Arquivo da Categoria ‘Diversos’

Criaturas das Profundezas

Sexta-feira, 3 de Abril, 2009

Aviso: este post contém Nightmare Fuel. Para proteger as mentes mais sensíveis, há uma divisão a seguir, e precisam de clickar no “Ler o resto desta entrada” para ver o resto. Para quem esteja a ver isto num agregador… tough luck. 😈

(mais…)

Adeus, Mário :(

Segunda-feira, 23 de Março, 2009

Tal como a outros, a notícia da morte do Mário Gamito apanhou-me completamente de surpresa – sobretudo porque tinha trocado mails com ele, e tido comentários dele noutro blog meu, há menos de 24 horas, que em nada fariam suspeitar de tal coisa.

Nunca conheci o Mário pessoalmente, mas lia os posts dele (pelo Planet Geek) há anos (desde bem antes de eu próprio estar lá), além dos contactos mais recentes que mencionei no parágrafo anterior. Sempre me pareceu uma pessoa de emoções e personalidade fortes, que, quando discordava de nós, dava luta. Gostava de boa música, como Pink Floyd. Era um geek, e essencialmente boa pessoa. Nunca pensei que uma coisa destas pudesse acontecer assim. Um dos comentários dele ontem foi por um assunto tão “leve” como dietas e perda de peso.

Espero que a família, e em especial o filho, recuperem disto. E espero que o Mário, pelo menos numa boa parte da sua vida, tenha sido feliz.

O desafio do pequeno-almoço

Quinta-feira, 19 de Março, 2009

Alguém o aceita? 🙂

Sexta-Feira 13

Sexta-feira, 13 de Março, 2009

Já repararam? 🙂

Anyway, como não sou supersticioso, tenho de falar de outras coisas neste post.

Por exemplo: quem me conhece (ou mesmo quem simplesmente tenha lido certo tipo de posts aqui) sabe que muitas vezes me irrito muito com o trânsito, tanto por causa da incompetência dos outros condutores, como, mais ainda, pelo facto de eles se estarem completamente nas tintas para o facto de porem outros em perigo. Não fico violento de forma externa (se bem que já cheguei a perturbar passageiros), mas sou capaz de me irritar a sério “para dentro”, ao ponto de ficar a pensar nisso mesmo depois de sair do carro. Não devia, eu sei.

E isso acontece quer esteja em silêncio, quer esteja a ouvir música, coisa que adoro fazer, e que em geral é algo que faço sempre que conduzo. Por muito que esteja a adorar o que estou a ouvir, o facto de o idiota da frente não saber fazer uma rotunda na sua faixa e me ter obrigado a fazer uma travagem brusca para não levar com ele deixa-me sempre furioso.

Mas descobri uma excepção a isto: quando ouço audiobooks.

Não sei porquê, deixam-me num estado de calma que nada parece abalar. Já o tinha notado há tempos, ao ouvir o “World War Z”, e estou a notar isso outra vez desde ontem, quando comecei a ouvir o “The God Delusion”. E, uns anos atrás, aconteceu o mesmo a ouvir a série de rádio do “Hitchhiker’s Guide to the Galaxy” (que existiu antes do livro). Curiosamente, nos três casos eu já tinha lido os respectivos livros em papel; talvez isso me deixe mais relaxado ao ouvir aquilo, porque tenho memória suficiente dos assuntos para não perder o fio à meada por alguma distracção ou ruído exterior me fazer perder uma palavra.

O que é certo é que é uma paz. Conduzir – mesmo em bichas (blá blá blá, sempre quis dizer “fila” em português, não me chateiem com influências brasileiras, etc. etc.) – deixa de ser um pesadelo para quem tem pouca paciência; pelo contrário, se o trânsito está lento, é uma forma de “ler” mais.

Nunca o experimentei fazer, mas já vi quem dissesse que lê a maior parte dos livros na sua vida enquanto faz jogging. Será que existe uma maneira de fazer exercício sem me aborrecer de morte? Tenho mesmo de experimentar (e ver se o leitor de MP3 portátil que tenho lá em casa ainda mexe, ou então tentar fazer uso do telemóvel para isso).

Por falar em livros, acabei hoje o “Personal Development for Smart People” do Steve Pavlina, e vou agora para o “Dreams of My Father” do Barack. Já li os primeiros capítulos deste, e parece-me óptimo.

