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Sexta-Feira 13

Sexta-feira, 13 de Março, 2009

Já repararam? 🙂

Anyway, como não sou supersticioso, tenho de falar de outras coisas neste post.

Por exemplo: quem me conhece (ou mesmo quem simplesmente tenha lido certo tipo de posts aqui) sabe que muitas vezes me irrito muito com o trânsito, tanto por causa da incompetência dos outros condutores, como, mais ainda, pelo facto de eles se estarem completamente nas tintas para o facto de porem outros em perigo. Não fico violento de forma externa (se bem que já cheguei a perturbar passageiros), mas sou capaz de me irritar a sério “para dentro”, ao ponto de ficar a pensar nisso mesmo depois de sair do carro. Não devia, eu sei.

E isso acontece quer esteja em silêncio, quer esteja a ouvir música, coisa que adoro fazer, e que em geral é algo que faço sempre que conduzo. Por muito que esteja a adorar o que estou a ouvir, o facto de o idiota da frente não saber fazer uma rotunda na sua faixa e me ter obrigado a fazer uma travagem brusca para não levar com ele deixa-me sempre furioso.

Mas descobri uma excepção a isto: quando ouço audiobooks.

Não sei porquê, deixam-me num estado de calma que nada parece abalar. Já o tinha notado há tempos, ao ouvir o “World War Z”, e estou a notar isso outra vez desde ontem, quando comecei a ouvir o “The God Delusion”. E, uns anos atrás, aconteceu o mesmo a ouvir a série de rádio do “Hitchhiker’s Guide to the Galaxy” (que existiu antes do livro). Curiosamente, nos três casos eu já tinha lido os respectivos livros em papel; talvez isso me deixe mais relaxado ao ouvir aquilo, porque tenho memória suficiente dos assuntos para não perder o fio à meada por alguma distracção ou ruído exterior me fazer perder uma palavra.

O que é certo é que é uma paz. Conduzir – mesmo em bichas (blá blá blá, sempre quis dizer “fila” em português, não me chateiem com influências brasileiras, etc. etc.) – deixa de ser um pesadelo para quem tem pouca paciência; pelo contrário, se o trânsito está lento, é uma forma de “ler” mais.

Nunca o experimentei fazer, mas já vi quem dissesse que lê a maior parte dos livros na sua vida enquanto faz jogging. Será que existe uma maneira de fazer exercício sem me aborrecer de morte? Tenho mesmo de experimentar (e ver se o leitor de MP3 portátil que tenho lá em casa ainda mexe, ou então tentar fazer uso do telemóvel para isso).

Por falar em livros, acabei hoje o “Personal Development for Smart People” do Steve Pavlina, e vou agora para o “Dreams of My Father” do Barack. Já li os primeiros capítulos deste, e parece-me óptimo.

Infelizmente, não ando a jogar virtualmente nada (se bem que tenho andado a fazer os tutoriais no Chessmaster 11), mas hoje vi que o Red Alert 3 estava no Steam, e deixei-o em casa a downloadar. Já vi a intro dele (na demo na Xbox 360), com o grande Tim Curry, e é de partir a rir. 🙂

O que ando a fazer (4ª semana de Fevereiro)

Sexta-feira, 27 de Fevereiro, 2009
  • A ouvir: muita variedade: muitos Dio-based Black Sabbath, mas também ouvi coisas como Beatallica, Doro, Guns n’ Roses ou Leonard Cohen.
  • A ler: Continuo no “Equal Rites” do Pratchett (o tempo continua a ser pouco, já que em geral é preciso 1) estar a comer fora, e 2) estar a fazê-lo sozinho), comecei a ler a novelização do “The Incredible Hulk” pelo Peter David (filme que ainda não vi, mas pelo que estou a ler parece ter mais a ver com a era Bruce Jones do Hulk do que a original do Stan Lee, a do Bill Mantlo, ou mesmo a do próprio David), além de, à mesa, estar envolvido no “Essential The Rampaging Hulk” (comic), quase todo pelo Doug Moench, e até agora bem bom, com uma história do Jim Starlin lá pelo meio que é absolutamente brilhante.
  • A jogar: esta é fácil: “Chrono Trigger”. A sério, uma pessoa tem um jogo destes por acabar e pensa sequer em jogar outra coisa? 🙂

