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	<title>Comments on: Ligar a quem nos deseja mal</title>
	<link>http://blog.dehumanizer.com/2006/11/30/ligar-a-quem-nos-deseja-mal/</link>
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	<pubDate>Fri, 16 May 2008 04:24:54 +0000</pubDate>
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		<title>By: patricia</title>
		<link>http://blog.dehumanizer.com/2006/11/30/ligar-a-quem-nos-deseja-mal/#comment-3923</link>
		<dc:creator>patricia</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Dec 2006 08:57:46 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.dehumanizer.com/2006/11/30/ligar-a-quem-nos-deseja-mal/#comment-3923</guid>
		<description>Ao ler o teu post, sinti-me bem. Tive, por momentos, a ilusão de que viviamos num mundo composto essencialmente por gente "honesta e bem-intencionada", por gente "boa". Tive a ilusão que os "maus" estavam identificados, que só havia preto e branco (bom, esta parte arrepia-me um bocadinho).
Mas foi só por momentos. 
Só porque alguém não gosta de nós, não tem que ser necessariamente uma pessoa "má".Tal como eu não me considero má por não gostar de certas pessoas. Obviamente não me sinto feliz com a infelicidade deles. o máximo onde já cheguei, foi essas pessoas me serem indiferentes. Não quero saber o que lhes acontece.
A "intenção" de magoar alguém, é sem dúvida condenável, muitas vezes justificável e acima de tudo Humana. Ou tu nunca criticaste ninguém? Nunca magoaste ninguém com, maior ou menor, intenção?
Quanto a julgar os outros, tento não o fazer. Geralmente não consigo deixar de o fazer. Tenho opinião, e como toda a gente, tenho a tendência para achar que tenho razão! Mesmo quando não a tenho!
Mas tento não ser demasiado intolerante, porque tenho noção que eu também estou longe da perfeição; que a vida humana, o ser humano não se podem traduzir numa equação linear. Por isso é que é tão divertido viver. Como dizia o Forrest Gump, " a vida é como uma caixa de chocolates".
Quanto a "auto-estima", não acho que sentir-se magoado com alguém mal-intencionado seja não a ter. (até podia dizer-te "quem não se sente não é filho de boa gente", mas acho que não irias achar piada, por isso é melhor não).
fica bem</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao ler o teu post, sinti-me bem. Tive, por momentos, a ilusão de que viviamos num mundo composto essencialmente por gente &#8220;honesta e bem-intencionada&#8221;, por gente &#8220;boa&#8221;. Tive a ilusão que os &#8220;maus&#8221; estavam identificados, que só havia preto e branco (bom, esta parte arrepia-me um bocadinho).<br />
Mas foi só por momentos.<br />
Só porque alguém não gosta de nós, não tem que ser necessariamente uma pessoa &#8220;má&#8221;.Tal como eu não me considero má por não gostar de certas pessoas. Obviamente não me sinto feliz com a infelicidade deles. o máximo onde já cheguei, foi essas pessoas me serem indiferentes. Não quero saber o que lhes acontece.<br />
A &#8220;intenção&#8221; de magoar alguém, é sem dúvida condenável, muitas vezes justificável e acima de tudo Humana. Ou tu nunca criticaste ninguém? Nunca magoaste ninguém com, maior ou menor, intenção?<br />
Quanto a julgar os outros, tento não o fazer. Geralmente não consigo deixar de o fazer. Tenho opinião, e como toda a gente, tenho a tendência para achar que tenho razão! Mesmo quando não a tenho!<br />
Mas tento não ser demasiado intolerante, porque tenho noção que eu também estou longe da perfeição; que a vida humana, o ser humano não se podem traduzir numa equação linear. Por isso é que é tão divertido viver. Como dizia o Forrest Gump, &#8221; a vida é como uma caixa de chocolates&#8221;.<br />
Quanto a &#8220;auto-estima&#8221;, não acho que sentir-se magoado com alguém mal-intencionado seja não a ter. (até podia dizer-te &#8220;quem não se sente não é filho de boa gente&#8221;, mas acho que não irias achar piada, por isso é melhor não).<br />
fica bem</p>
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		<title>By: velvetsatine</title>
		<link>http://blog.dehumanizer.com/2006/11/30/ligar-a-quem-nos-deseja-mal/#comment-3908</link>
		<dc:creator>velvetsatine</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Nov 2006 19:38:45 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.dehumanizer.com/2006/11/30/ligar-a-quem-nos-deseja-mal/#comment-3908</guid>
		<description>Ó Pedro, mas tu acreditas mesmo que as pessoas não se julgam umas às outras? Fazem-no constantemente; apenas não o dizem. Emitimos juízos de valor a toda a hora; comparamo-nos aos outros; comparamos as nossas vidas com as dos outros. As nossas relações pessoais são um intricado de julgamentos, críticas, sentimentos paradoxais, ambíguos. Claro que no meio disto tudo existem também sentimentos de simpatia, empatia, amor pelos outros.

