Arquivo da Categoria ‘Portugal’

Teste do “Bom Português”

Segunda-feira, 16 de Agosto, 2010

Fiz isto na semana passada, e entretanto fui recebendo várias sugestões de pontos a acrescentar, o que fui fazendo na maioria dos casos (obrigado desde já à mailing list do PlanetGeek), e posso então dar isto como pronto: Teste do “Bom Português”.

Enjoy. 🙂 E postem os vossos resultados aqui, se quiserem.

“Deixo o seu PC à maneira”

Quinta-feira, 6 de Maio, 2010
Deixo o seu PC à maneira

Visto ontem na zona de Belém. O nº de telefone foi encoberto por mim, já que se lia perfeitamente no papel. 🙂

99500 euros por um site em Drupal?

Segunda-feira, 30 de Novembro, 2009

Notícia aqui.

Centenário da República

Valores vistos aqui.

Além do preço espatafúrdio (500-1000 euros são valores normais para um site deste tipo), do uso tanto de software open source grátis como de um theme também grátis1 e do facto de não ter havido concurso, chamo também a atenção para o prazo: 120 dias. 4 meses.

Centenário da República

Eu — que não sou programador nem designer — acredito que fazia aquilo em menos de uma semana (instalar o Drupal, instalar o theme, mudar cores aqui e ali, pôr as imagens que já me teriam dado, criar utilizadores e permissões para quem vai tratar dos conteúdos). Talvez até menos.

Ponho agora a questão: alguém vai pagar por isto (além dos contribuintes, naturalmente)?

  1. o problema não é fazer uso desse software, até apoio que tal seja feito (é bem melhor do que dar dinheiro à Microsoft ou à Oracle para obter resultados muitas vezes inferiores); simplesmente, desta forma não há realmente qualquer justificação — mesmo que má e estúpida, como “custos de licenças de software” — para um valor deste tipo. []

Chuva e condução

Terça-feira, 20 de Outubro, 2009

Vamos supor que és um condutor típico português. Depois de meses de bom tempo, chega o primeiro dia de chuva. É de manhã e tens de ir para o trabalho. Como é que conduzes? Tens 3 hipóteses:

  1. Conduzes como fizeste o Verão todo, isto é, a 2 centímetros do veículo da frente. És completamente apanhado de surpresa quando o teu carro já não trava tão bem e bates no da frente.
  2. Entras em pânico, e não passas dos 20 km/h, ou 30 km/h na auto-estrada. Mesmo na faixa da esquerda. Afinal, estás numa situação nova, pela qual nunca passaste na vida, é compreensível.
  3. Eu menti. Não existe terceira hipótese.

Saramago e a religião

Segunda-feira, 19 de Outubro, 2009

Tenho visto vários comentários, tanto no artigo do Público como em vários blogs portugueses, a criticar José Saramago por ter dito… bem, vejam o link anterior.

Comentários esses que chamam “banais” às afirmações de Saramago, insinuam que é preciso estudar teologia antes de se poder criticar a religião, dizem o chorrilho de disparates habitual sobre os ateus e o ateísmo, e… bem, já se sabe como é. O mais triste são os comentários de quem não tem qualquer crença religiosa, mas mesmo assim se sente chocado e ofendido com isto, porque caiu na lavagem cerebral de que a religião merece “paninhos quentes” e um respeito especial e inquestionável.

Como a paciência para estar sempre a corrigir os mesmos erros já não é muita, e me sinto enojado só por ler, quanto mais citar, certas coisas que já li hoje, prefiro comentar isto na forma de pequenos parágrafos, mais ou menos independentes uns dos outros. Nem todos se aplicam a todas as críticas, obviamente.

