O futuro do "Ostras"

Se leram o último post (leram, não leram? :)), repararam certamente nesta parte:

Ando a considerar uma alteração a este blog. Mas ainda não sei… Talvez faça mais sentido começar outro. É algo a pensar…

E já pensei, depois de consultar os meus conselheiros e assessores. Como talvez tenham deduzido, a questão era se era preferível acrescentar um novo tema a este blog, ou começar um novo.

E, sinceramente, estou mais virado para a primeira hipótese, apesar de todas as vantagens que há em ter cada blog com o seu tema.

Assim sendo, a partir de agora, o “As Ostras vão dominar o Mundo!” vai, além de ser o meu blog pessoal, passar a ser também um blog filosófico. Ou, se não quisermos usar esse termo muitas vezes usado de forma pretensiosa, vai ser um blog com divagações, dissertações, opiniões, e afins.

Alguns dos posts serão completamente novos, e outros serão traduzidos do Way of the Mind. Aviso desde já: eu sou ateu. Sim, ateu mesmo, e não agnóstico (ou seja, já pensei no assunto). E não tenho “papas na língua” ao expôr a religião, a fé em geral, e as várias crenças das pessoas como ridículas, irracionais e perigosas. Se tu (sim, tu aí) achas que religião é tabu, e por isso incriticável (e muita gente – crentes ou não – o acha), então é melhor passares a ter cuidado com o que lês aqui… talvez seja boa ideia parares de ler logo que vires a categoria “religião” ou “ateísmo” num post… ou simplesmente deixares de cá vir. Desculpa, mas eu não me vou auto-censurar para não ofender as pessoas. Não vou ser intencionalmente agressivo ou “polémico”, mas vou ser sempre sincero, e dizer exactamente o que penso. Doa a quem doer. Séculos atrás, quem dissesse mal da escravatura também incomodaria muita gente, mas a referida era um mal que precisava de ser combatido. Assim como a religião actualmente, na minha opinião.

O “Ostras” vai, no entanto, continuar a ser também um blog pessoal. Acho que dá para ter os dois tipos de posts, e, de certa forma, até se podem fundir. Acredito que o pensamento não tem de ser impessoal.

E não fica por aqui. 🙂 Eventualmente (espero que antes de segunda-feira) vou começar o meu blog de desenvolvimento pessoal (em inglês), e alguns dos posts também poderão vir aqui parar, traduzidos.

Já agora, só por piada, este blog teve início em Novembro de 2004, portanto, há quase 2 anos. E mesmo aí já era o recomeçar de um outro blog, chamado “Raptado por Ninjas”, que chegou a estar assente em Movable Type… mas já não resta nada desse, actualmente. Anyway, o “Ostras”, como o conhecemos, faz 2 anos no próximo dia 9 de Novembro. 🙂

Incidentalmente, este é o 292º post. 🙂

7 Comentários a “O futuro do "Ostras"”

  1. eu pensei que este blog já abordava esses temas 😛

  2. Ná, tem sido mais pessoal que outra coisa. 🙂

  3. mónica diz:

    olha que duas boas notícias! venham as reflexões ateias! venha o livre pensamento e espero desenvolvimento pessoal! assim sim… vale a pena vir cá!

  4. Unawen diz:

    Eu acho bem que um blog pessoal tenha “divagações, dissertações, opiniões, e afins.” 🙂 mas isso não implica a exclusão de ter um blog só com esse propósito… afinal “alguém” disse: “um blog pessoal não consiste necessariamente num adolescente niilista a lamentar-se do absurdo da existência, enquanto fala do que comeu ontem…”

    E já que a decisão está tomada, espero que corra bem 🙂

  5. Eu vou tentar não me lamentar muito do absurdo da existência, nem mencionar o que comi ontem (salsichas com ervilhas). 🙂

    E obrigado pelo apoio. 😉

  6. patrícia diz:

    se bem te conheço vai ser divertido.
    e… se bem me conheces sabes que vais ter respostas…. 🙂
    já agora, que é feito de ti? como está a correr o teu projecto?
    boa sorte

  7. velvetsatine diz:

    Para mim um blog pessoal não é um blog sobre o que faço diariamente, mas sim um blog que a mim me diga respeito em todos os aspectos. A religião, ou a falta dela, não são para mim importantes, logo raramente faço reflexões à volta do assunto. Existem no entanto outro tipo de assuntos, tabu (e sim acho que devemos falar de tabus e agitar consciências até as despertar) ou não, dos quais falo, sobre os quais escrevo e que os considero pessoais, pois são parte daquilo que eu enquanto pessoa, mulher e professora sou. Daí nunca aceitar de ânimo leve a clara distinção que tanta gente faz em relação aos blogs pessoais e aos que não o são. É que no fundo julgo existir uma linha muito ténue entre uns e outros.

    Continuação de boas reflexões. Eu cá lerei algumas, pois nem sempre as questões religiosas despertam o meu interesse pessoal. Do mesmo modo que outras questões espirituais (karmas, vidas passadas, etc, me passa tudo ao lado). Já os temas da psicologia, antropologia, sociologia me interessam muito.

    P.S. Já agora, deves ser leitor assíduo do Diário atéista. Se não o és, visita-o pois deves lá encontrar com toda a certeza muito material de interesse.