Infelizmente, não ando a jogar virtualmente nada (se bem que tenho andado a fazer os tutoriais no Chessmaster 11), mas hoje vi que o Red Alert 3 estava no Steam, e deixei-o em casa a downloadar. Já vi a intro dele (na demo na Xbox 360), com o grande Tim Curry, e é de partir a rir. 🙂

Face Your Manga

Sábado, 28 de Fevereiro, 2009

Andava há meses com curiosidade sobre de onde é que vinham as várias caras estilizadas de várias pessoas que conheço, muito usadas em Twitters, blogs, agregadores de blogs e coisas do género. Mas nunca perguntei às várias pessoas, talvez por querer descobrir isto sozinho, talvez, paradoxalmente, por preguiça de o fazer (é mais fácil googlar do que meter conversa com alguém com quem não falo há meses, e passar por todos os “olás como estás, o que tens feito”… já sei, sou um anti-social nojento). Não é que tenha passado meses a procurar isto; lembro-me de há tempos ter googlado por “face generators” ou “face creators”, e variantes disso, mas não achei este, especificamente.

Mas hoje, finalmente, cheguei lá. É o Face Your Manga, e é bem fácil de usar.

Aqui está o meu auto-retrato, feito em menos de 5 minutos (um pouco optimista em relação ao comprimento do cabelo, que ainda está a um mês ou dois de chegar aí, mas é preciso pensar no futuro, e essas coisas):

deh-manga-avatar

Discussão e Agressividade

Terça-feira, 10 de Fevereiro, 2009

We must begin with a few round truths about myself: when I get into a debate I can get very, very hot under the collar, very impassioned, and I dare say, very maddening, for once the light of battle is in my eye I find it almost impossible to let go and calm down. I like to think I’m never vituperative or too ad hominem but I do know that I fall on ideas as hungry wolves fall on strayed lambs and the result isn’t always pretty. This is especially dangerous in America. I was warned many, many years ago by the great Jonathan Lynn, co-creator of Yes Minister and director of the comic masterpiece My Cousin Vinnie, that Americans are not raised in a tradition of debate and that the adversarial ferocity common around a dinner table in Britain is more or less unheard of in America. When Jonathan first went to live in LA he couldn’t understand the terrible silences that would fall when he trashed a statement he disagreed with and said something like “yes, but that’s just arrant nonsense, isn’t it? It doesn’t make sense. It’s self-contradictory.” To a Briton pointing out that something is nonsense, rubbish, tosh or logically impossible in its own terms is not an attack on the person saying it – it’s often no more than a salvo in what one hopes might become an enjoyable intellectual tussle. Jonathan soon found that most Americans responded with offence, hurt or anger to this order of cut and thrust. Yes, one hesitates ever to make generalizations, but let’s be honest the cultures are different, if they weren’t how much poorer the world would be and Americans really don’t seem to be very good at or very used to the idea of a good no-holds barred verbal scrap. I’m not talking about inter-family ‘discussions’ here, I don’t doubt that within American families and amongst close friends, all kinds of liveliness and hoo-hah is possible, I’m talking about what for good or ill one might as well call dinner-party conversation. Disagreement and energetic debate appears to leave a loud smell in the air.

Stephen Fry, 2007

Ao trocar ontem uns mails com aquela que ultimamente tem sido a comentadora mais frequente no Ostras, e que coincidentalmente ou não (ler o excerto acima) está a viver em Inglaterra há já algum tempo, lembrei-me de uma entrada no blog do Stephen Fry (entre muitas outras coisas, é o Melchett e o Wellington no Blackadder), escrita estando ele a viajar pelos EUA, e em que ele fala das diferenças entre as culturas inglesa e americana ao discutir – que, mesmo sem entrar em ataques pessoais, a forma de discutir no UK tende a chocar os americanos pela sua agressividade. Leiam o excerto acima, se não o fizeram já.

Eu confesso que cresci a acreditar que atacar ideias (ao invés de atacar pessoas) nunca seria encarado por nenhum ser racional como um ataque pessoal, nem devia ferir sentimentos ou susceptibilidades, mas o que é facto é que a vivência ensinou-me que a realidade é – infelizmente – bem diferente. Talvez por isso, tendo participado em muitas discussões, tanto cara-a-cara como em vários blogs – incluindo este, mas sobretudo o Way of the Mind –, seja bem mais “soft” no meu ataque às ideias de outra pessoa, quando as considero erradas, absurdas, auto-contraditórias e oriundas de a pessoa nunca ter pensado muito na questão, ou ter dificuldade em questionar coisas em que sempre acreditou. Não devia ser preciso, mas é… ou será?