  • Não há qualquer tipo de evidências, provas, etc. da existência de qualquer tipo de deus. Nada. Nicles. Zero. Logo, a teologia é uma não-disciplina, tem tanto mérito e importância como a painatal-logia ou a gambozinologia. E, sim, caros teólogos, vocês desperdiçaram a totalidade das vossas vidas. Deal with it (se bem que sei que nunca o farão, é muito mais fácil manter uma ilusão confortável do que quebrá-la).
  • Chamar “banal” à afirmação de que Deus não existe é o mesmo que chamar “pouco sofisticado” a quem diz que 2+2=4, porque quem está num “nível espiritual mais elevado” tem “fé” de que 2+2=5, ou isso é verdade num plano espiritual tão ou mais importante do que o físico, ou para ele os números têm um significado “mais profundo”, ou outras baboseiras new-age sem significado. Dizer as coisas como elas são de forma simples e directa (como “o rei vai nu”, bem aplicável a este caso) não é “banal” ou “pouco sofisticado”.
  • Crenças religiosas não merecem mais respeito e consideração do que qualquer outro tipo de crenças (ex. “a Terra é redonda” ou “há ovnis a mutilar gado nos EUA”) apenas por serem religiosas. A única coisa que importa é: é verdade?
  • Hitler era católico! Párem lá de o incluir nessa absurda lista de “monstros ateus”. O facto de já terem sido corrigidos relativamente a isso centenas de vezes e mesmo assim o continuarem a fazer demonstra bem quanta importância dão a factos e à realidade… e quão honestos são.
  • Quanto aos outros, há muito de religião em sistemas como o Estalinismo: culto ao líder, rituais, “rezas”, livros “sagrados” (ex. o livro vermelho de Mao), supressão de ideias contrárias, controlo de “pureza” ideológica, irracionalidade, dogma acima de factos, e afins. Se perseguiam as religiões estabelecidas, era apenas porque não queriam competição. Religião e “Deus” não são a mesma coisa, e é possível haver uma sem crença no mesmo. Nenhum povo alguma vez sofreu por excesso de racionalidade e cepticismo.
  • De qualquer forma, quando dizem que “monstros ateus fizeram isto e isto”, querem dizer que o fizeram por não terem medo de um castigo divino. Já pensaram na hedionda distorção de moralidade que isso é? E estão, portanto, a dizer que vocês iriam para a rua roubar, violar e matar se neste momento perdessem a vossa fé, porque não vêem nenhuma razão para não fazer tais coisas, excepto o medo do inferno? O que é que isto diz sobre vocês?
  • Houve quem falasse da “necessidade do Homem para com a espiritualidade”. Isso tem outro nome quando se é mais jovem: “amigo imaginário”. Uma coisa não é real só porque se quer muito. Mesmo que a vida fosse cinzenta e sem sentido sem a existência de um deus e de vida depois da morte (não o é), isso não tornaria mais provável a sua existência.
  • Quem diz que “as críticas de Saramago à Bíblia só se aplicam relação ao Antigo Testamento, porque a mensagem do Novo é paz e amor” está a precisar de realmente ler a Bíblia (além de que Jesus supostamente disse que não vinha para mudar uma letra da lei antiga). Mas, tipicamente, os ateus conhecem-na melhor do que quem acredita que existe um livro escrito pelo criador do universo, do qual depende a sua salvação, mas mesmo assim nunca arranjou tempo para o ler…
  • Não me venham dizer que “mais vale acreditar, por via das dúvidas“, please. Isso é completamente idiota (pista: há mais do que uma religião no mundo…)

Anti-Educação Sexual: afinal, o que é que esta gente quer?

Segunda-feira, 16 de Março, 2009

condenei ontem a atitude, os objectivos e a “moralidade” daquilo a que se podia chamar grupos pseudo-pró-vida (GPPVs, para abreviar); o “pseudo” vem do facto de eles aparentemente só se preocuparem com a vida até ao parto, e não terem problemas nenhuns com o sofrimento humano, nem com a ideia de uma “morte em vida”.

Mas eu tenho a irritante mania de querer sempre entender tudo, incluindo as posições do “inimigo”, o que é que as causa, e o que é que eles realmente querem. Neste caso, por exemplo, uma pessoa de fora pensaria que GPPVs, por serem totalmente anti-aborto, seriam os maiores apoiantes da introdução da educação sexual obrigatória às crianças! Afinal, é esta (e não a “abstinência”, que não é nem nunca foi realista), sem dúvida, a forma mais eficaz de reduzir ao máximo o número de abortos, por praticamente acabar com os possíveis motivos para estes. Se os jovens souberem o que estão a fazer, souberem como é que se engravida, e souberem como o evitar, tendo sexo de forma realmente segura, não haverá mais gravidezes indesejadas. Aliás, até poderia argumentar que se se conseguir transformar o sexo numa coisa bonita e saudável, em vez de “porca” e um bicho de sete cabeças, isso poderá diminuir o número de violações, fazendo cair ainda mais o número de abortos. Como disse, isto devia ser o que eles querem… não?

