Archive for October, 2006

Os "Bons Velhos Tempos"

É comum ouvir-se comentários em relação aos Bons Velhos Tempos ™. O comentário em si varia, mas, no fundo, todos se resumem a isto: antigamente as coisas eram melhores.

Isto deve-se em parte à nostalgia, e em parte ao medo da mudança. E, por vezes, deve-se também a uma má memória: a tendência é lembrarmo-nos das coisas boas, e esquecermos as más.

Para todos os que dizem que “antigamente é que era”, deixo-vos aqui duas páginas de uma publicação (americana) de 1955. Cliquem na imagem abaixo para a verem no seu tamanho original.

The Good Wife's Guide

Apesar de agora dar vontade de rir, isto, na altura, não era comédia. Era real. O mundo era assim. As mentalidades eram assim. As pessoas eram assim.

E agora digam-me que “nada melhorou”, que as coisas “antigamente eram melhores”. Digam-me que a raça humana, apesar de todos os seus defeitos, não evoluiu, e não evolui. Digam-me que “está tudo na mesma, ou pior”. Digam-me que “estamos cada vez mais imorais”. Que a solução para os problemas da humanidade era “voltar aos valores do passado”.

O Problema do Colectivismo

Primeiro post do “novo” Ostras! Espero que não se assustem. :)

Quem me “aturou” pessoalmente durante os últimos anos, especialmente no meu último emprego, sabe que eu tenho um grande problema com o colectivismo: basicamente, acho que é um dos sistemas / filosofias mais anti-vida e anti-humanidade que podem existir… e, no entanto, quase toda a gente com quem falo tem a ideia oposta.

Já agora, “colectivismo” é um termo que se usa pouco por estes lados. Logo, é melhor começarmos por uma curta definição: “colectivismo” é qualquer sistema que diga que o grupo é mais importante do que o indivíduo, e que o segundo se deve - por obrigação moral, se não legal - sacrificar-se ao primeiro.

Isso é a definição mais básica. Curiosamente, a maior parte dos “colectivistas” (e eles são a maioria da humanidade) não pensa em si como tal (daí as aspas), nem tem essa definição em mente. Ninguém diz (ou pensa) algo como “eu sou colectivista”, mas as suas ideias e acções revelam-no.

O exemplo mais comum de filosofia colectivista é o comunismo, ou a sua “versão soft”, o socialismo. Mas também o há no fascismo, por exemplo. Ou nas religiões mais comuns no ocidente, como o Judaísmo, Cristianismo e Islão. Todas estas filosofias promovem o sacrifício do indivíduo a algo (”o povo”, “a sociedade”, “o Estado”, “Deus”). (O oposto a isso é uma filosofia que não fale de sacrifício, mas que, pelo contrário, nos diga que pertencemos a nós próprios. Mas essa fica para um post futuro. :))

O colectivismo, no entanto, vai mais longe do que a simples questão de “sacrifício pelo grupo”; há outras ideias que se fazem também parte do mesmo. É uma filosofia “pequena”, anti-elitista (e refiro-me a elitismo “bom”, de ser melhor, não a elitismo “mau”, de ter mais meios ou influência), anti-intelectual, que odeia o heróico e idolatra o medíocre. É o acreditar numa humanidade homogénea, em que ninguém é melhor ou mais capaz do que ninguém; um génio, segundo um colectivista, não passa de alguém que teve mais “sorte”, e que deve tudo o que conseguir a essa “sorte”. É a ideia de que não há “certo” e “errado”, mas que a sociedade - a maioria - é que decide o que é “certo” e “errado”. Que não há princípios fundamentais. Que não há direitos básicos do ser humano, acima dos caprichos da sociedade; se muitos decidem sacrificar um, para o colectivista, esse um perde qualquer direito.

É uma filosofia que nos diz que o sucesso deve ser punido e o fracasso recompensado. Que nos diz que um criminoso não merece punição, mas ajuda, por ser uma “vítima da sociedade”. Que diz que alguém que obtenha sucesso, o conseguiu necessariamente explorando e pisando os outros - é impossível que o tenha merecido, de alguma forma. Que quem é competente tem deveres para com quem é incompetente.

Politicamente, o colectivista (seja qual a sua cor política) acredita num Estado poderoso, vasto, que interfira (mas sempre de forma “benevolente”, claro) ao máximo na vida de cada um, legislando a moralidade aqui, redistribuindo riqueza ali (sem se preocupar se está a tirar a quem produziu e dar a quem não lhe apetece trabalhar; afinal, a única coisa que conta é a necessidade).

