Windows 7 Starter Edition, 3 aplicações, e… jornalistas a dormir?

Há um grande alarido por cá desde ontem, porque a Exame Informática anunciou que o futuro Windows 7 incluirá uma Starter Edition que limita o número de programas a correr em simultâneo a uns patéticos 3.

Sem dúvida que a ideia é totalmente estúpida (é uma limitação tão draconiana e tão artificial que nem o Windows 3.0, há 19 anos, a tinha), e de qualquer forma, como um colega mencionou, este Windows é feito desactivando coisas do “normal”, ou seja, não custará menos a produzir (pelo contrário, implica pagar a programadores para implementar a limitação, e fazer com que ela não seja facilmente “patchável”). Mas realmente não percebo de onde vem o aparente espanto, tanto dos jornalistas como pelos vistos de alguns bloggers. Da Wikipedia:

Windows XP Starter Edition is a lower-cost edition of Windows XP available in Thailand, Turkey, Malaysia, Indonesia, Russia, India, Colombia, Brazil, Argentina, Peru, Bolivia, Chile, Mexico, Ecuador, Uruguay and Venezuela. It is similar to Windows XP Home, but is limited to low-end hardware, can only run 3 programs at a time, and has some other features either removed or disabled by default.

O XP saiu em 2003. Portanto, isto agora é obviamente algo nunca visto, uma grande novidade, etc., etc..

O que é que será reportado pelos “media” a seguir? “Windows 7 inclui uma taskbar no fundo do ecrã? 🙂

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3 Comentários a “Windows 7 Starter Edition, 3 aplicações, e… jornalistas a dormir?”

  1. Se tivessem apresentado a única notícia real aqui — que, ao contrário do XP Starter (dedicado àqueles países, e, que eu saiba, nunca vendido na Europa ou EUA), o 7 Starter vai ser apresentado pela Microsoft como algo viável para netbooks mesmo no “1º mundo” — aí tudo bem.

    Mas as respostas que estou a ver são mesmo de choque por nunca terem ouvido falar de nada assim: “3 aplicações? Eu uso muito mais do que isso…”, “Estão loucos, quem é que vai comprar esta coisa?”, e assim por diante.

  2. “hailand, Turkey, Malaysia, Indonesia, Russia, India, Colombia, Brazil, Argentina, Peru, Bolivia, Chile, Mexico, Ecuador, Uruguay and Venezuela” – Países do terceiro mundo, ou com fraco índice de acesso à internet. Isto explica muito.

    Mas, por outro lado, o espanto está no ponto em que a Microsoft, na verdade, não aprende nada. A solução é idiota. Já o fora idiota em 2003, o que significa que em 2009 será já burrice.

    A Microsoft aproveita-se do facto de esses países terem baixo índice de acesso à internet e velocidades inferiores à média global, sabendo que a utilização de cópias não genuínas será mais difícil aí, colocando as pessoas entre a espada e a parede. Do mesmo modo, uma vez que a Microsoft não está disposta a baixar os seus preços de acordo com as capacidades financeiras da classe média/baixa desses países, limita-se a criar o Windows 7 – “versão do pobre”!!! Isto é gozar com a cara das pessoas!

    Eu acredito que muita gente vai comprar essa versão do Windows 7 – especialmente se não tiver alternativa. A Microsoft, uma vez mais, opta por negócios claramente usurários!

    Não podemos achar que o espanto dos outros não faz sentido quando, em concreto, verificamos que esta táctica da Microsoft é discriminatória e não tem nada a ver com a capacidade dos netbooks, ou com estudos de utilização… Isso são desculpas de coelhos gordos!

  3. Add diz:

    A MS não quer abaixar seu preços, então lança um Windows “mais barato”, mas claro que ela não da ponto sem nó, o Windows Starter é mais barato mais é inferior.
    Claro que ela não iria criar um Windows bom & barato, isso não traria lucro!
    Se o Starter fosse bom, todas as pessoas o comprariam e as versões mais caras ficariam para trás, o que seria um grande prejuízo para a MS.