Mas não. Nem por sombras. Continuam a opor-se a todo e qualquer método contraceptivo, incluindo os tão convenientes preservativos; continuam a dizer que o sexo tem de ser só dentro do casamento e só para fins reprodutivos, nunca para prazer. Há até grupos a opor-se ao uso de preservativos dentro do casamento, mesmo sendo um dos membros do casal seropositivo. Se isto não vos choca, não sei o que chocará.

Porque é que eles agem de uma forma aparentemente tão contraditória em relação ao seu “stated goal”? Porque é que a ideia de as pessoas terem sexo por prazer, sendo isso visto como algo saudável e natural, em vez de um bicho de sete cabeças, os assusta tanto? Podia aqui armar-me em psicólogo barato e dizer que é por eles próprios não terem vida sexual (devido à educação repressiva que tiveram e à falta de carisma natural 🙂 ), e quererem forçosamente reduzir o resto do mundo ao seu nível. Isso até pode ser um factor em alguns casos, mas eu diria que as razões principais são aquelas que eu mencionei no fim do meu último post: controlo, e a criação de um Inferno na Terra.

Em “O Nome da Rosa”, o vilão opunha-se à divulgação de um livro do Aristóteles sobre a comédia, porque isso a legitimaria, e o riso afasta o medo. Sem medo, dizia ele, as pessoas não precisam de Deus (e eu acrescentaria: não precisam de religião… nem da Igreja). Logo, era importante manter as pessoas no medo, e se isso implicasse abafar a verdade de forma a manter a ignorância, ou mesmo provocar a morte de pessoas inocentes (como ele faz), que assim seja. Aqui é algo semelhante. Pessoas felizes viram-se menos para a religião do que pessoas infelizes; daí os três monoteísmos se oporem tanto ao prazer, e a formas de viver psicologicamente saudáveis. Isso não é do interesse deles. A frustração, essa, é. O sofrimento. A repressão dos nossos instintos naturais. A falta de esperança em relação à vida na Terra, transferindo essa esperança toda para uma suposta vida depois da morte. O medo. A ignorância.

E, claro, há a questão do controlo. Grande parte do controlo da religião sobre as pessoas vem do controlo – através, em grande parte, da demonização – da sexualidade. Isso já tem milhares de anos; afinal, porque é que o deus da Bíblia parece ser tão obcecado pelos nossos órgãos genitais? Porque, ao transformar algo que é naturalmente parte do ser humano num “pecado” horrível, sujo e hediondo, isso cria culpa e medo nas pessoas; e nada torna uma pessoa tão maleável ao controlo como a culpa e o medo.

A estupidez e imoralidade do “pró-vida”

Domingo, 15 de Março, 2009

Cectic - "Loaded Guns"Fonte: Cectic

Via Maracujá, este artigo no Público capaz de provocar vómitos pela irracionalidade e, sim, imoralidade do grupo descrito. Porque o que é imoral não é a educação sexual, nem o próprio sexo, mas sim a tentativa de perpetuar a ignorância, sem ter quaisquer problemas com o sofrimento causado.

Por exemplo:

O movimento católico Portugal Pró-Vida não quer aulas obrigatórias de educação sexual nas escolas portuguesas, informou o presidente Luís Botelho Ribeiro. “A obrigatoriedade dos alunos frequentarem as aulas de educação sexual é anti-democrática e muito perigosa para a sociedade portuguesa”, referiu a mesma fonte.

E ainda:

Contra o aborto, o movimento assume uma nova “luta” contra a existência de aulas de educação sexual nas escolas e contra a obrigatoriedade da sua frequência.