É verdade que a maior parte das pessoas não consegue separar as ideias dos donos delas – sobretudo quando se trata do seu próprio caso. Dizer algo tipo “estás errado, por isto, isto e isto” não devia nunca ser ofensivo – pode ser uma “waking call”, e uma pessoa arrogante e orgulhosa pode sentir-se humilhada e ferida no seu orgulho, mas não é uma ofensa pessoal, e só um idiota é que o encara como tal. Mas, infelizmente, é – e eu próprio noto que caí na armadilha, já que, apesar de não ter papas na língua a criticar coisas como a religião em posts, tenho especial cuidado para não ofender visitantes em respostas aos comentários deles. Simpatia e cortesia são coisas positivas, sem dúvida, mas será que sou cuidadoso demais?

Opiniões?

Coincidências, “Signs”, e afins…

Terça-feira, 3 de Fevereiro, 2009

Li recentemente (suponho que para infelicidade dele 🙂 ) o post do Mário Gamito sobre o monólogo do Mel Gibson no "Signs" do M. Night Shyamalan, que passo a citar (imagino que o Mário não se importe com o copy & paste; afinal, isto vem de um filme):

People break down in to two groups. When they experience something lucky, group number one sees it as more than luck, more than coincidence. They see it as a sign, evidence, that there is someone out there watching out for them. Group number two, sees it as just pure luck, a happy turn of chance. I’m sure that people in group number two are looking at those fourteen lights in a very suspicious way.
For them, the situation is a fifty-fifty: could be bad, could be good. But deep down, they feel that whatever happens, they’re on their own and that fills them with fear.
Yeah, there are those people. But there’s a whole lot of people in the group number one. When they see those fourteen lights, they’re looking at a miracle and deep down, they feel that whatever is going to happen, there will be someone there to help them and that fills them with hope.
See, what you have to ask yourself is what kind of person are you ? Are you the kind who sees signs, sees miracles ? Or do you believe that people just get lucky ?
Or look at the question this way: is it possible that there are no coincidences ?

A razão pela qual não respondo a isto no blog do Mário, como pensei inicialmente fazer, é que eu chego exactamente à conclusão oposta, e isto tende a ser um assunto “sensível” para muita gente. Prefiro, assim, responder aqui – não ao post do Mário, que não afirma nada, só implica, mas ao personagem do Mel Gibson – e, por conseguinte, ao Shyamalan, que pelos vistos entrou na sua “fase religiosa” com este filme (da qual aparentemente ainda não saiu), depois de ter feito dois que eu adorei de uma ponta à outra1.

A questão aqui é a seguinte: no universo do filme efectivamente não há coincidências. Tudo acontece por uma razão, e há um ser superior a cuidar de tudo. Porquê? Porque o autor do filme assim o determinou, obviamente. Isto chama-se “ficção”. Considerando o que acontece no filme (e esquecendo a idiotice de extraterrestres ultra-mega-vulneráveis à água invadirem um planeta que visto do espaço tem este aspecto), o personagem tem todas as razões para acreditar nisso. É um universo em que não há coincidências, sem dúvida, em que tudo tem um significado, mesmo que este só seja visível anos ou décadas depois. Se ele mesmo assim não acreditasse nisso, seria o típico flat earth atheist, alguém que não acredita em magia num mundo em que ela acontece, que não acredita em deuses num mundo em que eles interagem connosco regularmente.2

Felizmente ou infelizmente (eu fico-me pela primeira), o universo em que vivemos não é como o universo do “Signs”. É um universo em que não há ninguém a segurar-nos na mão, em que coincidências a todo o momento, que não acontecem por nenhum desígnio ou razão especial. Um universo que não cuida de nós, em que não somos o centro do mundo, e em que, limitado pelas leis da física, tudo pode acontecer. Um universo em que temos de ser adultos, e não crianças, em que o wishful thinking e “leis da atracção” não funcionam, em que toda a fé do mundo não consegue fazer um grão de areia mover-se um milímetro.

Este universo parece cruel, não é? Mas não o é, realmente. Uma pedra, um rio, uma montanha, um oceano não são cruéis. É infantil (e antropomórfico) estarmo-nos a afogar e culparmos o mar pela sua “crueldade”. Infelizmente, é o que muita gente parece fazer em relação ao universo em que vive: querer que ele (ou algo nele) nos “segure pela mão”. Porque a realidade assusta.

Sem dúvida que pode assustar. Muito. Também me assusta a mim, por vezes, e isto apesar de não ver deuses nem demónios nem espíritos nem nada sobrenatural que seja impossível para mim compreender. Mas é o que temos.

Agora, podes sentar-te num canto e chorar, ou levantar-te, ver as coisas como são (e não como gostarias que fossem), ser honesto com a realidade em que vives, ir à luta, e crescer.

