Archive for June, 2006

Decisões, decisões…

Hoje, finalmente, tomei uma decisão que vai afectar, em grande parte, a minha vida.

Não a vou revelar aqui, por enquanto. E só se vai ver alguma mudança daqui a uns tempos. Mas a decisão está tomada, e não voltarei atrás.

Aliás, sinto alguma vergonha pela cobardia (sim, as coisas devem ser chamadas pelos nomes, mesmo estando a falar de mim mesmo) que me levou a demorar tanto tempo. Mas mais vale tarde que nunca, não é?

Entretanto, a vida continua. Ainda estou “desencartado”, mas, espero eu, está quase - é amanhã à noite que volto a poder conduzir legalmente. :)

Fascismo?

Sim, é um tema estranho para este blog, que em geral é pessoal. Mas, depois de uma conversa que tive há dias com um amigo, não posso deixar de comentar o assunto aqui.

Basicamente, esse meu amigo estava a dizer-me que “pode haver alguma verdade ali”, que movimentos ou partidos com palavras como “nacional”, “frente” ou “renovação” no nome não são tão maus como os pintam, que o que os define é “Portugal primeiro” e não propriamente xenofobia, que, mais do que serem contra quem nasceu noutro país ou tem a pele de outra cor, eles são é contra criminosos, que são mais “puros” e menos corruptos do que os partidos “mainstream”, e afins.

É uma pena esse meu amigo não conhecer muito da história do século XX. Se a conhecesse, não cairia nesta armadilha.

O fascismo, historicamente, obtém sucesso de três formas: primeiro, porque promete soluções fáceis e simples para problemas complexos. Tão fáceis e simples que deveriam, imediatamente, parecer suspeitas para quem as ouve… mas o wishful thinking é sempre forte. Segundo, porque diz às pessoas o que elas querem ouvir, mas até há pouco tinham vergonha de pensar: que não têm qualquer culpa ou responsabilidade pelos seus problemas - é tudo culpa “daqueles tipos diferentes de nós”. Terceiro - e talvez mais importante - o fascismo sabe, muito bem, converter as pessoas gradualmente.

Ninguém começa a falar de isolamento extremo, de campos de concentração e afins. No início, somos contra os criminosos - e nesta altura são mesmo criminosos: assassinos, violadores, ladrões, etc..

Mas, depois, começa-se a redefinir o termo “criminosos”. E, depois de se lidar com os mesmos, o inimigo passa a ser “aqueles diferentes de nós” (nacionalidade, etnia, etc.). De seguida, passa-se para “aqueles que não concordam connosco”. Ou “aqueles que não obedecem”. E aí é tarde demais, e a coisa só se resolve - muitas vezes, décadas depois - com uma revolução… ou uma guerra.

Já aconteceu várias vezes na história do passado século. E parece que as pessoas não aprendem, e continuam a cair nas mesmas armadilhas: “oh, ninguém está a falar em verdadeiro racismo! Só somos mais duros com os criminosos, e queremos impedir a imigração ilegal! Estás-nos a comparar com um Hitler por causa disso?”

Pessoal, aprendam história. Nada disto é novo, e se não aprendemos com o passado, estamos condenados a repetir os mesmos erros.

Regresso?

Sim, eu sei que não tenho andado muito por aqui, nem pelos outros blogs. Falta de tempo, de energia, de disponibilidade… além de que, quando se interrompe uma coisa, a cada dia que passa torna-se mais difícil regressar (”o que é que eu vou escrever para explicar a ausência de quase 2 meses?”).

Mas… paciência. Não é que este seja um post brilhante :), mas os próximos vão ser. E pelo menos já ultrapassei a barreira inicial.

O que é que andei a fazer durante este tempo todo? Nada do outro mundo. Fiquei sem carta de condução, e só a recupero para a semana; tenho ido para o trabalho graças à boleia de uma simpática colega que, por acaso, é minha vizinha. Fui passear durante uns dias, para o norte do país, tendo visitado sítios como Unhais da Serra, Guarda, Foz Côa, Bragança e Alcanena. Adorei as férias, foram uma maravilha… e não, não fui sozinho. ;)

O trabalho continua, basicamente, o mesmo, se bem que até me têm chateado menos do que habitualmente. Houve uma semana em que até tive de fazer alguma programação, o que é, sem dúvida, infinitamente mais interessante do que as habituais tarefas tipo “Marvin, can you pick up that piece of paper?” (fica sempre bem citar o Douglas Adams). Here I am, brain the size of a planet… :)

Anyway. Não tenho jogado imenso. Mount&Blade, e desde hoje Hearts of Iron 2: Doomsday em PC, e alguns jogos na DS e GBA (Tetris, Resident Evil, Harvest Moon: Friends of Mineral Town, etc.).

Andei às voltas com uns estranhos crashes deste servidor, mas acredito que já estão resolvidos. Vamos ver se é desta.

E por agora é tudo. Vou ver se amanhã arranjo tempo para escrever nos outros. :)






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