Mas, ainda pior,

“As ideias e os ensinamentos que vão ser transmitidos aos estudantes vão fazer com que, daqui a poucos anos, tenhamos uma geração de portugueses para quem nada é proibido nem moral, nem eticamente”, frisou Luís Botelho Ribeiro.

E, claro,

“Nos manuais de educação sexual que já tivemos oportunidade de ver só se fala de sexo.”

Desculpem se ofendo alguém (se bem que quem se ofender com isto bem o merece), mas isto é nojento. Por um lado são absolutamente contra o aborto, mas por outro lado são também contra todas as alternativas ao mesmo: contraceptivos, sexo responsável, ou mesmo saber-se o que se está a fazer. E, claro, continuam a igualar a moralidade a um puritanismo retrógrado, anti-prazer e anti-vida (já que “vida” não é só um coração a bombear sangue). Não se percebe realmente qual é o objectivo desta gente, se bem que, se tentasse adivinhar, diria que é principalmente controlo. Ou, se calhar, não acham que o Inferno fictício em que acreditam seja suficiente, e querem recriá-lo na Terra.

As declarações do cardeal

Segunda-feira, 19 de Janeiro, 2009

Lembro-me de no fim da semana passada ver a notícia de relance na televisão, quando estava nas instalações de um cliente. Sem saber detalhes sobre o que o nosso “witch doctor” D. Policarpo exactamente disse, supus que fosse algo de carácter religioso – ou seja, “afastem-se deles, eles têm a superstição errada”.

Ontem, por sugestão de uma amiga, investiguei melhor o que ele disse. E estou quase decepcionado. 🙂 Na verdade, não tem nada a ver com religião, apenas com racismo e xenofobia; a atitude do feiticeiro-mor-da-tribo de Portugal é virtualmente igual à atitude típica de um velhote racista estereotípico: “não se misturem com eles. Eles não são como nós.” Exactamente como se se estivesse a falar de estrangeiros ou de alguém com a pele de cor diferente. “Eles não acreditam nos nossos ideais. Não pensam como nós. São diferentes. São estranhos. Não tenham nada com eles. Mantenham distância.”

É tribalismo na mesma (como toda e qualquer atitude de “eles contra nós contra eles”), mas não é, neste caso, tribalismo religioso. Não sei, neste caso, se será melhor ou pior. Infelizmente, não estou a ver os “media” a denunciar o aparente racismo do líder do culto mais popular em Portugal de adoração de um amigo imaginário, talvez porque de certa forma partilhem da mesma xenofobia (sobretudo depois do 11 de Setembro), e também porque isto parece à primeira vista uma questão de religião, e isso (cobarde e irracionalmente) não se critica, sobretudo se for a da maioria.

A capacidade de conduzir

Sexta-feira, 9 de Janeiro, 2009

Sim, é mais um “rant” sobre a condução em Portugal. 🙂

Uma das coisas que me deixa frustrado, ao conduzir, é ir atrás de pessoas que claramente não têm – ou não têm – capacidade física e/ou mental para conduzir… mas continuam a fazê-lo, estando-se nas tintas para o facto de prejudicarem o trânsito, e, muitas vezes, porem outros em perigo.

Em geral – mas não sempre – trata-se de idosos. Não, não tenho qualquer tipo de preconceitos contra os mesmos, mas considero a situação da condução de muitos deles equivalente à dos cegos. Não deixar os cegos conduzir é sinal de preconceito contra eles? Claro que não, nem ninguém sugeriria tal disparate – nem se vê aí campanhas da parte dos cegos a reivindicar o seu direito à condução, mesmo não vendo (literalmente) nada à frente deles. Não é preconceito, não é descriminação – simplesmente, eles não têm a capacidade física para conduzir.

Eu acredito – e já sei que vou ser acusado de elitismo, but bear with me – que isso devia ser extendido a outros casos.

