Deverei “ser alvo de estudo pela ciência genética”?

Eu não devia. Aquilo é claramente provocante para ser link/commentbait, e é daquelas coisas que se fosse ao contrário, seria alvo fácil para acusações de um machismo nojento e retrógrado — se bem que por outro lado consigo perfeitamente imaginar muita gente assim. Mas isso é normal, dada a minha opinião elitista e condescendente da raça humana.

Mas não resisto. 🙂 Deste post, uma lista de coisas que os homens supostamente fazem e que irritam a autora:

  1. Não passar a banheira por água após o banho – fica o rasto dos pêlos e outros elementos impossíveis de identificar para termos mesmo a certeza que esteve lá um animalito
  2. Deixar o tampo da sanita levantado – por tampo entenda-me aquele donut onde a malta feminina se senta sempre, seja para a função 1 ou 2
  3. Não puxar o autoclismo depois da função 1 – já nem falo na 2 que aí a coisa já seria mesmo animalesca!
  4. Deixarem os sapatos na sala – nunca percebi porque se descalçam na sala…
  5. Deixar a toalha molhada em cima da cama – não sei se fazem apostas sobre o cheirinho a mofo ou se só pretendem deixar apodrecer o edredão
  6. Cortar as unhas dos pés perto de nós – eh pá, poupem-me ao clack, salta garra, clack, nova garra…
  7. Não cortarem as unhas dos pés – de forma a arranharem-nos as pernas de tal maneira que nos estão sempre a perguntar se o nosso gato anda com algum problema de raiva
  8. Não passarem os pratinhos por água depois de comer – esperando que aquilo fique tipo super cola 3
  9. Não substituírem o rolo de papel higiénico quando está no fim (ou quase) – deixando apenas uma folhinha para ver se enganam o próximo
  10. Deixarem umas duas ou três gotinhas de leite no pacote sem o substituírem – também nunca percebi esta…
  11. Não meterem o leite no frigorífico depois de se servirem – sabiam que aquilo se estraga?
  12. Deixar roupa suja espalhada pela casa – à laia de decoração pós-apocalíptica
  13. Acharem que as compras aparecem feitas por milagre – tipo pai natal semanal
  14. Deixarem as cascas de qualquer fruto seco por ali – especialmente amendoins – e depois vem o ventinho e pimba, espalha tudo!
  15. Deixarem pegadas molhadas pela casa quando saem do banho – porquê, senhores, porquê?

Deixa ver…

  1. Talvez seja comum em homens mais “simiescos”, mas — ainda hoje de manhã confirmei isso — não acontece comigo. Podia haver um cabelo ou dois no ralo quando tinha cabelo comprido, mas “pêlos”? Estaremos mesmo a falar de homo sapiens? Ou de algum “elo perdido”? 🙂
  2. Esta eu já perguntei lá no outro blog, porque realmente me surpreende; o problema da autora é que ela chega lá, não repara que aquilo está para cima, e se senta na parte fria. Para mim isso é surreal; então uma pessoa não olha antes de se sentar? Esteja para cima ou para baixo, uma pessoa põe como precisa antes de usar. Eu compreendo que depois de se viver anos sozinho (incluindo sem visitas) se passe a fazer tudo em piloto automático na nossa casa, mas não é razoável esperar manter essa total previsibilidade quando se partilha a casa com alguém.
  3. É claro que se puxa. (mas, na Rússia Soviética, o autoclismo puxa-te a TI!!)
  4. “Sala”? 🙂 Nope, quando chego a casa a primeira coisa que faço é tirar os sapatos (acho incrivelmente desconfortável manter a roupa de rua em casa)… no quarto.
  5. É uma experiência científica: quanto tempo demorarão os fungos a desenvolver inteligencia e um início de civilização? 🙂 OK, a sério, as toalhas ficam na casa de banho (se bem que preciso de arranjar forma de as estender melhor na mesma).
  6. Absolutamente nojento, IMO; unhas (pés ou mãos) cortam-se na casa de banho. Aliás, até acho mal ir-se à mesma fazer uma das duas necessidades e não encostar a porta. Mas isto sou eu.
  7. Cortam-se quando necessário.
  8. Aqui já pequei por não o fazer, mas ultimamente ando com mais atenção a isso.
  9. Nope, há sempre mais uns 2 rolos ao pé do que está a ser usado, já a pensar nisso.
  10. Às vezes pode-me escapar, mas em geral não. De qualquer forma, se assim acontecer, uso essas gotas na próxima vez, antes de abrir o novo pacote. Detesto desperdícios.
  11. É claro que volta sempre para o frigorífico. Que tipo de pessoa o deixaria de fora?
  12. Nope, só no quarto, e só mesmo se for para usar mais alguma vez, caso contrário vai para o cesto.
  13. Quem me conhece sabe que sou ao contrário… compro bem mais do que preciso, e compro mais antes de os anteriores acabarem.
  14. Não costumo comer tais coisas (para mim isso é coisa para se juntar a tascas, futebol e cervejas, hábitos esses que não são em geral parte da minha vida), mas obviamente nunca deixaria cascas de nada no chão.
  15. Porque ainda não descobriram os chinelos? 🙂 Francamente, que tipo de gente é que esta rapariga conhece? 🙂