O que ando a fazer (3ª semana de Fevereiro)

Segunda-feira, 16 de Fevereiro, 2009
  • A ouvir: andei a deliciar-me com o DVD dos Heaven And Hell, em casa. De resto, não tenho ouvido muita música – é mais no carro, a ir e voltar do trabalho. Hoje, por exemplo, vim a ouvir Kamelot.
  • A ler: continuo no “Equal Rites” do Terry Pratchett e já avancei mais de 2/3 no “Personal Development for Smart People” do Steve Pavlina. Em BD, comecei ontem a ler o “Omega the Unknown” do Steve Gerber e Mary Skrenes; bem esquisito (no bom sentido) e um pouco hippie, como quase tudo o que o Steve “Howard the Duck” Gerber alguma vez fez. Também tenho andado a ler vários livros que tenho sobre papagaios.
  • A jogar: finalmente acabei o “Ace Attorney 3” pela segunda vez. Continuei o “Advance Wars: Days of Ruin” e voltei a pegar no “Fire Emblem: The Sacred Stones” na GBA (já que descobri que o meu cartucho do primeiro “Fire Emblem” deixou de conseguir gravar posições, pelo que tive de ir para o segundo jogo); anyway, está a ser óptimo, se bem que bastante difícil, como é normal na série. Na Xbox 360 saiu na Live Arcade, e comprei logo, o “R-Type Dimensions”, um remake dos R-Types 1 e 2, com novos gráficos 3D (mas opção de jogar com os originais), a possibilidade de jogar com vidas infinitas para conseguir ver o jogo todo (a pontuação aí é inversamente proporcional ao número de vidas perdidas) e um modo cooperativo que não existia nos originais. É, no entanto, muito mais difícil e rápido do que eu me lembrava…

O que ando a fazer (2ª semana de Fevereiro)

Segunda-feira, 9 de Fevereiro, 2009
  • A ouvir: ao contrário da semana anterior, não andei focado especificamente numa banda ou género musical; segundo o last.fm, ouvi mais Death, Accept, Gamma Ray, Andi Deris e Jean Michel Jarre. Claro que o last.fm não apanha o que ouço no carro (ainda!), mas as viagens têm sido suficientemente curtas para não andar a ouvir álbuns inteiros (coisa que sempre preferi, ao contrário das “massas”, que preferem ouvir “hit singles”, e cujas colecções de MP3s em geral incluem 1-3 músicas de cada álbum).
  • A ler: acabei o “The Light Fantastic”, e comecei o “Equal Rites”, também do Terry Pratchett. Estou a gostar cada vez mais do autor. Não avancei mais no livro do Steve Pavlina por falta de tempo, mas tenho andado também a reler partes do “Usagi Yojimbo”, do Stan Sakai, e tenho mesmo de encomendar o resto dos paperbacks (arranja-se quase tudo na net, mas não é a mesma coisa, além de que me sinto estranhamente mal por estar a roubar uma obra em um dos principais temas é a honra e a integridade).
  • A jogar: avancei mais no “Grand Theft Auto 4” e no “Ace Combat 6”, mas neste momento estou encalhado em ambos, curiosamente em missões compridas e nas quais não dá para gravar o jogo a meio. Isto é algo infelizmente muito frequente nos jogos, para esticar artificialmente o tamanho dos mesmos e poder dizer “40-60 horas” na parte de trás da caixa; esquecem-se de que nem toda a gente tem 15 anos e mais tempo livre do que consegue usar. Não vou desistir, mas realmente dá menos vontade de pegar num jogo quando sabemos que vamos ter de passar os primeiros 5-10 minutos a repetir uma missão que já tentámos mais de 10 vezes, e a qual provavelmente não vamos passar nas primeiras vezes. Ainda por cima, a missão no “Ace Combat” é de “stealth”… pessoal, este não é o género de jogo certo para isso! Anyway, além desses, joguei o início do “Fallout 3”, continuei o “Oblivion” (tudo isto na 360, até agora), e, na DS, continuei o “Ace Attorney 3”, e voltei a pegar no “Advance Wars: Days of Ruin” (conhecido como “Dark Conflict” na Europa, mas eu li previamente que a tradução americana estava muito melhor (foram feitas por equipas diferentes), e preferi essa). Por último, na Wii finalmente experimentei o “Endless Ocean”, jogo que quero explorar (literalmente 🙂 ) com mais tempo.

