O problema de “Deus existe porque o universo existe”

Um argumento muito usado por apologistas religiosos quando confrontados com a necessidade de apresentar provas ou pelo menos evidências da existência da divindade em que acreditam, e não conseguem de outra forma citar nenhuma, é o seguinte: “a prova é só isto: o universo existe, e nós existimos nele. Logo, como é que existe algo em vez de nada? Deus!”

Espero com este post demonstrar porque é que esse argumento é falacioso e, pura e simplesmente, inválido.

  1. Trata-se de um argumento da ignorância, uma falácia lógica infelizmente muito comum. Dizer “não sei/sabemos explicar, logo foi Deus” (ou qualquer outra explicação sobrenatural) é, desculpem dizer, um argumento parvo, impensado e infantil. Pode ser difícil para quem tenha problemas em admitir que não tem todas as respostas ou em viver num mundo em que não há respostas simples para tudo, mas, se não sabemos algo, a única coisa correcta e honesta a dizer é “não sei/sabemos”. Mais nada. Caso contrário, não somos diferentes de homens das cavernas que inventavam constantemente explicações sobrenaturais para fenómenos (ex. uma tempestade é sinal de que “os deuses / espíritos estão zangados” (e o melhor é sacrificar alguém para os apaziguar)) hoje em dia perfeitamente explicados como naturais. Outro nome para este caso específico de argumento da ignorância é “god of the gaps” (o deus dos buracos); ou seja: “põe-se” (ou esconde-se) Deus nos “buracos” de conhecimento existentes… com o problema de que esses “buracos” vão constantemente diminuindo à medida que a ciência e o conhecimento humano progridem, e chega-se a um ponto em que já não resta praticamente nada para “Deus” fazer.
  2. Dizer “nada pode existir sem uma causa, logo o universo tem de ter uma, que foi Deus” tem o pequeno problema que é óbvio muitas vezes até para crianças na catequese ou outro tipo de aulas religiosas (e as faz fazer perguntas inconvenientes): então qual é a causa de Deus? Quem criou Deus? Argumentar, sem qualquer justificação para isso, que Deus é, sabe-se lá como, uma excepção à sua própria regra (de que tudo tem de ter uma causa) é obviamente intelectualmente desonesto: quem é o apologista para “decidir” que o universo requer uma causa, mas Deus já não?
  3. Finalmente, mesmo que as questões acima não existissem, ainda resta um problema: qual deus? Porque é que “tem de ter havido algo sobrenatural na origem do universo” (errado, como já referi, devido aos pontos anteriores) há de implicar “o deus mais popular na minha zona geográfica do planeta”, ou “o deus em cuja crença fui educado”? Porque é que não há de ser um deus completamente diferente, seja ele o de outra religião actual (mais ou menos popular), seja ele o de uma religião do passado, seja ele algo nunca concebido em toda a história da humanidade?
    Porquê um deus, e não vários? Porquê deus(es), e não algum outro tipo de criatura sobrenatural? Porquê necessariamente sobrenatural, e não algum tipo de tecnologia que ultrapasse o tempo e o espaço tais como os entendemos? E porque é que tal ser (ou seres) exigiria a nossa adoração, ou se importaria com o nosso comportamento, a nossa alimentação ou a nossa sexualidade?
    Não há nenhum caminho lógico entre “tem de ter havido uma causa sobrenatural para a existência do universo” e “Deus é assim e assado, e quer isto e aquilo de nós”. Por outras palavras, “tem de haver uma origem sobrenatural para o universo” não implica de forma alguma “o deus Cristão existe” (ou qualquer outro). Quem parta da primeira implicação e chegue de alguma forma à segunda, não o faz por nenhuma razão lógica, mas apenas cultural. E devia, seriamente, pensar um pouco sobre o facto de a sua crença não ser mais do que um acidente geográfico…

Agora já sabem como responder a alguém que vos diga, ingenuamente, “claro que Deus é real; caso contrário como é que tudo isto existe?”, como se isso fosse um argumento contra o qual não há resposta… 🙂