10 Comentários a “Deverei “ser alvo de estudo pela ciência genética”?”

  1. CSousa diz:

    Eh pá, de todas só faço a n.º 2 . E posso afirmar que também ainda não entendi essa exigência das mulheres. Mas por que raio é que o tampo (o donut) tem que ficar para baixo? Para quando elas lá forem não terem que o baixar? Então também se pode formular o argumento de que elas deveriam deixar o tampo para baixo para os homens não terem que o levantar para o n.º 1, o mais frequente.

    Podem argumentar que não reparam e se sentam directamente na sanita, na parte fria. Bem e nós homens então temos uma nova desculpa para poder mijar o tampo todo: “Ah! Não reparei…”.

    Então e fechar a sanita toda? Com a tampa? Parece-me mais certo. Também não gostam?

    Cumprimentos,
    Cristóvão Sousa

  2. Ivo diz:

    Bem, acho que essa moçoila deve viver num local rodeado de neandertais. Ou então ele deve preferi-los á moda antigo – feios, a cheirar a cavalo e porcos!

    Realmente, descalçar-se na sala? Comer amendoins (ou equivalentes ) e deixar cascas no chão? Toalhas no quarto? Ela deve ir busca-los provavelmente num DeLorean, a Goa na altura do Vasco da Gama…

    Mais do que criticar, deveria era procurar melhor os homens!

    E realmente o CSousa tem razão, se elas deixaram em baixo correm o risco de dar com o donut húmido 😛

  3. jocaferro diz:

    Estas raparigas são brilhantes. Arranjam cada companhia e de seguida acham que todos os homens que não ajam de acordo com a javardice de um condutor de carroças deve ser metido dentro de um tubo de ensaio!
    Gostaria apenas de deixar umas notas acerca:
    1, 2, 3. Quero lá saber da tampa!
    Mas que raio de coisa!
    Que mal lhes fará uma tampa para cima!?
    Por acaso estou aqui a reclamar mas não faço nada disto. Para além de não fazer nada disto é ponto assente que ela tem a “sua” casa-de-banho e eu tenho a minha, embora isto seja um problema já que cá por casa são 4 homens e uma mulher. Posso desde já acrescentar que qualquer um dos meus filhos faz exactamente o oposto dos energúmenos que aquilas cachopas conhecem…

    4. Por cá, também não. De vez em quando os putos mais pequenos (9 e 10 anos) mas estamos constantemente a chamar a atenção;

    5. Por acaso até sou eu quem recolhe todas as toalhas e as coloca junto a uma “fonte” de ar, seja uma janela aberta ou na casa das máquinas…

    6. Culpado!
    Mas, como sou eu, de vez em quando com a ajuda dos pequenos, quem limpa a casa…

    7. Tenho imenso cuidado. Detesto unhas compridas e ando sempre com atenção aos prováveis pontos de “encravanço”.

    Bem, vou ficar por aqui e nem falar no Papel H. Se há coisa que mais me f*** a cabeça é um gajo chegar à sanita e reparar que não tem papel. Dá-me vontade de mater a cabeça do gajo/gaja no respectivo buraco…

    Em resumo, não sou assim, nem os meus 3 filhos e conheço várias famílias que são exactamente o oposto dos cro-magnons que ela conhece. Bem, se calhar até conheço um mas que fará umas 3 coisas da lista.

    Enfim, cada um faz a cama onde se deita…

    @braço.

