Há anos (basicamente, desde que comecei a conduzir) que digo que os limites de velocidades em Portugal são absolutamente ridículos, e que toda a gente é obrigada a desrespeitá-los, caso contrário o trânsito não andava. Que esses limites foram calculados há décadas, quando os carros eram muito menos seguros, era muito mais fácil (ou pelo menos mais barato) tirar a carta, e que são, de qualquer forma, “estimativas conservadoras” para abranger tanto os bons condutores como aqueles que nunca na vida se deviam aproximar de um volante (então porque é que os deixam conduzir?).
Existem sítios em Lisboa, por exemplo, que são rectas enormes, com 3 faixas para cada lado, e separadas no meio por uma barreira. O limite? 50 km/h. Alguém anda a essa velocidade? Uma vez experimentei, e parecia que estava parado em relação aos outros carros. No entanto, a polícia pode (e às vezes fá-lo) multar quem quiser… o limite é tão ridiculamente baixo que ninguém o segue, obviamente, logo 100% dos condutores ali está a quebrar a lei.
Bem, um tipo no Canadá obviamente concorda comigo, e fez uma experiência: ele e um amigo andaram, durante algum tempo, numa auto-estrada com 2 faixas para cada lado, lado a lado, exactamente no limite de velocidade.
O resultado? Provocaram uma fila enorme atrás deles, e foram multados… por cumprir a lei!
Obviamente, o que eles quiseram com isto foi sensibilizar as pessoas para como os limites são estupidamente baixos… mas não, as reacções continuam a ser “queres é conduzir à maluca”, “se os limites subirem, vai haver mais acidentes”, e parvoíces semelhantes. Porque as pessoas são incapazes de pensar e argumentar… e por isso fazem apelos idiotas para a emoção (“pensem nas criancinhas!!!”).
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Etiquetas: acidentes, canadá, condução, Condução e Trânsito, Diversos, limites-de-velocidade, Portugal, Sociedade


Dentro da cidade acho mesmo que não se deve passar dos 50. Por causa de gajos que pensam como tu, a Avenida onde eu morava antes foi palco de diversos atropelamentos e sim, mortes de criancinhas. Porque há indivíduos que se acham no direito de andar a 120 no meio da cidade só porque se trata de uma recta enorme e os velhinhos, as criancinhas e todas as outras pessoas que estão a atravessar NA PASSADEIRA, quando olham para o lado não vem ninguém e de repente já lá está um maluco com pressa em cima deles e, claro… se fosse a 50, travava, a 100 não consegue!
Até acho que os limites deviam ser mais baixos! Não há razão nenhuma para se andar mais depressa. Tens pressa? Sai mais cedo!
See what I mean? O último parágrafo preveu reacções como essa.
Diz-me: já experimentaste andar a 50?
Fazes ideia do que é andar a 50?
E, já agora, leste bem o post?
É que não me parece. Os limites de velocidade não têm nenhuma relação com os acidentes, mas sim com as multas. Se há uma estrada em condições mas o limite é ridiculamente baixo, toda a gente — e quero mesmo dizer TODA, incluindo de certeza tu — ultrapassará esse limite. Isso só beneficia a polícia, que, quando lhe apetece, vai para ali, e multa precisamente 100% dos carros. E, pior, faz com que os limites sejam considerados absurdos por toda a gente, sem nenhuma relação com a realidade – o que faz com que eles sejam ignorados mesmo noutros sítios em que até tenham razão de ser. É como a história do rapazinho que gritava “lobo!” para se divertir – quando houve um lobo a sério, ninguém acreditou nele. É esse o efeito de uma lei impossível de cumprir – faz com que se perca o respeito pela lei em geral.
Mas eu já sabia — e por isso escrevi o último parágrafo — que viriam reacções emotivas dessas, tipo “tu queres é andar a fazer fórmula 1 na cidade”. E por isso nenhum problema é resolvido. Ainda bem que não havia limites de velocidade quando se andava maioritariamente a cavalo, caso contrário esses limites ainda seriam os de hoje — já que qualquer tentativa de os subir seria vista como “queres é poder matar criancinhas à vontade”.
P.S. – aposto que, se conduzes, o fazes a uma velocidade média maior do que eu.
Essa das velocidades tem muito que se lhe diga. Muito mesmo. Eu ando sempre a cumprir e dá no que dá … Porque o conceito de velocidades dentro de cidade (mas cidade mesmo, não periferias e vias adjacentes) está completamente errado.
Esta lei é uma lei para azarados. Quem tem azar é apanhado em excesso de velocidade e paga a conta. Não acredito que nos dias de hoje exista alguém que ande SEMPRE a cumprir os limites de velocidade (excepto naqueles carros “mata-velhos”). Além disso se querem que as pessoas andem dentro dos limites impostos porque não penalizam a indústria automóvel por produzir veículos que excedem significativamente os limites de velocidade.
Os limites de velocidade não têm nenhuma relação com os acidentes, mas sim com as multas.
Bem, quanto a isso não sei. O que sei é que o meu irmão morreu em consequência de um acidente de viação que segundo apuraram as autoridades foi provocado por excesso de velocidade. Logo julgo que deverá existir alguma relação entre velocidade e possíveis acidentes. O que não será forçosamente, e tal como referes, a causa de todos os acidentes. Nisso estou de acordo.
