Greta Christina e o “calem-se” ao ateísmo

Adorava ter metade da capacidade de síntese e de exposição desta mulher. O último post dela, Atheism and the "Shut Up, That’s Why" Arguments, expõe brilhantemente o erro dos argumentos de “calem-se com isso” feitos tão habitualmente aos activistas ateus – muitas vezes por pessoas que não têm elas próprias qualquer tipo de crença, mas que mesmo assim acham que é “intolerante” criticar a religião e as crenças em geral (como se alguma coisa fosse intrinsecamente acima de crítica), que “os ateus são tão fanáticos e fundamentalistas como os alvos das suas críticas”, que “há coisas importantes e estão-se a preocupar com isso?”, e argumentos do género.

Eu próprio já escrevi sobre porque é que me importo com esta questão e sobre como é estúpido menosprezar uma preocupação só porque não a partilhamos (muitas vezes porque nunca pensámos no assunto… ou porque “isso acontece tudo lááá muito longe e não me afecta pessoalmente”), mas admito sem reservas, e sem falsas modéstias, que o que ela escreve sobre o mesmo assunto é bem mais interessante. 🙂

Um Comentário a “Greta Christina e o “calem-se” ao ateísmo”

  1. Também adorei esta parte de um dos comentários nesse post:

    When I criticize and question different aspects of religion some of my friends and family members say that they think I am being intolerant, even though they are complete non-believers themselves. I hear these arguments all the time then. When I try to explain why I think religion is a serious problem in the world, they don’t really take me seriously and think that I am exaggerating or are being pessimistic and/or cynical.

    I encounter these arguments all the time when it comes to all other sorts of woo-woo beliefs as well. They must not be criticized because that is to be intolerant, and who am I to question other peoples’ “truths and reality”.