É um modo de pensar relativista, que diz que todas as ideias são igualmente válidas, e ter certezas é “arrogante”. Que diz que um serial killer ou um violador não são criminosos, mas apenas têm um modo de pensar “diferente” do teu - e quem és tu para dizer que estás certo e eles estão errado? Como é que alguém pode ter a certeza de alguma coisa?

Estamos ou não estamos rodeados de colectivistas? Eu acho que estamos. Em Portugal… e no resto do mundo, pelas notícias que leio lá de fora.

[EDIT:] Mais relacionado do que parece: A Cultura da Mediocridade. Não acho que os States sejam tão bons como o Mário sugere, mas concordo a 100% em relação ao nosso próprio caso. Odiamos o heróico e idolatramos o medíocre - e as poucas excepções individuais são raríssimas, e normalmente atacadas como sendo “arrogantes” e “elitistas”.

O futuro do "Ostras"

Se leram o último post (leram, não leram? :)), repararam certamente nesta parte:

Ando a considerar uma alteração a este blog. Mas ainda não sei… Talvez faça mais sentido começar outro. É algo a pensar…

E já pensei, depois de consultar os meus conselheiros e assessores. Como talvez tenham deduzido, a questão era se era preferível acrescentar um novo tema a este blog, ou começar um novo.

E, sinceramente, estou mais virado para a primeira hipótese, apesar de todas as vantagens que há em ter cada blog com o seu tema.

Assim sendo, a partir de agora, o “As Ostras vão dominar o Mundo!” vai, além de ser o meu blog pessoal, passar a ser também um blog filosófico. Ou, se não quisermos usar esse termo muitas vezes usado de forma pretensiosa, vai ser um blog com divagações, dissertações, opiniões, e afins.

Alguns dos posts serão completamente novos, e outros serão traduzidos do Way of the Mind. Aviso desde já: eu sou ateu. Sim, ateu mesmo, e não agnóstico (ou seja, já pensei no assunto). E não tenho “papas na língua” ao expôr a religião, a fé em geral, e as várias crenças das pessoas como ridículas, irracionais e perigosas. Se tu (sim, tu aí) achas que religião é tabu, e por isso incriticável (e muita gente - crentes ou não - o acha), então é melhor passares a ter cuidado com o que lês aqui… talvez seja boa ideia parares de ler logo que vires a categoria “religião” ou “ateísmo” num post… ou simplesmente deixares de cá vir. Desculpa, mas eu não me vou auto-censurar para não ofender as pessoas. Não vou ser intencionalmente agressivo ou “polémico”, mas vou ser sempre sincero, e dizer exactamente o que penso. Doa a quem doer. Séculos atrás, quem dissesse mal da escravatura também incomodaria muita gente, mas a referida era um mal que precisava de ser combatido. Assim como a religião actualmente, na minha opinião.

O “Ostras” vai, no entanto, continuar a ser também um blog pessoal. Acho que dá para ter os dois tipos de posts, e, de certa forma, até se podem fundir. Acredito que o pensamento não tem de ser impessoal.

E não fica por aqui. :) Eventualmente (espero que antes de segunda-feira) vou começar o meu blog de desenvolvimento pessoal (em inglês), e alguns dos posts também poderão vir aqui parar, traduzidos.

Já agora, só por piada, este blog teve início em Novembro de 2004, portanto, há quase 2 anos. E mesmo aí já era o recomeçar de um outro blog, chamado “Raptado por Ninjas”, que chegou a estar assente em Movable Type… mas já não resta nada desse, actualmente. Anyway, o “Ostras”, como o conhecemos, faz 2 anos no próximo dia 9 de Novembro. :)

Incidentalmente, este é o 292º post. :)

20061018

Mais um com a DS.

Ando com uma micro-crise existencial. Não, não é nada de especial. Sao só umas pequenas coisas que tenho de resolver. Amanhã espero tratar já de algumas.

Ando a considerar uma alteração a este blog. Mas ainda não sei… Talvez faça mais sentido começar outro. É algo a pensar…

Amanhã levo os gatos ao veterinário, de manhã.

E fico por aqui. Já é tarde.

EDIT: afinal levo-os à tarde. Acordei menos cedo do que devia, e o veterinário só está aberto hora e meia de manhã; de tarde estou mais à vontade, e posso estar lá à hora de abertura.

DS Power! :)

Este fantástico post foi escrito no Opera… na minha Nintendo DS.
Funciona e tudo! :)

Novo theme

Que tal? Gostam?

As cores são mais ou menos as mesmas, mas há um logo novo, e novas features. :)

Algo que não se vê todos os dias…

Thunderstorm





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