Arquivo da Categoria ‘Ostras (o blog)’

E então, 4 anos depois do último post…

Quarta-feira, 19 de Abril, 2017

… um novo post! 🙂

A vida continua (convém, não é?). Desde o post anterior, deixei o trabalho por turnos em outsourcing para ser internalizado na mesma empresa como administrador de sistemas e redes, estive lá cerca de 2 anos, depois saí, e estou desde Dezembro de 2015 no trabalho actual, administrador de sistemas Linux em certa empresa relativamente grande que está (entre outros sítios) no Taguspark. O trabalho tem altos e baixos, como qualquer outro, mas tem um grande “alto”: demoro uns 15 minutos, de carro, para cada lado (às vezes é pior ao regressar, quando apanho trânsito tanto para sair do Tagus como depois na rotunda de Barcarena, mas isso felizmente tem sido raro). Não ter de ir para Lisboa, e não enfrentar horrores como a IC19 ou a A5, são possivelmente a melhor parte deste trabalho… o problema é que agora estou “mal habituado” nesse aspecto, e a ideia de voltar a trabalhar em Lisboa… brrr. 🙁

Em termos de sites, nada do outro mundo. O Fantasy Name Generator continua a ter sucesso, bem como as suas versões Nomes de Fantasia, Nombres de Fantasía e Noms de Fantasy (sim, os franceses são estranhos 🙂 ). Aproveitei o código disso (com pequenas alterações) para criar o Baby Names Generator e o Nomes Para Bebés, mas esses nunca “pegaram”, talvez por haver imensa competição. Talvez um dia. Sem ser isso, comecei há uma semana e tal um novo blog de administração de sistemas Linux, o Zurgl (cujo nome foi escolhido de uma forma imensamente científica: “deixa ver… Zorgl? não, já está registado. Zurgl? Está livre, pode ser.” 🙂 ), cuja ideia é basicamente isto: se no trabalho resolvo um problema interessante, porque não partilhar essa solução (sem nada específico da empresa, claro), que pode ser útil a outros? Além disso assim, com sorte, haverá sempre assunto para escrever. (Se deixar de haver, isso quererá dizer que o trabalho perdeu todo o interesse, o que também é uma informação importante…) Alguns posts até podem também servir de “apontamentos” para uso próprio no futuro. Ainda está, porém, muito no início, é claro.

Estou ainda a considerar começar outro, esse em português, sobre as minhas eventuais poupanças, investimentos e finanças pessoais. A ideia deste não será tanto ter sucesso/leitores, mas apenas auto-desafiar-me, registar progressos, apontar ideias, anotar o que funciona melhor ou pior, etc.. Claro que será público (e uma parte ou outra podem ser interessantes para mais gente), mas não vou escrever para o público. Não o começo já porque neste momento as minhas finanças estão numa fase “parada”, em que vai demorar algum tempo até acontecer alguma coisa interessante, e fazer 30 posts de “nada de novo desde ontem” não me parece fascinante…

E para já é tudo. Alguém ainda anda por aqui? 🙂

Fora do PlanetGeek, e novo blog: Winterdrake

Quarta-feira, 9 de Março, 2011

Tenho a anunciar que:

1- este blog saiu, a pedido meu, do PlanetGeek, já que, se por um lado era originalmente “pessoal” demais para fazer sentido estar lá, por outro lado, depos de o estar, ele realmente deixou de ser “pessoal”, já que não me sentia propriamente à vontade para a) partilhar certas coisas com milhares de estranhos, e b) também achava que esses milhares de estranhos não estariam propriamente interessados;

2- tenho um novo blog, sobre temas “geeky”, incluindo videojogos, ficção científica, fantasia, informática e outros, chamado Winterdrake. Que por acaso, pelo maior dos acasos, está agregado no PlanetGeek. 🙂

Espero voltar a escrever posts mais pessoais aqui, nos próximos tempos, se bem que a minha atenção está neste momento mais focada no novo blog, como é natural.

Ah, a raça humana…

Terça-feira, 31 de Março, 2009

Leitor! Sim, tu. Já te decepcionaste com a raça humana hoje? Ainda não? Então continua a ler.

Há pouco notei que este blog estava, nos últimos dias a ter um número invulgar de acessos, o que me despertou a curiosidade. Que post era? Nada menos do que este: Rapariga de 14 anos presa por pornografia infantil por postar fotos… dela. E, sim, estão a chegar cá por procurarem exactamente pelas palavras e frases (várias combinações e variantes delas) que estão a pensar. Obviamente, não há qualquer pornografia (infantil ou não) nesse post.