De um modo geral em Portugal as pessoas conduzem muito mal: não se respeitam sinais, nem prioridades, conduz-se praticamente colado ao carro da frente, conduz-se sob o efeito de álcool e acha-se isso normal, temos estradas que são uma vergonha e um verdadeiro perigo. As causas para os acidentes são de facto muitas.
E sim, também acho perfeitamente ridículo multar-se quem cumpre a Lei como no exemplo por ti apresentado porque é realmente o cúmulo do ridículo.
Se algum maluco anda a 200, ele está-se nas tintas para os limites de velocidade, anyway… no casso desses idiotas, subi-los (ou baixá-los) não faria diferença nenhuma.
Acho, sim, que há muito sítio em Lisboa, por exemplo, em que o limite devia ser 80 ou 90, em vez de 50. E, nas auto-estradas com 3 faixas para cada lado, devia ser 140 ou 150.
E porquê? Porque é já a essas velocidades que quase toda a gente anda. Não me refiro a “aceleras”, mas a pessoas normais.
Existe, aí, a falácia de que as pessoas andam sempre 20-30 km/h acima dos limites, e que, por exemplo, aqueles que andam a 140 na auto-estrada, se o limite passasse a 140, passariam a andar a 160. Mas isso é falso: as pessoas andam à velocidade que consideram confortável, segura. Actualmente, 90% das pessoas (100%, em certos sítios) conduz ilegalmente; porque não reduzir esse número para uns 5-10% (os tais “aceleras” que andam a 200, e que os limites não afectam de qualquer forma)?
Será porque isso convém a quem passa multas (é só ir para certos sítios, e mandar parar todos), e, para os políticos, dá a ideia de que “somos muito contra o acidente; vejam como os limites são baixos”, o que ajuda a ganhar eleições?
Mais uma vez, os limites foram feitos quando as estradas eram muito menos seguras, e o mesmo acontecia com os carros. É como disse no outro comentário: se os limites tivessem sido feitos quando se andava a cavalo, hoje ainda não poderíamos passar deles, porque quem os quisesse fazer subir seria logo atacado por “querer atropelar criancinhas”.
É triste como as coisas em Portugal se processam, os limites são estupidamente mal colocados, sem qualquer relação com as estradas nem com a visibilidade que se tem. A chamada prevenção não é efectuada da maneira correcta, por isso não tenho qualquer dúvida que quando a polícia coloca um radar numa zona com 2 faixas para cada lado, numa recta com mais de 1000 metros com 100% de visibilidade e com passeios onde o limite é de 40, é completa caça à multa, não me venham dizer que é prevenção… É triste viver neste país onde chamam prevenção a uma coisa que é roubar, empobreçer os pobres e uma verdadeira caça aos bolsinhos de quem não o tem… Ou pensam que os que têm “notas” pagam as multas??? Pensem duas vezes na maneira de fazer prevenção…
Acho este tema igual ao futebol … todos discutem … todos têm opiniões difrentes e todos têm razão. Claro que não estão correctos os limites de velocidade dentro das localidades. Tem locais onde se pode andar mais rápido e em segurança para todos e têm locais onde se deve circular até mais devagar. Tudo depende uma coisa simples – BOM SENSO E SENTIDO DE RESPONSABILIDADE. Claro que tem de se olhar ao veículo, estado do piso, estado do tempo, visibilidade, etc. Mas nisto como em tudo mais a LEI é cega e tem de se impôr limites e aí é que começa o problema e nunca é devidamente debatido. Quando se impôs os 50Km/h dentro das localidades, ninguem falou, agora todo mundo reclama por causa dos radares. O povo tem o que mereçe e sabem o que penso? Mais que nunca nesta sociedade do Sec. XXI a Lei é mesmo a do “Salve-se quem puder” com GPS com outros dispositivos para detectar mesmo os radares é preciso é que “eu” me safe o resto … deixa andar. E deu no estado actual. Limites de velocidade sem critérios definidos. Por exemplo em Lisboa no prolongamento da Av EUA com 2 faixas para cada lado, separador central e trânsito imterdito a peões temos um limite de 50Km/h PORQUÊ? Na 2ª Circular que só tem o nome merecido à noite, porque de dia está sempre tudo parado, há quem venha sugerir que o limite baixe para os 50Km/h … bem assim etá de bicicleta os travões não duram 1 mês. Meus senhores quem tem medo compra um cão, ou melhos fica em casa. Quem entende que 80 é demais para uma 2ª Circular sem veículos, sim que só se consegue atinguir essa velocidade quando o trânsito é reduzido, penso que deve ficar em casa porque a rua é cheia de perigos ….
so pergunto se eles se podem esconder,e fazem montes d multas , porque e que eu nao posso usar um detetor d radares,para ivitar ser multado , falta de dignidade pagasse com o mesmo, Pois eu trabalho o dia todo no porto e de carro e por causa dessas caquinhas ja reembolsei mais de 2000€ entre multas e tirar a carta novamente, nunca fui apanhado a 200kmh nem com alcol nem linhas continuas mas por atingir 90 numa grande reta que e conciderado dentro da localidade fui tirar a carta outra vez porque tinha menus d 2 anos d carta e nao tive €ros pa pagar a multa, fixe em cada vez gosto mais deste pais pois nessa mesma estrada existe uma rotunda que e feita de carros a sua volta e nada. Eu pergunto nao e caça a “multa esconden se” “e em sitios estrategicos”