks from “passive” smoke. In fact, how can one calculate the damage that toluene, a toxic in ETS, does to you when it takes the smoke of one million cigarettes to reach the legal safety limits of exposure in a sealed room half the size of your bedroom? And, in the same room, how can one smoke 58 and ½ packs a day of Marlboro (without running out of oxygen first) to reach the safety levels for methylchloryde, which is the toxic with the heaviest presence in “passive” smoke? How can one say that ETS “causes” heart disease, while that cannot even be determined for primary smoke, as over 300 known co-factors exist for that disease? And finally, how can one sustain the statement that ETS “causes” asthma, a bronchial condition that has, literally, tens of thousands of co-factors, when independent studies [1], [2] keep showing that, as ETS exposure goes down, asthma rates skyrocket?

  12. http://www.usatoday.com/news/health/2006-06-27-involuntary-smoking_x.htm?POE=NEWISVA

    “The debate is over,” Surgeon General Richard Carmona said in issuing the report Tuesday. “The science is clear. Secondhand smoke is not a mere annoyance but a serious health hazard.”

    Although many states and hundreds of cities have passed smoke-free laws, more than 126 million Americans ages 3 and older continue to be exposed to secondhand smoke, according to the report. Nearly 50,000 non-smokers die from secondhand smoke each year.

    Carmona said non-smokers exposed to secondhand smoke at home or work increase their risk of heart disease and cancer by up to 30%. Even brief exposure to smoke damages cells, beginning a process that can lead to cancer, and increases the risk of blood clots, which can cause heart attacks and strokes.

    É preciso mais?