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Indiana Jones sem o Indiana Jones

Segunda-feira, 19 de Janeiro, 2009

Inspirado vagamente no fenómeno “Garfield sem o Garfield” (um dia falo-vos mais disso em detalhe), e neste meu post recente, depois de pensar nos paralelos nas histórias dos Indiana Jones 1, 3 e 4, indaguei-me: será que ele faz alguma coisa de útil (além de entreter os espectadores)? Por outras palavras… como teriam acabado os filmes caso o Dr. Henry Jones Jr. tivesse ficado calmamente a dar aulas na faculdade?

1- os nazis conseguiam o medalhão completo, pelo que não precisariam do Indy para cavar no sítio certo. Capturavam a arca, mas depois tentariam abri-la (isso no filme é mencionado como uma precaução para não decepcionarem o Hitler; não teve nada a ver com as acções do Indy) e morriam todos. Fim: igual

2- é a excepção. Não só a aldeia ficaria em crescente miséria, mas as crianças permaneceriam escravas, e o culto espalhar-se-ia pela Índia e possivelmente o resto do mundo. Fim: bem pior.

3- os nazis teriam muito mais dificuldade em passar os 3 testes; assumindo que o conseguiam eventualmente, a Elsa enganaria na mesma o comandante com um cálice errado, mas depois tentaria levar o verdadeiro, provocando o inevitável desmoronamento e morte de todos os presentes. Fim: igual.

4- assumindo que os comunistas conseguem arranjar alguém que consiga “falar” com a caveira e chegar ao templo, são todos levados para outra dimensão pelos aliens, excepto a Cate Blanchett que fica outra vez 😉 com os olhos a emitir luz e depois transforma-se em pó. Fim: igual.

OK, admito que estou a simplificar um pouco. Há um ou dois personagens que teriam morrido ou continuado prisioneiros caso o Indy não tivesse feito o que faz melhor. Mas em termos de “vilões conseguem o que querem e dominam o mundo”, não haveria essencialmente diferença. 🙂

Mais 3 filmes vistos: Indy 4 e os Batmans do Christopher Nolan

Domingo, 18 de Janeiro, 2009

Já que passei o fim de semana basicamente em casa, que está neste momento um bocado parca em termos informáticos, aproveitei para ver uns DVDs, que passo a citar:

  • Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull: um bom filme de acção, como esperava; talvez mais virado para a comédia do que os anteriores. Está, também, muito mais exagerado do que os outros, que ainda eram filmes mais ou menos realistas (excepto, claro, as partes assumidamente mágicas). Neste, o conceito de realismo está claramente “out of the picture”.
    Uma coisa que me decepcionou um pouco é que repete demasiado o “esquema” do 1º e 3º filmes: o Indy e os colectivistas totalitários passam o filme inteiro a tirar um objecto uns aos outros, até que no fim são os colectivistas que o têm, e obrigam o Indy a ajudá-los de alguma forma, para depois, ao conseguirem activar o objecto em questão, serem todos mortos por ele. Já é o 3º filme basicamente com esta história (o “Temple of Doom” é a excepção).
  • Batman Begins: já o tinha visto no cinema, e foi bom revê-lo. Ainda acho que é o melhor filme do Batman, se bem que gosto dos dois do Tim Burton, também. Épico como poucos filmes são; o Batman em si está genial, com um fato, voz e presença fantásticos.
  • The Dark Knight: também muito bom, mas ainda acho que prefiro o anterior. O Joker está fantástico, mas certas coisas tambem começam a ser um pouco exageradas (não tanto como no Indy 4, mas bem mais do que no primeiro filme; isto é mais visível vendo um a seguir ao outro, como foi o caso). Achei também que o filme se arrasta um pouco lá para o fim, o que nunca aconteceu no primeiro. E falta a Katie Holmes… 🙂

Coisas que me irritam, parte 1

Sexta-feira, 9 de Janeiro, 2009

Mencionar a alguém que gosto de alguma coisa relacionada com ficção ou fantasia (ex. Tolkien, Star Trek, zombies, super-heróis, etc.), e a outra pessoa, muito assombrada, perguntar-me: “mas tu acreditas mesmo nessas coisas!?”

*suspiro* Não, não “acredito”. Será inconcebível que se tenha uma paixão por algo, e mesmo assim se mantenha a noção do que é real e não é? Será que gostar realmente de ficção é só para maluquinhos?

20060313

Segunda-feira, 13 de Março, 2006

Mais um título brilhante. 🙂

Finalmente, já estou a ultrapassar a dependência do café – já não me dói a cabeça. Very nice. 🙂

Acabei o Metroid Fusion. Finalmente! Foi um fim heróico – depois de ter pedido ajuda aos meus irmãos para cuidar de um dos botões – estava-me a faltar a concentração necessária para fazer tudo aquilo ao mesmo tempo – acabei por o conseguir, sozinho. Nem foi assim tão difícil, afinal – eu é que estava a fazer a coisa da forma errada.

Vou agora passar para o Metroid: Zero Mission, e continuar o Advance Wars e o Fire Emblem (este último está lindo). Depois… vou acabar o resto dos jogos que tenho. Ando a comprar mais do que jogo, o que não é bom – é altura de parar um bocado, e jogar o que já tenho. A mesma coisa em relação a livros.

Vi dois filmes no fim de semana: o “Pink Floyd – The Wall” e o “Land of the Dead“. Adorei os dois, se bem que, obviamente, por razões diferentes. O primeiro, nem sei como é que conseguiram fazer aquilo sem o censurarem – é muito perturbante, sobretudo conhecendo já o álbum e as letras das músicas. Além de que tem certas imagens que são mesmo… bem, não vou spoilar a coisa. O filme é como um videoclip do álbum inteiro, no fundo – não é um filme “normal”. Para quem goste da música, e não seja impressionável, recomendo.

O “Land of the Dead”, versão Director’s Cut, do grande George A. Romero… brilhante. Um bocado mais comercial do que os outros 3, mas ainda é claramente *dele*, os efeitos são óptimos, tem alguns actores conhecidos, e é óptimo voltar a ver zombies “clássicos” – não correm, não falam, e não comem só os cérebros. E continua bem o plot do “Day of the Dead”… e mais não digo sobre isso. 🙂 Não é um filme de terror – é, tal como os outros filmes do Romero, uma crítica social… com zombies. Acho que todos os filmes deviam ter zombies! 🙂 Comédias com zombies, romances com zombies, guerra com zombies, acção com zombies, terror com zombies (!), drama com zombies, ficção científica com zombies, filmes históricos com zombies…

O almoço de sábado correu bem, se bem que as iscas não foram tão boas como habitualmente. Na próxima terei de em empenhar mais na coisa – acho que tenho de ser mesmo eu a virá-las, e os temperos foram deficientes. Estavam boas, mas não estavam óptimas – e eu consigo fazer iscas “óptimas”. Hmm, iscas.. já estou a ficar com fome. 🙂

Mirror Mask

Segunda-feira, 12 de Setembro, 2005

Belo trailer. E do Neil Gaiman e Dave McKean! Quem é que poderia querer mais?

Faz-me lembrar o The Longest Journey, um dos melhores jogos de aventura de sempre. Tanto a história (pelo pouco que dá para deduzir do trailer), como o próprio estilo visual (se bem que também tem muito de McKean). Até a miúda é parecida com a April Ryan, do jogo… Hmmmmmm…

Bem, parecido ou não com o jogo (só dará para ver quando estiver no cinema, n’est ce pas?), deve ser fantástico.