Eu quero que este blog seja lido por muita gente, mas assim… 😕

Curiosidades nas estatísticas…

Segunda-feira, 2 de Março, 2009

Como já aqui mencionei várias vezes, adoro olhar para logs dos meus sites, e para as estatísticas geradas a partir dos mesmos. E já estou habituado a encontrar, nas frases usadas em motores de busca que fizeram alguém chegar ao site em questão, algumas bem surreais e/ou cómicas.

Por exemplo, ao escrever um post chamado “O Sexo é uma coisa porca?”, ter gente a chegar lá por ter procurado simplesmente por “sexo” é naturalíssimo, e por isso completamente previsível.

Chegarem lá por procurarem por “sexo porco”… bem, afasta-se um bocado do tema do post (para não dizer que é o oposto do mesmo), mas é compreensível; afinal, as palavras-chave estão lá.

Mas o que dizer das 17 criaturas que, durante o mês de Fevereiro, chegaram a esse post por procurarem por “sexo com porco”? 😯

🙄

O “estás errado”: actualização das Regras para Comentários

Segunda-feira, 2 de Março, 2009

Uma grande frustração minha é que eu adoro discussões racionais, e a maior parte das pessoas não sabe, ou simplesmente não quer, fazê-lo. Depois da discussão nos meus dois posts sobre um cartaz do Bloco de Esquerda e a implicação do que lá está escrito (dentro ou fora do contexto actual, se bem que continuo a dizer que é mais que legítimo criticar o cartaz simplesmente pelo que ele diz), decidi actualizar as regras para comentários deste blog. Não é que eu tenha grandes esperanças que o facto de algo estar escrito nessa página mude minimamente o que as pessoas aqui escreverão no futuro… mas pelo menos permitir-me-á apontar as “regras da casa”, e dizer exactamente porque é que “mato” algum comentário no futuro. Nunca apaguei nem vou apagar um comentário por ele discordar de mim, e muito menos por este me apanhar nalguma contradição ou mostrar ao mundo como eu estou errado. Pelo contrário, até gosto disso, acreditem ou não. Mas há coisas que não acho aceitáveis… e, por isso, aqui fica o mais recente “ponto” das regras para comentários no Ostras:

Estejam à vontade para discordar de mim; até agradeço que o façam, porque aprendo sempre alguma coisa com isso. Mas façam-no, por favor, dizendo em que é que eu estou errado, e porquê, apresentando factos e razões. Não se ponham com reacções infantis equivalentes aos suspiros, risinhos e abanares de cabeça, sempre tão patéticos, que se podem ouvir e ver na Assembleia da República quando quem está a falar é de um partido diferente. Não façam uso de “bocas” vagas e genéricas como “não vives neste mundo”, “não sabes do que falas”, “não percebes nada disto”, e afins. Não ponham palavras nem objectivos na minha boca1. Respondam ao que eu disse, explicando como e porque é que eu acabei de dizer um disparate. É assim tão difícil dizer “estás errado em A e B, pelas razões C e D”?

E, para quem estiver interessado, http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_fallacies.

  1. Post a criticar os radares em Lisboa? “Tu queres é andar a fazer fórmula 1”. Post a apelar à descriminalização do aborto? “Tu queres é matar criancinhas.” Enfim… []

Agora no Planet Geek

Segunda-feira, 16 de Fevereiro, 2009

Este blog, pela primeira vez na história da humanidade, passou a estar agregado num agregador, o Planet Geek, que é um agregador de blogs de temas “geeky”, no qual eu até acho que este se enquadra (pelo menos falo de zombies 🙂 ). Agradeço aos outros membros do agregador por terem aprovado o Ostras. 🙂 E recomendo a qualquer um que goste destes temas a leitura do agregador.

Curiosidade: tenho um blog diferente no PrintScreen, que tem uma política de exclusividade. No entanto, são blogs diferentes, com temas diferentes e até em línguas diferentes, pelo que imagino que não haja problema. Mailei o Vítor Domingos a perguntar se havia problema e ele não disse nada, por tanto vou assumir que quem cala consente. 🙂