(Nota: comentários tipo “apesar de este ser o teu blog, não podes falar nele dos assuntos que quiseres”, ou tipo “estás obviamente errado, mas não te vou dizer como”, serão apagados. Os comentários existem para responder ao post… ou, claro, estão à vontade para o/me ignorar. 🙂 )

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7 Comentários a “O problema de “Deus existe porque o universo existe””

  1. LVSITANO diz:

    Olá, Pedro. 🙂

    Ainda hoje durante a aula de Biologia estive a discutir exactamente este assunto com um colega religoso (católico convicto). Ele dizia que não podemos descobrir tudo através da Razão e que, como tal, a pergunta “Porque é que os humanos existem?/Porque é que somos os únicos animais racionais?” constituía o “pico da razão”. “Pico da Razão”, que é onde esta não consegue mais chegar.

    O meu “argumento” foi desenhar-lhe um triângulo no meu caderno cuja base correspondia à razão e o pico a um deus onde estava a tal pergunta (Porque é que somos os únicos animais racionais?). Então disse-lhe: lá porque ainda não temos resposta para essa pergunta, não quer dizer que não a possamos encontrar no futuro por vias científicas. E, aliás, este é o único motivo pelo qual nem tu nem ninguém é capaz de definir qual é e quando se atinge o tal “pico da razão”.
    Depois desenhei-lhe um novo triângulo com um novo pico da razão: o Big Bang. Ele aí ficou sem argumentos, pois já não sabia onde colocar o seu deus. Para mim, os “picos da razão” só existem porque o conhecimento humano é limitado, mas está a evoluir.
    Tal como deste o exemplo do homem das cavernas, eu dou o nosso. O que sabemos hoje pode ser pouco comparado com o que as gerações vindouras poderão alcançar no futuro.

    O teu post está muito interessante e, claro, como sempre nos habituaste, racional. Vou tomá-lo como referência (como tomo muitos outros teus vindos da tua parte, pois isso justifica-se) em possíveis discussões futuras. Obrigado.

    Abraço,
    Marco. 🙂

  2. Jorge diz:

    Olá,
    (Uma vez mais)
    Dado que o Pedro há uns tempos foi acusado de se meter naquilo que não sabe (não sei se foi exactamente desta forma, mas a ideia era aproximada) de uma forma um pouco violenta por alguém que se sentiu ofendido com o facto do Pedro se preocupar com estes e outros assuntos deixo algumas citações de Camus, com as devidas ligações, no sentido de dar apoio ao Pedro e o incentivar a pensar e comentar esses assuntos porque são dele também e não uma coutada de alguns eleitos. Dou este apoio apesar de, por vezes, não concordar com o que o Pedro afirma ou até com a forma como o faz. Penso, no entanto que tem o direito e, se calhar, até, o dever de o fazer da forma como o entender.

    http://filosofocamus.sites.uol.com.br/pestereligiao2.htm

    Tarrou perguntou:

    – Acredita em Deus, doutor?

    De novo, a pergunta fora feita naturalmente. Mas desta vez Rieux hesitou.

    – Não, mas que quer dizer isso? Estou nas trevas e tento ver claro. Há muito que deixei de achar isto original. ….Paneloux é um estudioso. Não viu morrer bastante e é por isso que fala em nome de uma verdade. Mas o mais modesto padre de aldeia que cuida dos seu paroquianos e que ouviu a respiração de um moribundo pensa como eu.

    http://filosofocamus.sites.uol.com.br/camus_prometeu.htm

    QUE SIGNIFICA PROMETEU para o homem de nossos tempos? Poder-se-ia dizer, provavelmente, que esse revoltado contra os deuses é o modelo do homem contemporâneo e que o protesto lançado, há milhares de anos, nos desertos da Cita deságua hoje numa convulsão histórica sem igual. Contudo, ao mesmo tempo, algo nos faz pensar que aquele ser perseguido continua vivendo sua sina entre nós e que ainda estamos surdos ao tremendo grito da revolta humana cujo sinal solitário ele nos dá.

