Archive for November, 2007

I’m bored

Acho que o subject diz o principal.

Estou no trabalho. Não há nada pendente; já fiz o que tinha para fazer. Não há ninguém online com quem falar, e não estou à vontade com ninguém aqui para ter grandes conversas, ainda. Já vi tudo o que tinha para ver em termos de sites, li tudo o que havia para ler, respondi ao que havia para responder nos fóruns. Há umas coisas que já pensei em escrever, mas não me estão a apetecer particularmente.

De certa forma, o que me chateia é que, salvo algumas conversas, ocasionalmente, depois do jantar, a minha vida anda meio vazia — para não dizer secante. E não, não estou a culpar ninguém. It’s my fault, como quase sempre. Eu é que afastei toda a gente, e ando mais fechado do que andei nos últimos anos.

Obviamente, algo terá de ser feito.

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Ainda sobre os clientes de blogging…

Este post é escrito com o Windows Live Writer, do Império do Mal. Até não está mau de todo, se bem que ainda tenho de o explorar mais.

Entretanto, parece que afinal o Qumana também não é actualizado assim com tanta frequência: pelos vistos, a última versão é de Fevereiro. Isso não é uma eternidade, são várias eternidades. :)

Ainda não decidi com qual vou ficar, e mesmo que me decida por um sou capaz de ir variando no futuro. We’ll see. :)

P.S. - se tu (sim, tu) estás curioso em relação a esta história dos clientes de blogging, mas estás a pensar "ah, pois, mas eu não tenho um servidor com uma instalação de WordPress como tu, eu tenho o meu blog no Blogger…" Desengana-te. Qualquer dos 3 clientes que mencionei funciona com esse, também. E com o TypePad, com o WordPress.com (que não é a mesma coisa que instalarmos o nosso próprio WP), Movable Type, e tudo o mais.

20071127

Tal como já tinha dito noutro post, tenho andado a experimentar com clientes de blogging. Já fiz vários posts com o BlogJet, e gosto bastante do aspecto do "bicho"; é agradável, user-friendly, e, em geral funciona. Peca por duas coisas: é pago (ainda estou a usar a versão não registada, que me dará mais uns 20 dias), e o desenvolvimento não parece muito rápido (o autor principal anda distraído há uns meses com uma aplicação de diário para Mac… e, como eu já disse, não sou rico para ter dessas coisas. :) Daí não suportar, por exemplo, várias features do WordPress 2.3, que já saiu há um mês. Um mês, em informática, é quase uma eternidade.

Este post, para variar, é escrito com o Qumana. O aspecto não me parece tão bom, e desconfio que é feito em Java; a font de default é abominável, por exemplo, e no Help:About aparece a versão de Java instalada. Mas é grátis, e parece ser ter versões novas com mais frequência…. vamos ver o que dá. Eu estou convertido ao uso de clientes de blogging, e nem é pelas razões que muita gente aponta (editor WYSIWYG, spell checker, etc.), mas apenas pela velocidade, pela redução de atrasos ao escrever um post. Também me agrada o poder fazer as coisas offline, se bem que não foi ainda preciso (já que tenho wi-fi tanto no trabalho como em casa, e o portátil ainda não passeou para lá desses sítios).

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Quando não desculpar os outros

A maior parte das pessoas aprende exactamente como os cães: através de reforços positivos ou negativos, ou seja, de consequências agradáveis ou desagradáveis para as suas acções. Idealmente, isto não seria assim, e as pessoas teriam empatia, ética e racionalidade suficientes para perceber que uma atitude é errada mesmo que as consequências imediatas sejam positivas — como, por exemplo, ao roubar alguém. Mas tal não acontece. Se uma pessoa faz algo “mau”, como causar sofrimento a outros, e é “recompensada” por isso, fará o mesmo ou pior no futuro. E não falo de casos patológicos extremos, mas da generalidade das pessoas.