Discussão e Agressividade

Terça-feira, 10 de Fevereiro, 2009

We must begin with a few round truths about myself: when I get into a debate I can get very, very hot under the collar, very impassioned, and I dare say, very maddening, for once the light of battle is in my eye I find it almost impossible to let go and calm down. I like to think I’m never vituperative or too ad hominem but I do know that I fall on ideas as hungry wolves fall on strayed lambs and the result isn’t always pretty. This is especially dangerous in America. I was warned many, many years ago by the great Jonathan Lynn, co-creator of Yes Minister and director of the comic masterpiece My Cousin Vinnie, that Americans are not raised in a tradition of debate and that the adversarial ferocity common around a dinner table in Britain is more or less unheard of in America. When Jonathan first went to live in LA he couldn’t understand the terrible silences that would fall when he trashed a statement he disagreed with and said something like “yes, but that’s just arrant nonsense, isn’t it? It doesn’t make sense. It’s self-contradictory.” To a Briton pointing out that something is nonsense, rubbish, tosh or logically impossible in its own terms is not an attack on the person saying it – it’s often no more than a salvo in what one hopes might become an enjoyable intellectual tussle. Jonathan soon found that most Americans responded with offence, hurt or anger to this order of cut and thrust. Yes, one hesitates ever to make generalizations, but let’s be honest the cultures are different, if they weren’t how much poorer the world would be and Americans really don’t seem to be very good at or very used to the idea of a good no-holds barred verbal scrap. I’m not talking about inter-family ‘discussions’ here, I don’t doubt that within American families and amongst close friends, all kinds of liveliness and hoo-hah is possible, I’m talking about what for good or ill one might as well call dinner-party conversation. Disagreement and energetic debate appears to leave a loud smell in the air.

Stephen Fry, 2007

Ao trocar ontem uns mails com aquela que ultimamente tem sido a comentadora mais frequente no Ostras, e que coincidentalmente ou não (ler o excerto acima) está a viver em Inglaterra há já algum tempo, lembrei-me de uma entrada no blog do Stephen Fry (entre muitas outras coisas, é o Melchett e o Wellington no Blackadder), escrita estando ele a viajar pelos EUA, e em que ele fala das diferenças entre as culturas inglesa e americana ao discutir – que, mesmo sem entrar em ataques pessoais, a forma de discutir no UK tende a chocar os americanos pela sua agressividade. Leiam o excerto acima, se não o fizeram já.

Eu confesso que cresci a acreditar que atacar ideias (ao invés de atacar pessoas) nunca seria encarado por nenhum ser racional como um ataque pessoal, nem devia ferir sentimentos ou susceptibilidades, mas o que é facto é que a vivência ensinou-me que a realidade é – infelizmente – bem diferente. Talvez por isso, tendo participado em muitas discussões, tanto cara-a-cara como em vários blogs – incluindo este, mas sobretudo o Way of the Mind –, seja bem mais “soft” no meu ataque às ideias de outra pessoa, quando as considero erradas, absurdas, auto-contraditórias e oriundas de a pessoa nunca ter pensado muito na questão, ou ter dificuldade em questionar coisas em que sempre acreditou. Não devia ser preciso, mas é… ou será?

É verdade que a maior parte das pessoas não consegue separar as ideias dos donos delas – sobretudo quando se trata do seu próprio caso. Dizer algo tipo “estás errado, por isto, isto e isto” não devia nunca ser ofensivo – pode ser uma “waking call”, e uma pessoa arrogante e orgulhosa pode sentir-se humilhada e ferida no seu orgulho, mas não é uma ofensa pessoal, e só um idiota é que o encara como tal. Mas, infelizmente, é – e eu próprio noto que caí na armadilha, já que, apesar de não ter papas na língua a criticar coisas como a religião em posts, tenho especial cuidado para não ofender visitantes em respostas aos comentários deles. Simpatia e cortesia são coisas positivas, sem dúvida, mas será que sou cuidadoso demais?

Opiniões?

Pequena renovação

Quarta-feira, 7 de Janeiro, 2009

Como qualquer idiota pode ver claramente, isto está com um aspecto vagamente diferente. Estou a experimentar deixar de usar o K2, passando a usar um martelanço meu do theme default do WordPress.

Isto ainda vai mudar um pouco nos próximos dias (espero), mas o aspecto final não deve ser muito diferente do actual (basicamente, tradicional e simples).

E, sim, isto significa que este blog vai voltar a ter novos posts. 🙂

Cortesia em blogs

Terça-feira, 30 de Janeiro, 2007

Este blog tem 2 anos e 2 meses, e neste momento tem 558 comentários de leitores. Neste tempo todo, sem contar com o spam (e como sou, entre outras coisas, informático, só chamo “spam” a publicidade e afins, não meramente a coisas que não me agradam, como muita gente faz), acho que não devo ter “cortado” nem 5 comentários… até esta semana. Nunca tive problemas em que discordem de mim, e (talvez devido à minha maneira de ser) sou, talvez, permissivo demais; dou sempre segundas chances às pessoas, dou-lhes sempre o benefício da dúvida, e preciso de ter a certeza das intenções nocivas de alguém para lhe fazer o equivalente a, caso se tratasse de alguém fisicamente em minha casa, lhe mostrar a porta.