    Com efeito, o homem atual é aquele que, em massas gigantescas, sofre sobre a estreita superfície da terra, o homem privado de fogo e de alimento, para quem a liberdade não passa de mero luxo que pode esperar; e para esse homem o problema não pode residir tão-somente em sofrer um pouco mais, assim como para a liberdade e suas derradeiras testemunhas a questão não pode ser apenas a de desaparecer um pouco mais. Prometeu, por sua vez, amou os homens o bastante para ser capaz de dar-lhes, a um só tempo o fogo e a liberdade, as técnicas e as artes. Hoje, a humanidade só necessita das técnicas e só a elas dá importância. Revolta-se de dentro de suas máquinas, considerando a arte e tudo o que ela pressupõe como um obstáculo e um estigma de servidão. O que caracteriza Prometeu, ao contrário, é que ele não pode separar a máquina da arte. Julga possível libertar, concomitantemente, os corpos e as almas. O homem actual acredita na necessidade de libertar o corpo em primeiro lugar, ainda que o espírito deva morrer provisoriamente. Mas será que o espírito pode morrer provisoriamente? Na realidade, se Prometeu retomasse, os homens de hoje fariam como os deuses de outrora: cravariam-no ao rochedo, vítima do mesmo humanismo do qual é o símbolo primeiro. As vozes inimigas que insultaram o vencido no passado seriam as mesmas que repercutem no limiar da tragédia de Ésquilo: as da Força e da Violência.

    http://filosofocamus.sites.uol.com.br/txtmitosisifo.htm

    Já todos compreenderam, que Sísifo é o herói absurdo. É-o tanto pelas suas paixões como pelo seu tormento. O seu desprezo pelos deuses, o seu ódio à morte e a sua paixão pela vida valeram-lhe esse suplício indizível em que o seu ser se emprega em nada terminar. É o preço que é necessário pagar pelas paixões desta terra. Não nos dizem nada sobre Sísifo nos Infernos. Os mitos são feitos para que a imaginação os anime. Neste, vê-se simplesmente todo o esforço de um corpo tenso, que se esforça por erguer a enorme pedra, rolá-la e ajudá-la a levar a cabo uma subida cem vezes recomeçada; vê-se o rosto crispado, a face colada à pedra, o socorro de um ombro que recebe o choque dessa massa coberta de barro, de um pé que a escora, os braços que de novo empurram, a segurança bem humana de duas mãos cheias de terra. No termo desse longo esforço, medido pelo espaço sem céu e pelo tempo sem profundidade, a finalidade está atingida. Sísifo vê então a pedra resvalar em poucos instantes para esse mundo inferior de onde será preciso trazê-la de novo para os cimos. E desce outra vez à planície.

    Cumprimentos e continue o bom trabalho

  3. Joao diz:

    Olá.

    Sim, se temos de admitir que existe pelo menos uma coisa no mundo que não precisa de criador, ficamos na mesma em relação ao resto das suas propriedade. Se essa coisa existe, bem pode ser o proprio universo.

    Em relação ao “qual Deus”, “Não há nenhum caminho lógico entre “tem de ter havido uma causa sobrenatural para a existência do universo” e “Deus é assim e assado, e quer isto e aquilo de nós”

    é aquilo a que eu tenho vindo a chamar a falacia do religioso (ja que ninguem se opoe a que exista uma falacia do naturalista).

    Eu não sou ateu, sou agnostico. Mas não é por não saber que o Deus dos catolicos ou Thor não existem. É por colocar sempre a hipotese de se seria possivel explicar algo melhor com um tipo qualquer de Deus ou não.

    • Obrigado pelo comentário. 🙂 Vejo que até estás no “caminho” certo, mas acho que és vítima de uma erro comum (em geral propagado por religiosos): a ideia de que ser ateu é algo fechado, dogmático, com 100% de certeza, algo como uma “fé” que se tem e que não vai mudar independentemente dos factos ou do que aconteça no futuro. Se isso fosse assim, então, sem dúvida, o agnosticismo seria a única posição racional.