O que ando a fazer (1ª semana de Fevereiro)

Terça-feira, 3 de Fevereiro, 2009

Estou a pensar começar, com este, uma série de posts regulares sobre o tema descrito no título. É bem possível que eventualmente me farte, e é bem provável que ocasionalmente salte semanas. Além disso, estes posts têm a ver com entretenimento:  livros, videojogos, filmes, música, e afins. Questões diferentes, quando as quiser partilhar com os meus infindáveis 🙄 leitores1, terão os seus próprios posts.

Anyway:

  • A ouvir: Death, sobretudo. Refiro-me à banda Death, e não a todo o género death metal. Depois de me ter realmente irritado / ficado triste (para mim há pouca diferença) há uns dias, comecei a ouvir isso no carro2, e, mesmo já tendo resolvido essa questão (andando, por isso, normalmente bem), tem-me apetecido continuar a ouvir o infelizmente falecido Chuck Schuldiner e companhia. Tenho ouvido, sobretudo, os álbuns “The Sound of Perseverance” (ainda o meu preferido, e o primeiro que comprei deles, na altura sem os conhecer de lado nenhum), “Symbolic” e “Human”.
  • A ler: “The Light Fantastic” do Terry Pratchett no telemóvel (ou seja, quando almoço fora de casa, sozinho), e “Personal Development for Smart People” do Steve Pavlina, na cama. Este último terá mais uns posts sobre ele, em breve, mas posso já adiantar que estou a adorá-lo, e ainda não vi nenhum do misticismo new age que às vezes poluía o brilhantismo do blog dele. É mesmo um livro muito inteligente e honesto sobre como nos melhorarmos a nós próprios e às nossas vidas. Quem me conhece perguntará: e então quando comes em casa? Bem, isso inclui-se na secção seguinte, actualmente…
  • A jogar: “Phoenix Wright Ace Attorney: Trials and Tribulations” na DS, quando como sozinho em casa. Joga-se perfeitamente bem com a caneta, pelo que é óptimo para jogar enquanto como. 🙂 Só o acabei uma vez, quando o comprei há mais de um ano, e estou a adorar voltar ao que é, para mim, ainda o melhor dos 4 jogos da série. De resto, na Xbox 360 ando ocupado com o “Grand Theft Auto 4” e “Ace Combat 6: Fires of Liberation”, e comecei também recentemente o “Half Life 2”, do pacote “Orange Box”, que nunca joguei na vida. Acabei de apanhar o pé-de-cabra, mas fico por aqui até acabar um dos outros dois, que já requerem atenção suficiente.
  1. isto porque vocês são muito altos, naturalmente. []
  2. até hoje, e já ouço música há uns bons anos, ainda não descobri nada que me “tirasse da fossa” tão bem, que me fizesse sentir tão rapidamente melhor, do que música extremamente pesada, complexa e técnica, em especial Death, e em especial o “Sound of Perseverance”. Nunca vou entender como é que a maior parte das pessoas ouve música triste (é como curar uma doença apanhando outra) ou alegre (já é melhor, mas, se estamos mesmo mal, parece-nos algo falso, artificial)… []

Coisas que me irritam, parte 1

Sexta-feira, 9 de Janeiro, 2009

Mencionar a alguém que gosto de alguma coisa relacionada com ficção ou fantasia (ex. Tolkien, Star Trek, zombies, super-heróis, etc.), e a outra pessoa, muito assombrada, perguntar-me: “mas tu acreditas mesmo nessas coisas!?”

*suspiro* Não, não “acredito”. Será inconcebível que se tenha uma paixão por algo, e mesmo assim se mantenha a noção do que é real e não é? Será que gostar realmente de ficção é só para maluquinhos?