Aliás, essa comparação é, na minha opinião, bastante apropriada. Vejo um blog, fórum, ou outro tipo de site como o equivalente à casa de alguém. Quando se é um convidado numa casa alheia, pode-se, obviamente, discordar do anfitrião, e expressar esse desacordo, mas não se pode ser mal-educado com ele, nem desrespeitador ou insultuoso, nem sujar ou estragar a casa. Para mim, isso é óbvio — e acho que alguém que seja convidado a sair por estar a passar dos limites não irá (a não ser que esteja muito bêbado) barafustar porque “estão a atentar contra a sua liberdade”, porque “tem o direito de expressar a sua opinião”, ou porque “a casa onde está é um sítio público” (!).

Infelizmente, a Internet permite um tipo de anonimato que leva a que as pessoas não tenham em mente, por vezes, essas noções de cortesia básica…

É o caso, por exemplo, de alguns comentários aos meus posts sobre o aborto, que eu não aceitei, e que chegaram a um nível de insultos e desrespeito que, simplesmente, não é bem-vindo aqui. A maior parte desses comentários é da mesma pessoa, e, não, não é alguém que tenha comentado aqui no passado. Neste momento, hesito em aprovar algum comentário futuro dessa pessoa, mesmo que seja “decente”, porque o sistema, aí, passa a aceitar esses comentários automaticamente. Sim, é possível dar a volta a isso, mas não quero prejudicar o blog — nem o resto dos leitores — por causa disso.

O referido comentador pode, obviamente, criar o seu próprio blog, no qual pode insultar quem quiser, e ao qual eu terei todo o prazer em não ir. Mas eu não tenho qualquer obrigação — incluindo moral — de lhe dar uma plataforma para me insultar.

Antes que comecem a gritar “censura!!!”, vejam os últimos posts sobre o aborto, e vejam o tipo de comentários que eu permiti que passassem. A maior parte deles não concorda comigo (muito pelo contrário, não podiam discordar mais), e alguns chegam a não ser nada simpáticos — e são específicos para mim, não para “quem pense como eu”. E, mesmo assim, estão lá. Agora, imaginem os que não passaram…

O futuro do "Ostras"

Sexta-feira, 20 de Outubro, 2006

Se leram o último post (leram, não leram? :)), repararam certamente nesta parte:

Ando a considerar uma alteração a este blog. Mas ainda não sei… Talvez faça mais sentido começar outro. É algo a pensar…

E já pensei, depois de consultar os meus conselheiros e assessores. Como talvez tenham deduzido, a questão era se era preferível acrescentar um novo tema a este blog, ou começar um novo.

E, sinceramente, estou mais virado para a primeira hipótese, apesar de todas as vantagens que há em ter cada blog com o seu tema.

Assim sendo, a partir de agora, o “As Ostras vão dominar o Mundo!” vai, além de ser o meu blog pessoal, passar a ser também um blog filosófico. Ou, se não quisermos usar esse termo muitas vezes usado de forma pretensiosa, vai ser um blog com divagações, dissertações, opiniões, e afins.

Alguns dos posts serão completamente novos, e outros serão traduzidos do Way of the Mind. Aviso desde já: eu sou ateu. Sim, ateu mesmo, e não agnóstico (ou seja, já pensei no assunto). E não tenho “papas na língua” ao expôr a religião, a fé em geral, e as várias crenças das pessoas como ridículas, irracionais e perigosas. Se tu (sim, tu aí) achas que religião é tabu, e por isso incriticável (e muita gente – crentes ou não – o acha), então é melhor passares a ter cuidado com o que lês aqui… talvez seja boa ideia parares de ler logo que vires a categoria “religião” ou “ateísmo” num post… ou simplesmente deixares de cá vir. Desculpa, mas eu não me vou auto-censurar para não ofender as pessoas. Não vou ser intencionalmente agressivo ou “polémico”, mas vou ser sempre sincero, e dizer exactamente o que penso. Doa a quem doer. Séculos atrás, quem dissesse mal da escravatura também incomodaria muita gente, mas a referida era um mal que precisava de ser combatido. Assim como a religião actualmente, na minha opinião.

O “Ostras” vai, no entanto, continuar a ser também um blog pessoal. Acho que dá para ter os dois tipos de posts, e, de certa forma, até se podem fundir. Acredito que o pensamento não tem de ser impessoal.

E não fica por aqui. 🙂 Eventualmente (espero que antes de segunda-feira) vou começar o meu blog de desenvolvimento pessoal (em inglês), e alguns dos posts também poderão vir aqui parar, traduzidos.

Já agora, só por piada, este blog teve início em Novembro de 2004, portanto, há quase 2 anos. E mesmo aí já era o recomeçar de um outro blog, chamado “Raptado por Ninjas”, que chegou a estar assente em Movable Type… mas já não resta nada desse, actualmente. Anyway, o “Ostras”, como o conhecemos, faz 2 anos no próximo dia 9 de Novembro. 🙂

Incidentalmente, este é o 292º post. 🙂