      O ateísmo, no entanto, não deve ser visto como uma posição dogmática ou “de fé”, mas sim como a posição “default” em relação a qualquer coisa em relação à qual não existem quaisquer tipos de provas ou evidências.

      Por exemplo, se eu te pedir para considerares a hipótese de existir um bule de chá na órbita entre a Terra e Marte, pequeno demais para ser detectado pelos nossos melhores telescópios, mas cuja não-existência, por outro lado, é impossível de provar, vais-te considerar um “bule-de-chá-agnóstico”?

      Suponho que não; é certo que não dá para provar que ele não existe, mas por outro lado não há nada a sugerir que ele exista, logo a coisa está longe de ser “fifty-fifty”. A única posição racional — até novas evidências — é assumir que o referido bule de chá não existe. Zero evidências, zero crença.

      “Deus” — qualquer dos inventados na história da humanidade — está exactamente na mesma situação.

  4. Fernando Caesar diz:

    Li o texto e um é tanto simplista.
    Devemos considerar também algumas hipotéses razoáveis, Deus pode ter existido ou existe, mas:
    A) Nenhuma religião, arte ou ciência, do mundo pode dizer quem ou “o que é”
    B) Pode existir e ser onisciente e/ou consciente e/ou subconsciente e/ou inconsciente ou sei lá mais o que : de sua criação
    C) Se é eterno e o universo é eterno…Ou melhor, se ele é Incriado e o espaço (espaço com matéria, vácuo, astros ou simplesmente nada – esse espaço antes da criação, se que é que aquilo chamamos de universo já não foi criado, descriado, reformado, destruido, reconstruido, eliminado, e denovo volta…isso em tempo, conta-lo seria quase que o infinito elevado ao infinito —- na mesma idade que ele tem) são preexistentes…?
    D) Ou esse Deus criou os espaço ? Então onde ele estava quando criou o espaço? E donde surgiu o espaço para expresar sua criação atraves de Big Bens, Explosões, Implosões, “sexo astral”, etc ?
    E) Existe algo além do espaço (levando indiferença a matéria dentro dele, por questão didática) ? Dimensões ? Mesmo que essa hipotese seja um dia “Quantificável” ? Essa dimensão teórica não é um espaço também ?
    G) Se consideramos leis inteligentes, e que há uma inteligência evolutiva no universo e isso se expressa em toda matéria, nós os “racionais” somos consequências dessas leis ? Sua inteligência se concretiza em nós, mediante “Adaptabilidade”?
    H) Mas o nome Deus é criação humana, palavra no Plural (com Deu(s)), então eles são energias criadoras;;; suas leis, os objetos criados, e o diabo do ser humano e dos possiveis espiritos que teimam não morrer ?
    I) Ou se Deus não for material, e nem baseado em “anti-matéria” ?
    J) Esse algo em que nem podemos entitular de Deus, se existir, apenas chama-lo de algo, de desconhecido — Mas se por ventura tivermos alguma identificação com ele, Será que somos deuses ou demonios ?, ou simpleste animais subjugados por leis universais e principios caoticos ?
    K) Afinal Esse algo que criou o cosmos e o Kaos, e se manifesta nele, se existir só pode ser um louco.

    Ou simpleste não o entendo!!! Ele até pode afirmar que está pouco se ferrando pra quem os entende ou não. E também falar aos ouvidos; a desgraçada da gravidade, as super novas, buracos negros , gálaxias e sistemas solares, me expressam..ou eu as expresso, ou eu nem estou neste universo….Ou melhor ainda Eu Sou a evolução , a involução….Mas eu não sou elas de fato…

    Bem, eu Afirmo que creio num Deus, ou melhor em Algo, que não sei o que é !
    Afirmo que creio em Algo não inventado, mas que podem inventar muito sobre Ele !
    Desafirmo Credos, por que nem sei se são as religiões são caminhos para se chegar em algum lugar !
    Nem mesmo creio na ciência (que estúpido isso, desde quando a ciência é algo para ser “Crido”, pois é)
    Bem, mal eu sei porque essa lingua existiu, se não acho palavras e conceitos abragentes o bastante para dizer que a vida não tem sentido, ou simplesmente o sentido achamos para ela —- e se inventamos algo, não seria essa mentira uma verdadeira obra de Deus (afinal dizem que somos semelhantes à ele), pois conforme nosso desenvolvimento mental, emotivo e fisico, podemos tornar-nos criadores do nosso próprio destino.
    Chego conclusão que só posso ser um louco, desses que não são varridos !!!