Por outras palavras, se alguém te trata mal e tu deixas passar, a pessoa tratar-te-á ainda pior no futuro. Não vale a pena pensares que a pessoa, “magicamente”, se vai aperceber do seu erro. Isso é coisa de contos de fadas. Se a pessoa for minimamente normal — e, mais uma vez, não me refiro a uma pessoa anormalmente cruel ou autista —, vai inconscientemente ser “treinada” para o facto de que as coisas correm bem — ou, pelo menos, não há consequências indesejáveis — ao magoar-te, ao fazer-te mal, ou ao usar-te de alguma forma.

Isto tudo para dizer que, muitas vezes, perdoar os outros não é uma coisa boa. Porque ao fazê-lo só estás a “treiná-los” para te continuarem a magoar impunemente.

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E a vida continua…

… ou não estaria a escrever isto, não é?

Não ando numa das melhores alturas da minha vida, mas também não é o fim do mundo. Simplesmente vou andando. Ando preocupado com o dinheiro, já que com as dívidas actuais a ser pagas mensalmente, o que ganho, mais o que lucro com os sites, ainda está relativamente longe de chegar. E não quero mesmo pedir mais dinheiro ao meu irmão, que já ajudou bem mais do que era suposto.

Logo, tenho de arranjar uma solução. Vamos ver o que é que me vem à cabeça…

De resto, estou a experimentar, pela primeira vez, usar um cliente de blogging. A ideia dos referidos é tornar o “bloganço” mais confortável e eficiente, dando-nos um editor WYSIWYG decente (já que não corre no browser, com javascripts pesadíssimos), spell-checker (não muito necessário para mim, a não ser para algum typo que me escape), e, talvez mais importante do que tudo, edição offline. Ou seja, posso escrever à vontade, sem atrasos causados por a ligação estar lenta, ou coisas parecidas.

Estou a experimentar o BlogJet. É pago, mas ainda estou no período de teste, e vamos ver se o registo, no fim do mesmo. Até agora, estou a gostar. Já ouvi dizer muito bem do Ecto em Macs, mas não sou rico , e o Windows Live Writer provavelmente está completamente infestado de Internet Explorer.

Kai

É difícil para mim escrever isto, e por isso não será um grande post… nem em quantidade, nem em qualidade. Mas ambas, nesta situação, são irrelevantes. Por um lado isto custa… mas por outro lado, não podia deixar isto passar.

Hoje perdi… é difícil de definir. Um amigo? Um companheiro? Um membro da família, nos últimos 9 anos? Sem dúvida, tudo isso.

A coisa ainda não “penetrou”. Ainda o espero ver, ainda o espero ouvir miar. Em poucas horas, mais que uma vez pensei que era ele a aproximar-se de mim, até me lembrar de que o Link está enorme, e que o Kai já cá não anda.

Tive este gato aproximadamente um mês depois de vir viver para aqui, em 1998, pelo que ainda é estranho para mim viver numa casa em que ele não vive. Como disse, ainda o espero, inconscientemente, ver a qualquer momento. Ele era parte da casa, parte do meu tempo aqui, parte da minha vida. Foi o meu primeiro gato, e espero nunca me esquecer dele, nunca me esquecer de como ele ronronava, como ele brincava, como ele era carinhoso, como ele alegrava a minha vida, sobretudo antes de adoecer… mas não só.

Sinto-me sozinho, e sinto a minha casa vazia, apesar de ainda ter 3 gatos e um periquito. Eu sei que isto eventualmente passará… mas, hoje, tudo isto à minha volta parece vazio.

E talvez seja egoísta da minha parte, mas o que mais gostava neste momento era poder voltar atrás no tempo, nem que fosse só um dia… para lhe fazer mais uma festa. Ele já estava surdo, já não ouviria o que eu dissesse… mas só gostava de o ter aqui, mesmo que só por uns minutos. Mas foi-se, e para sempre.

Kai





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