Muitas vezes as pessoas dizem coisas somente para magoar; sabem os danos que causam. Eu já o fiz. Nalgumas vezes arrependo-me de o ter feito, noutras acho que tudo o que disse à pessoa foi pouco.

Se numas alturas tu és magoado, noutras magoas. Não há preto e branco nas relações humanas; são bem mais complexas do que colocar as pessoas em compartimentos com rótulos de mau ou bom. Uma "pessoa  boa" faz coisas más, uma "pessoa má" faz coisas boas. Há um livro do Nick Hornby (um dos meus preferidos) a respeito disto; chama-se "How to be good"

Mas, apesar de tudo o que escrevi, não me parece nem muito saudável nem muito normal alguém sentir sofrimento perante a felicidade alheia; que não te sintas feliz porque o outro está feliz (existindo obviamente alguma razão particular para tal é uma coisa) mas sentir-se sofrimento perante a felicidade do outro é caso para ser psiquiatricamente estudado. 

Isto dava pano para mangas, mas estou muito cansada e já não consigo articular o meu pensamento tão bem quanto o que desejaria.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ó Pedro, mas tu acreditas mesmo que as pessoas não se julgam umas às outras? Fazem-no constantemente; apenas não o dizem. Emitimos juízos de valor a toda a hora; comparamo-nos aos outros; comparamos as nossas vidas com as dos outros. As nossas relações pessoais são um intricado de julgamentos, críticas, sentimentos paradoxais, ambíguos. Claro que no meio disto tudo existem também sentimentos de simpatia, empatia, amor pelos outros.</p>
<p>Muitas vezes as pessoas dizem coisas somente para magoar; sabem os danos que causam. Eu já o fiz. Nalgumas vezes arrependo-me de o ter feito, noutras acho que tudo o que disse à pessoa foi pouco.</p>
<p>Se numas alturas tu és magoado, noutras magoas. Não há preto e branco nas relações humanas; são bem mais complexas do que colocar as pessoas em compartimentos com rótulos de mau ou bom. Uma &#8220;pessoa  boa&#8221; faz coisas más, uma &#8220;pessoa má&#8221; faz coisas boas. Há um livro do Nick Hornby (um dos meus preferidos) a respeito disto; chama-se &#8220;How to be good&#8221;</p>
<p>Mas, apesar de tudo o que escrevi, não me parece nem muito saudável nem muito normal alguém sentir sofrimento perante a felicidade alheia; que não te sintas feliz porque o outro está feliz (existindo obviamente alguma razão particular para tal é uma coisa) mas sentir-se sofrimento perante a felicidade do outro é caso para ser psiquiatricamente estudado. </p>
<p>Isto dava pano para mangas, mas estou muito cansada e já não consigo articular o meu pensamento tão bem quanto o que desejaria.</p>
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