    • Sem querer ofender,

      1) se “simplista” é “considerando apenas os factos, evidências e deduções lógicas — ou seja, a realidade como é, e não como gostaríamos que fosse”, então tenho muito orgulho em ser “simplista”, e alguma pena de quem não o é.

      2) não apresentas evidências para nenhuma das hipóteses que dás, que não são melhores do que a tal hipótese do bule de chá em órbita de marte: não dá para provar que não são verdade, mas que razões há para acreditar nelas? Absolutamente nenhuma.

      3) de resto, além do “rambling” que é o teu comentário (admite, não estavas totalmente sóbrio ou isento de outras substâncias quando o escreveste, pois não?), passas muito tempo a dizer que és louco, que “deus” é louco, que não sabes nada sobre ele, que não sabes nada, ponto… para quê? E porquê tanto aparente orgulho nisso? Para quê bradá-lo aos céus desta forma? O “só sei que nada sei e sou louco demais para saber seja o que for” não é suposto ser motivo de orgulho…

  5. Fernando Caesar diz:

    Caro Dehumanizer Respondendo diretamente aos seus respectivos “ramblings” 1), 2) e 3).

    1) se “simplista” é “considerando apenas os factos, evidências e deduções lógicas — ou seja, a realidade como é, e não como gostaríamos que fosse”, então tenho muito orgulho em ser “simplista”, e alguma pena de quem não o é.

    Definição no Dicionário Aurélio de Simplista: adj. Em que há simplismo, simplicidade exagerada; ingênuo: espírito simplista. / s.m. e s.f. Pessoa que raciocina ou age com simplismo.(nos demais dicionários, definição Idem). Não foi cogitada a palavra simplicidade e sim Simplista, que é um exagero em sua forma.

    2) “não apresentas evidências para nenhuma das hipóteses que dás, que não são melhores do que a tal hipótese do bule de chá em órbita de marte: não dá para provar que não são verdade, mas que razões há para acreditar nelas? Absolutamente nenhuma.”

    Bem se eu Afirmar que não existe um “Unicórnio Ateu de cor rósea purpúrea” dentro da “cabeça” de Bertrand Arthur William Russell. (vocês poderiam dizer que eu estou certo, e até que há evidências claras de que como um homem que combatia a mistificação poderia ter em mente um objeto tão místico e absurdo como este dentro de sua mente.)
    Agora se eu Afirmar que esse mesmo “Unicórnio Róseo Purpúreo”, existe na mente de um Lunático, chamado Adolf Hitler (vocês poderiam dizer que isso é possível, pois há evidências claras de que um homem assim é passível de tais sandices.)

    Obs: Levando em conta que esse Unicórnio é subjetivo, nas mentes do sujeitos, como uma forma imaginária, e portanto nada objetiva.

    Desconsidere o que está sob parênteses, pois é uma maneira “ilustrativa” (talvez exagerada) de como o pseudo-científico enxerga como evidências claras, sejam elas de negação ou afirmação de existência, aquilo que determinantemente do ponto de vista cientifico não poderia; Aceitar ou Refutar. (Levando em consideração apenas os três primeiros mandamentos do Decálogo de Russell – uma brincadeirinha tosca: “1. Não tenhas certeza absoluta de nada. 2. Não consideres que valha a pena proceder escondendo evidências, pois as evidências inevitavelmente virão à luz. 3. tentes desencorajar o pensamento, pois com certeza tu terás sucesso” – Três crenças bem assustadoras, e absolutamente refutáveis, que tentam ser complementares aos Mandamentos Religiosos de determinada religião)

    A historinha do bule, não passa de “Solicitação de Alegação”, do tipo de brincadeirinha de criança: “Você alegou primeiro que o papai Noel não existe, você vai ter que provar que ele não existe ! “ ou “Você alegou que Papai Noel existe, você vai ter que provar que ele existe!”