  4. TNT diz:

    Pedro,
    Se quiseres manda-me um mail para te explicar os comentários do Sapo.
    Aquilo está muito à vista, não percebo porque não consegues ver. Anyway, se precisares/quiseres ajuda, estou ao dispor.
    Quanto aos comentários dos teus leitores, muito obrigada pela vossa preocupação e fico contente por haver tantos homens cheios de pruridos em casa. É sinal que tiveram óptimas mães e deviam agradecer a todos os santinhos – bem como as vossas moçoilas – por tão ilustre e cuidada educação.

    • jocaferro diz:

      Por acaso tenho cuidados em casa. Os pruridos devem pertencer a alguém que conhece.

      Quanto à minha mãe, por acaso até é boa pessoa e tentou dar a melhor educação aos seus 3 filhos e 1 filha. Poderá não ter sido a melhor, já que infelizmente apenas algumas divindades ascendem a tal grau, mas certamente foi melhor que ao que está habituada. Se não ensinou tudo, a vida encarregou-se de ensinar o resto e como não vivo debaixo de uma lapa mas sim numa casa que considero minha tenho o estranho hábito de manter as coisas bem asseadas e respeitar todas as pessoas. Provavelmente, viverei dentro de um tubo de ensaio…

      Quanto aos santinhos, acho que seria melhor levar essa ideia à pratica ao invés de a receitar a outros. Só que ao contrário do que aconselha – agradecer – no seu caso seria pedir. Desesperadamente, considero eu, pelo que terá que fazer um esforço financeiro para conseguir alguma coisa.
      Moçoila, não tenho. Tenho uma companheira, namorada, mulher e esposa há 19 anos. Entre algumas guerras lá conseguimos levar a nossa avante e até hoje nunca existiu alguma em que constasse qualquer item da lista.

      Mas, é como eu digo, nós não somos de cá e apenas vivemos em tubos de ensaio.
      Enfim, cada um tem aquilo que merece.

      • jocaferro diz:

        Há pouco esqueci-me de um pormenor muito importante. Cá por casa não passamos o pratinho por água. Geralmente, cada um limpa o seu prato e de imediato vão para a máquina. É que por cá, temos a profunda sensibilidade de preservar um dos mais importantes bens ao nosso dispor – a água – e não é à toa que a desperdiçamos. Idem para a função nº1 – quando vim para esta casa a primeira alteração prendeu-se com os autoclismos que passaram a dispor de duas funções:
        – uma curta para a função nº1;
        – uma mais longa para a função nº2.

        Deixo aqui uma curiosidade – no ritmo actual calcula-se que dentro de 30 anos poderão acontecer guerras por causa da água. Escassez de água, note-se.
        Assim, pense um pouco antes de exigir a passagem do prato por água já que poderá estar a contribuir para um futuro pouco promissor.

  5. velvetsatine diz:

    Mas há quem se preocupe efectivamente com este tipo de coisas a ponto de escrever sobre elas?

  6. velvetsatine diz:

    LOL!

    Era a resposta mais do que esperada!

  7. Cris diz:

    É o mal das generalizações, obviamente não se aplicam à maioria 😛
    É como dizer que as mulheres não sabem conduzir ou que só falam de períodos e filhos.

    Quanto à tampa da sanita, acho uma discussão parva. No entanto, tendo que escolher, acho preferivel ficar levantada do que para baixo (para evitar os pingos invisiveis nas bordas de dentro do “donut” que não são a coisa melhor do mundo quando depois nos sentamos :P)

    Em relação a deixar a porta da casa-de-banho aberta quando se vai à sanita (como o Pedro disse) não vejo qual é o mal quando só estão as duas pessoas em casa e não existem cheiros associados.

    As toalhas do banho obviamente devem ser estendidas (de preferência direitas) até para poderem secar mais rápidamente.

    A questão dos cabelos no ralo acho que acontece mais com as mulheres e com os homens de cabelo comprido. No entanto, é uma questão de educação. Eu fui educada a limpar depois de sujar.

    Aquilo dos rolos a acabar ou de deixar só umas gotas do leite no pacote, eu acho que se resolve tendo sempre à mão uma unidade adicional (ter sempre dois leites no frigorifico e dois rolos de papel higiénico à mão).

    E Pedro, acho que quando ela se refere a molhar o chão não está a falar de andarem descalços. Basta molhar o chão quando se toma banho (porque não se prende bem a cortina) e não ter atenção a isso para depois patinhar a casa toda. O mesmo acontece ao chão da cozinha quando se está a lavar a loiça e não se tem cuidado. Ou quando se deita comida liquida para o lixo.