Sexta-Feira 13

Já repararam? 🙂

Anyway, como não sou supersticioso, tenho de falar de outras coisas neste post.

Por exemplo: quem me conhece (ou mesmo quem simplesmente tenha lido certo tipo de posts aqui) sabe que muitas vezes me irrito muito com o trânsito, tanto por causa da incompetência dos outros condutores, como, mais ainda, pelo facto de eles se estarem completamente nas tintas para o facto de porem outros em perigo. Não fico violento de forma externa (se bem que já cheguei a perturbar passageiros), mas sou capaz de me irritar a sério “para dentro”, ao ponto de ficar a pensar nisso mesmo depois de sair do carro. Não devia, eu sei.

E isso acontece quer esteja em silêncio, quer esteja a ouvir música, coisa que adoro fazer, e que em geral é algo que faço sempre que conduzo. Por muito que esteja a adorar o que estou a ouvir, o facto de o idiota da frente não saber fazer uma rotunda na sua faixa e me ter obrigado a fazer uma travagem brusca para não levar com ele deixa-me sempre furioso.

Mas descobri uma excepção a isto: quando ouço audiobooks.

Não sei porquê, deixam-me num estado de calma que nada parece abalar. Já o tinha notado há tempos, ao ouvir o “World War Z”, e estou a notar isso outra vez desde ontem, quando comecei a ouvir o “The God Delusion”. E, uns anos atrás, aconteceu o mesmo a ouvir a série de rádio do “Hitchhiker’s Guide to the Galaxy” (que existiu antes do livro). Curiosamente, nos três casos eu já tinha lido os respectivos livros em papel; talvez isso me deixe mais relaxado ao ouvir aquilo, porque tenho memória suficiente dos assuntos para não perder o fio à meada por alguma distracção ou ruído exterior me fazer perder uma palavra.

O que é certo é que é uma paz. Conduzir – mesmo em bichas (blá blá blá, sempre quis dizer “fila” em português, não me chateiem com influências brasileiras, etc. etc.) – deixa de ser um pesadelo para quem tem pouca paciência; pelo contrário, se o trânsito está lento, é uma forma de “ler” mais.

Nunca o experimentei fazer, mas já vi quem dissesse que lê a maior parte dos livros na sua vida enquanto faz jogging. Será que existe uma maneira de fazer exercício sem me aborrecer de morte? Tenho mesmo de experimentar (e ver se o leitor de MP3 portátil que tenho lá em casa ainda mexe, ou então tentar fazer uso do telemóvel para isso).

Por falar em livros, acabei hoje o “Personal Development for Smart People” do Steve Pavlina, e vou agora para o “Dreams of My Father” do Barack. Já li os primeiros capítulos deste, e parece-me óptimo.

Infelizmente, não ando a jogar virtualmente nada (se bem que tenho andado a fazer os tutoriais no Chessmaster 11), mas hoje vi que o Red Alert 3 estava no Steam, e deixei-o em casa a downloadar. Já vi a intro dele (na demo na Xbox 360), com o grande Tim Curry, e é de partir a rir. 🙂

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