    (segundo o pensamento distorcido; não se precisa provar a inexistência – “Se não Provar, não existe” , e isso é pura falácia, e quem deve provar é quem afirma)

    Mas lembre-se há alguns “malucos” ai se passam de Papai Noel no Fim do ano dando presentes pra determinadas comunidades, ou seja, existem pessoas que fazem o mesmo papel do Papai Noel, o conceito lúdico que as crianças normalmente tem de Papai Noel não é exatamente de ser encantado, para uma criança o encantado e o real se misturam, portanto se existir um Tal Joaquim que se veste de Papai Noel, para muitas tanto faz ele ser o padeiro da esquina ou o empresário de uma fábrica de brinquedos, o que elas normalmente enxergam como o Noel, é um doador de presentes.

    3) Não deveria responder à alguém que não entendeu o espírito da brincadeira… Mas mesmo assim vou responder .

    a) de resto, além do “rambling” que é o teu comentário (admite, não estavas totalmente sóbrio ou isento de outras substâncias quando o escreveste, pois não?),

    Eu pessoalmente, Não uso nem um tipo entorpecente, meu cigarrinho e meu café, de vez em quando uma cervejinha com amigos. Por que ? Você está a procura de algum Ópio, Rachiche, Heroína , ou você é como os muitos religiosos que dizem a mente é algo sagrado, para se vender tão facilmente aos alucinógenos do mundo ? Eu particularmente não trafico, e acho que quem faz, deve ser posto na cadeia !

    b) passas muito tempo a dizer que és louco, que “deus” é louco,

    Quando disse Louco (no estilo delirar) estava mais me divertindo, utilizando o Pensamento do Richard Dawkins, que simpatiza com a observação de Robert Pirsig quando disse: “quando uma pessoa tem uma insanidade, chama-se a isso ‘delírio’; quando muitas pessoas sofrem de um delírio, chama-se a isso religião.” Acredito que você ter estudado a fundo Russell, e Dawkins (figura de 2 classe se comparada a Russell), pois seu discurso foi pego deles, então pensei em dar colaboração dramática-artistica ao seu notório saber científico.

    c) que não sabes nada sobre ele, que não sabes nada, ponto… para quê?

    Ao me referir a “não saber” (não que estivesse parafraseando Sócrates), queria realmente saber o que você sabe esse respeito, para provar que “Não Existe Criação no Universo”, “Que Evolução sempre existiu”, ou responder “O que é a evolução, e existe involução ?” . Num precisa recorrer a Darwin (que já sei cor), e pior que concordo e muito com “Be A Ba” dele.

    d) E porquê tanto aparente orgulho nisso? Para quê bradá-lo aos céus desta forma? O “só sei que nada sei e sou louco demais para saber seja o que for” não é suposto ser motivo de orgulho…

    Lembre-se do que tio Richard Down.. disse: “Ateístas deveriam ser orgulhosos, não apologéticos, pois o ateísmo é a prova de uma mente saudável e independente. “

    Nietzsche (com o charme do velho ateísmo), já criticava a humildade doentia imposta pelas religiões. Você não é obrigado a ser humilde, e nem Soberbo, faça o que você quiser (desde não seja contra as leis, a ética e ao bem estar social) !

    ESPERO QUE VOCÊ DEIXE PUBLICADO O QUE DISSE, UMA VEZ QUE VOCÊ RESPEITA A LIBERDADE DE PENSAMENTO E A DISCUSÃO,,, E QUEEU RESPEITEI AS REGRAS DO SEU BLOG, RESPONDENDO por VEZES DA MESMA FORMA QUE VOCÊ ME RESPONDEU.