  1. sim, o “Unbreakable” é genial, e se não o acham, é porque não perceberam nada. 🙂 []
  2. curiosamente, há muitos crentes que vêem todos os ateus como flat earth atheists… mas isso fica para outro post. []

Ainda sobre "ser compreensivo"

Sábado, 31 de Janeiro, 2009

Imagina que tens de decepcionar alguém.

As especificidades não interessam para aqui; por exemplo, tens coisas combinadas com várias pessoas para um período de tempo, mas uma avalanche de trabalho, cansaço, ou outra razão obriga-te a cancelar uma dessas coisas.

Supõe que os candidatos a decepcionar são os seguintes:

  • O gajo A é muito emotivo, e vai reagir mal à decepção. Não vai necessariamente ficar fisicamente violento, mas vai “explodir”, gritar contigo, acusar-te de não dares valor nenhum à sua amizade, descrever-te usando vários termos pouco simpáticos, e não te vai querer ver tão cedo.
  • O gajo B é também muito emocional, mas neste caso as emoções levam-no a uma atitude depressiva e auto-destrutiva, causada por pouca auto-estima. Vai dizer N coisas que activarão o teu sentimento de culpa, vai-te lembrar de como isto era importante para ele, de como o feriste na alma, e pode até chorar ou falar em suicídio. Sim, há pessoas assim.
  • O gajo C, por outro lado, não consegue esconder a tristeza durante meio segundo, mas rapidamente se controla, força um sorriso para não te preocupares, e diz “OK, eu compreendo; a gente fala depois.” Não se irrita, não faz birras, continuará a falar contigo sem problemas, e, se não fosse aquele meio segundo inicial, até acreditarias que ele realmente não deu qualquer importância à coisa.

Imagina que és tu (seja quem fores; este post não é decicado a ninguém especificamente) neste caso. Queres apostar como, quase de certeza, vais escolher decepcionar o gajo C?

E isso não te faz sentir injusto/a e cobarde?

Lipton Green: muito bom

Segunda-feira, 19 de Janeiro, 2009

Lipton Ice Tea Green Isto parece um anúncio, mas não é. 🙂 Descobri finalmente um iced tea (“ice tea”, sem o “d”, é marca registada da Lipton; o tipo de produto é iced tea; vêem o que aprendem comigo?) que não só sabe deliciosamente bem, mas também não enjoa.

O meu problema com a maior parte das bebidas não alcoólicas é a quantidade brutal (para o meu gosto) de açúcar que elas levam. Eu, que não sou fanático por doces, acho a maior parte dessas bebidas extremamente enjoativas, apesar de saberem bem inicialmente. O açúcar é tanto que às vezes quase nem se distingue o limão do pêssego da laranja da manga da maçã da cola. Podem não ter açúcar real, nas versões “diet”, mas continuam a ser docíssimas. I’m looking at you, Coca Cola Light. E os iced teas, em particular, tendem a ser terríveis, mesmo os de limão (os de manga conseguem ser ainda piores).

Este não. É delicioso, não é de forma alguma amargo; simplesmente não é tão doce que enjoa a meio do copo. Ainda por cima, tem um gosto diferente, quase exótico. Estou mesmo a gostar. O que quer dizer que mais dia menos dia o produto vai sair do mercado, por baixas vendas…

EDIT: acabei de reparar que, apesar de isto incluir chá (verde) e ser para beber gelado, não inclui “Ice Tea” no nome, que parece ser apenas “Lipton Green”. Mea culpa.

Curses! Foiled again!

Sexta-feira, 16 de Janeiro, 2009

Há bocado, ao dirigir-me ao Colombo para almoçar, pensei num tema para a possível 4ª parte da série “Coisas que me irritam” (coming soon to a theater near you): o facto de, no inverno, os centros comerciais serem tão aquecidos que uma pessoa só estaria confortável neles de t-shirt e calções (roupa raramente usada, convenhamos, no inverno, mesmo depois de se deixar o casaco no carro).

Mas… entro no Colombo, e surpreendo-me: a temperatura estava normal! Não suei por ir de camisa e calças de ganga, nem senti aqueles horríveis bafos de ar quente. Será que têm o aquecimento avariado, ou estão a poupar energia? Ou… could it be… será tudo um “plot” para frustrar este meu blog? Eles andam atrás de mim, eu bem vos digo. Frustraram-me removendo uma frustração… que ardiloso da parte deles! 🙂

Quando não desculpar os outros

Segunda-feira, 26 de Novembro, 2007

A maior parte das pessoas aprende exactamente como os cães: através de reforços positivos ou negativos, ou seja, de consequências agradáveis ou desagradáveis para as suas acções. Idealmente, isto não seria assim, e as pessoas teriam empatia, ética e racionalidade suficientes para perceber que uma atitude é errada mesmo que as consequências imediatas sejam positivas — como, por exemplo, ao roubar alguém. Mas tal não acontece. Se uma pessoa faz algo “mau”, como causar sofrimento a outros, e é “recompensada” por isso, fará o mesmo ou pior no futuro. E não falo de casos patológicos extremos, mas da generalidade das pessoas.