Nova Fronteira

Quarta-feira, 7 de Fevereiro, 2007

Para variar um pouco do tema dos últimos posts… 🙂

Depois de terminar a minha 4ª leitura do Atlas Shrugged, comecei há dias a ler uma série, Star Trek: New Frontier, do grande, magnífico, incomparável Peter David.

Star Trek: New Frontier

Dizer que “estou a adorar” parece um pouco banal e previsível, mas é a verdade. Os livros são “page turners”; para quem não conhece o termo, são livros difíceis de largar, porque cada página é fascinante, e a página seguinte promete, sempre, sê-lo ainda mais. São livros acessíveis, mas ao mesmo tempo inteligentes, sem insultar o leitor de alguma forma. São livros que podem ser lidos por quem não conheça nada de Star Trek, mas ao mesmo tempo têm montes de “bónus” para quem, efectivamente, conheça. E têm um sentido de humor inteligente que… bem… é Peter David. 🙂

São mais “adultos” (e não me refiro aqui a violência e sexo, se bem que também parece haver um pouco mais de ambos) do que o normal em Star Trek, mas para quem prefere a Next Generation e o Deep Space 9 às séries que se seguiram, será perfeito.

Eu recomendaria estes livros até mesmo a quem não conhece nada de Star Trek, mas não sou uma celebridade, e não estou a ver as “multidões” de leitores a seguirem um conselho meu. Bem, quando for famoso, posso-vos mostrar este post como prova de como não me ligaram até, efectivamente, ser famoso, seus ingratos cegos. 😀

World War Z: absolutamente imperdível

Sexta-feira, 22 de Setembro, 2006

World War Z

Dos melhores livros que li nos últimos tempos. Uma obra de arte, do autor do Zombie Survival Guide.

O livro passa-se 10 anos depois do Grande Pânico e da guerra mundial com os zombies, que esteve para ser perdida. O autor entrevista inúmeros personagens ao redor do mundo, que participaram em várias fases da guerra – desde o médico chinês que examinou o “Paciente Zero”, passando por soldados, políticos, um otaku japonês, um treinador de cães, e muitos outros. Os relatos são tão realistas como… bem, como se tudo isto fosse real. Não é um livro de “terror” ou coisa parecida. Lê-se mais como um documentário, mas um documentário pessoal, de quem esteve lá. É daqueles livros que, a meio, nos obriga a dizer a nós próprios: “calma, não existem realmente zombies…”

Recomendo vivamente.

The Rats

Quarta-feira, 3 de Maio, 2006

Li, no fim de semana, o “The Rats”, de James Herbert. Curto (lê-se em poucas horas), mas gostei. Boa atmosfera, e bom “plot”.

O livro é de 74, mas, curiosamente, eu já andava para o ler há uns anos, por causa de um antiquíssimo jogo de Spectrum, do qual tinha lido uma crítica num jornal português, e tinha ficado com o jogo na cabeça. Só o experimentei muitos anos mais tarde, e é, provavelmente, dos jogos de 8 bits mais assustadores e envolventes de sempre, apesar de como jogo nem ser nada do outro mundo. Mas é óptimo a criar a sensação de “suspense” e terror, só através de texto, e do som de um coração a bater mais depressa ou devagar. E o som de ratazanas a roer uma porta… com o coração a bater cada vez mais depressa… é algo a ser experimentado. 🙂

The Rats

Voltando ao livro, ele tem 2 sequelas, que já tenho, e vou ler em breve. Mas vou ver se acabo o “The Magus” primeiro…

Harry Potter #6

Sábado, 10 de Setembro, 2005

Acabei hoje de re-ler o “Stone of Tears”, do Terry Goodkind, e comecei de seguida a ler o “Harry Potter and the Half-Blood Prince”, da… ah, vocês sabem. 🙂

Parece bom, se bem que ainda só vou no 2º capítulo (comecei já no fim da refeição – das melhores alturas para ler :)).

Espero que esteja tão bom como o 5º, do qual pareço ser o único à face da Terra a ter gostado (muito, até – deve ser o meu lado Objectivista :))