O ultra-mega-importante caso Maitê

Tudo o que tenho ou posso ter a dizer está aqui.

P.S. – se levaram esta questão minimamente a sério, não clickem no link acima, pois vão ser insultados. E merecem-no.

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5 Comentários a “O ultra-mega-importante caso Maitê”

  1. Eu estou exactamente na mesma posição que tu. Acho que se está a exagerar.

    Não concordo quando fazes a comparação das “ruas”, porque ela não fala de ruas, nem de pessoas, nem da história (no caso dela são mais estórias”) com o intuito de se ficar por esses elementos literais. Ela fala de tudo isso com a intenção de chegar a uma conclusão – os Portugueses são “esquisitos”. E nesse aspecto, até concordo, se bem que por outro prisma…

    Por outro lado, a parte que mais me irritou foi quando fala dos túmulos que estão no Mosteiro dos Jerónimos, essa parte quanto a mim, foi muito mais grave para com a nossa história porque percebeu-se perfeitamente aquilo que os brasileiros, ou melhor, que a Maitê pensa da nossa cultura.

    • Por um lado percebo o que dizes. Por outro, acho que pensar mal de outra cultura — seja por ignorância, seja por razões concretas — pode ser (ou não) “feio”, mas não é um crime.

      As reacções dos portugueses é que têm sido mesmo uma decepção: parecemos um puto a fazer birra porque outro lhe chamou um nome feio, sem lhe passar pela cabeça ignorá-lo. Acho que há realmente um grande complexo de inferioridade em Portugal, que se nota tanto pelo facto de dizermos permanentemente mal de nós próprios e criticarmos tudo o que fazemos cá dentro, mas por outro lado nos sentirmos super-ofendidos quando alguém de fora diz mal de nós — seja mandar uma boca parva (como foi o caso), seja fazer uma crítica a sério.

      Raios, e eu tinha dito que não falava mais disto. 🙂

      • Ohhh, de qualquer das formas todo o mundo faz pouco de nós, ainda me lembro de jogos de estratégia como o Age of Empires e do Rise of Nations (que versavam, entre outros, o tempo dos descobrimentos), ambos da Microsoft, em que, no mapa, Portugal nem sequer existia – era Espanha. Este é o paradigma daquilo que Portugal vale “lá fora”…

        É tudo um exagero. Quando foi a situação, cá em Portugal, dos dois brasileiros que assaltaram um banco, também mandamos “bocas” em relação ao povo brasileiro. E quantas vezes dizemos que brasileira, em Portugal, ou é dentista ou “menina da vida”, etc…

        Sinceramente, como disse no início, acho que estão todos a fazer uma tempestade numa carica…

  2. LVSITANO diz:

    Eu próprio dei alguma importância ao assunto na altura, não pelos insultos em si, mas pela parte do fim. Que ela não goste dos serviços que lhe prestam em Portugal ou que ache que o rio Tejo é mar, não me importa.

    Apenas fiquei ofendido com a parte em que ela cospe no Mosteiro dos Jerónimos. E acho ainda mais inacreditável como é que ela passa isso na televisão brasileira, ficou a parecer que foi um orgulho ter feito aquilo.

    Se o vídeo fosse tudo menos a parte do cuspir no Mosteiro dos Jerónimos, ter-me-ia passado ao lado. Tenho é pena que uma pessoa que escreve livros e que, diga-se de passagem, é uma excelente actriz, tenha arruinado a sua boa reputação em Portugal por alguns anos.

  3. Khorazyn diz:

    Se fossem só os brazileiros….

    Aqui vão uns exemplos.

    PIGS is a derogatory acronym used mostly in 2008 by some British and North American journalists in finance and economy to refer to four countries of southern Europe: Portugal, Italy, Greece, and Spain. These Eurozone countries have had mixed economic performance over the last few years; and while suffering from large current account deficits and high unemployment, little more can be said to put them together, besides their location in southern Europe and cultural heritage. More recently Ireland is sometimes added as an additional “I.” (PIIGS)

    http://en.wikipedia.org/wiki/PIGS_(economics)

    Os Anglo saxónicos chamam-nos

    Pork n Cheese …. which is similar to portuguese

    Acreditem que é verdade… não todos mas muitos.

    Assim anda o nome de Portugal….note-se que estou apenas a reportar factos.