Por outras palavras, se alguém te trata mal e tu deixas passar, a pessoa tratar-te-á ainda pior no futuro. Não vale a pena pensares que a pessoa, “magicamente”, se vai aperceber do seu erro. Isso é coisa de contos de fadas. Se a pessoa for minimamente normal — e, mais uma vez, não me refiro a uma pessoa anormalmente cruel ou autista —, vai inconscientemente ser “treinada” para o facto de que as coisas correm bem — ou, pelo menos, não há consequências indesejáveis — ao magoar-te, ao fazer-te mal, ou ao usar-te de alguma forma.

Isto tudo para dizer que, muitas vezes, perdoar os outros não é uma coisa boa. Porque ao fazê-lo só estás a “treiná-los” para te continuarem a magoar impunemente.

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Multados por cumprir a lei? Os ridículos limites de velocidade

Quinta-feira, 4 de Janeiro, 2007

Há anos (basicamente, desde que comecei a conduzir) que digo que os limites de velocidades em Portugal são absolutamente ridículos, e que toda a gente é obrigada a desrespeitá-los, caso contrário o trânsito não andava. Que esses limites foram calculados há décadas, quando os carros eram muito menos seguros, era muito mais fácil (ou pelo menos mais barato) tirar a carta, e que são, de qualquer forma, “estimativas conservadoras” para abranger tanto os bons condutores como aqueles que nunca na vida se deviam aproximar de um volante (então porque é que os deixam conduzir?).

Existem sítios em Lisboa, por exemplo, que são rectas enormes, com 3 faixas para cada lado, e separadas no meio por uma barreira. O limite? 50 km/h. Alguém anda a essa velocidade? Uma vez experimentei, e parecia que estava parado em relação aos outros carros. No entanto, a polícia pode (e às vezes fá-lo) multar quem quiser… o limite é tão ridiculamente baixo que ninguém o segue, obviamente, logo 100% dos condutores ali está a quebrar a lei.

Bem, um tipo no Canadá obviamente concorda comigo, e fez uma experiência: ele e um amigo andaram, durante algum tempo, numa auto-estrada com 2 faixas para cada lado, lado a lado, exactamente no limite de velocidade.

O resultado? Provocaram uma fila enorme atrás deles, e foram multados… por cumprir a lei!

Obviamente, o que eles quiseram com isto foi sensibilizar as pessoas para como os limites são estupidamente baixos… mas não, as reacções continuam a ser “queres é conduzir à maluca”, “se os limites subirem, vai haver mais acidentes”, e parvoíces semelhantes. Porque as pessoas são incapazes de pensar e argumentar… e por isso fazem apelos idiotas para a emoção (“pensem nas criancinhas!!!”).

Feliz vocês-sabem-o-quê

Domingo, 24 de Dezembro, 2006

Provavelmente já não verão isto a tempo (que tipo sem vida é que lê blogs na tarde de dia 24 de Dezembro?), mas… feliz Natal, e essas coisas todas que se dizem nestas alturas.

E não, não é nenhuma contradição um ateu comemorar o Natal. Primeiro, o feriado era originalmente pagão, e é bem mais antigo do que o suposto nascimento de Jesus Cristo; segundo, para mim, tem mais a ver com tradição, com a família reunir-se, possivelmente trocar prendas, e conviver, o que, por alguma estranha (e estúpida) razão, está aparentemente proibida de fazer durante o resto do ano. 🙂

20061018

Quarta-feira, 18 de Outubro, 2006

Mais um com a DS.

Ando com uma micro-crise existencial. Não, não é nada de especial. Sao só umas pequenas coisas que tenho de resolver. Amanhã espero tratar já de algumas.

Ando a considerar uma alteração a este blog. Mas ainda não sei… Talvez faça mais sentido começar outro. É algo a pensar…

Amanhã levo os gatos ao veterinário, de manhã.

E fico por aqui. Já é tarde.

EDIT: afinal levo-os à tarde. Acordei menos cedo do que devia, e o veterinário só está aberto hora e meia de manhã; de tarde estou mais à vontade, e posso estar lá à hora de abertura.