Arquivo da Categoria ‘Opinião’

O que nos últimos anos tem sido cada vez mais a minha opinião sobre o “Natal”

Quarta-feira, 16 de Dezembro, 2009

I want YOU to spend a lot to prove you love your family

Sim, eu continuo a celebrá-lo (é um feriado muito mais antigo do que o Cristianismo, por curiosidade), mas as pessoas à minha volta estão avisadas de que não devem contar com prendas e afins, e que obviamente também não espero recebê-las. A parte de estar nessa noite e dia com a família e conviver? Venha ela. O consumismo desenfreado, filas enormes para tudo (incluindo na estrada), centros comerciais como latas de sardinhas, a preocupação de achar a “prenda perfeita” para cada pessoa, e com o valor “psicologicamente correcto” (isto é, sem parecermos uns pobretões ou forretas, mas também sem parecer exibicionismo da nossa parte por darmos algo acima das possibilidades do destinatário, ou acima do que ele/a nos vai dar), o stress de nos podermos ter esquecido de alguém que (a lata dele/a!) não se esqueceu de nós, e tudo o mais? Dispenso. Saí desse joguinho parvo e doentio, e não me arrependo nem um pouco.

E se achasse a minha família tão superficial e mesquinha que, como a imagem diz, tivesse de “provar” que gosto deles através de prendas na noite de 24 para 25, estaria a insultá-los.

ISTO é o ideal de beleza nos dias de hoje?

Quarta-feira, 7 de Outubro, 2009

Fonte

Isto está legendado como “Photoshop disasters”. Mas, para mim, seja isto real ou não (provavelmente não é), é, de qualquer forma, indicador de uma sociedade com gostos absolutamente doentes e depravados.

Se a rapariga é real, ela tem alguma doença (física ou mental, ou ambas, muito provavelmente). Se é photoshopada, quer dizer que, tal como na banda desenhada de super-heróis (onde as mulheres são desenhadas de forma irrealista, mas pelo menos com — IMO — algum bom gosto), alguém considera aquilo uma versão idealizada (!) da beleza feminina, o patamar perfeito, não atingível na realidade, mas o ideal contra o qual a realidade é comparada, ficando sempre aquém.

Serei só eu a olhar para aquilo e a pensar “que horror”?

Qual será o próximo ideal de beleza feminina (já que a guerra nunca acaba)? Este?