Já o disse aqui há uns anos, mas conduzir, acreditem ou não, é algo bem mais complicado do que parece, e a maior parte dos condutores não se apercebe disso porque faz quase tudo por instinto, por hábito. Mas, se esquecermos temporariamente o hábito, e formos a contar em quantas coisas é preciso mexer, e a quantas coisas é necessário estar atento, vemos que não é assim tão simples. É, até, bem mais exigente em termos de coordenação motora, reflexos, e sentidos em geral, do que praticamente qualquer videojogo – que muita gente se “gaba” de não ser fisicamente capaz de controlar (veja-se o sucesso da Wii, que dá a volta a isso). O que é que é mais difícil de controlar: um carro típico, ou um jogo de Xbox ou Playstation? Eu diria que é o primeiro. Até porque há uma coisa totalmente imprevisível e caótica chamada “outros condutores”.

E preciso de mencionar que um videojogo, em geral, não nos põe a nós nem aos outros em perigo de vida?

Mais um exemplo para comparação: pilotos comerciais de aviões. Não é qualquer um; é preciso, entre outras coisas, ver muito bem, ter a capacidade para tomar decisões “split second”, e não se enervar à primeira dificuldade. Ninguém acusa uma companhia de aviação de “descriminação” por recusar alguém que não esteja em perfeito estado físico e mental – muito pelo contrário, seria criminalmente irresponsável se não o recusassem.

Não era bom começar-se a aceitar que conduzir não é um “direito de todos” (afinal, os cegos já não podem), e, para a segurança de toda a gente, passar-se a testar a tal coordenação física e estabilidade mental de toda a gente – mesmo que isso implique tirar a carta a metade das pessoas acima dos 55 anos (e muitos bem mais jovens, também)?

Vá, acusem-me lá de elitismo, descriminação contra os idosos, e essas coisas. Eu adoro quando as pessoas me chamam nomes sem ler o post inteiro. 🙂

Lógica à Portuguesa

Quarta-feira, 29 de Agosto, 2007

Pensem numa auto-estrada cujo limite de velocidade é 120.

Certo dia, um maluco vai nessa estrada a 200, e provoca um acidente com vários carros, incluindo uma carrinha cheia de crianças (para os media pegarem a sério na história). Celebridades e políticos são entrevistados, bem como pessoas comuns na rua, e o consenso geral aponta para uma medida: reduzir os limites de velocidade, para os carros andarem mais devagar e haver menos acidentes.

Pergunta: baixar o limite dessa estrada de 120 para 100 (quando o acidente foi provocado por alguém a 200), ou mesmo 80, vai de alguma forma torná-la mais segura?

É claro que não!… e nem vos vou insultar explicando-vos o porquê. Mas o português típico parece achar que sim, e ainda vive na ilusão parva de que reduzir os limites de velocidade (que já são baixos) contribui para a diminuição dos acidentes.

Newsflash: o que causa acidentes não é andar-se a 120 numa recta com 3 faixas para cada lado e separador central. É, sim, a falta de civismo (“não vou deixar este passar”), de maturidade, de habilidade (ainda acho que nem toda a gente tem a coordenação necessária para conduzir um automóvel, e as aulas de condução deviam filtrar quem não a tem, em vez de terem medo de acusações de “elitismo”)… e, sim, aqueles que andam a 200 ou mais, e muitas vezes a fazer “habiildades de circo”, a exibir o seu tuning, e alcoolizados (e refiro-me a alcoolizados a sério, não apenas a ter bebido uma cerveja).

Os actuais radares em Lisboa são nojentos. Os limites são absurdamente baixos (50 km/h no prolongamento da Av. Estados Unidos, que tem 2 faixas para cada lado? nota-se que esta gente anda de limusina, e não tem qualquer noção…), a tolerância é quase inexistente, os lucros das multas têm sido brutais (o que é uma forma de roubar as pessoas — porque não reduzirem para 20 km/h, e facturar ainda mais?).

O triste disto tudo é que, se alguém se queixa, vêm logo as tias (que não conduzem) guinchar “ah, tu queres é andar a fazer fórmula 1”. Não. Não quero anular os limites, quero é que eles sejam razoáveis e façam sentido, em vez de serem arbitrários, de forma a multar o maior número de gente possível. Quero que a polícia volte a fazer o seu trabalho e vá atrás de quem realmente põe os outros em perigo, em vez de multarem (agora até de forma automática!) quem passa de um limite definido arbitrariamente por algum burocrata ou político que obviamente não conduz o seu próprio carro e nem tem noção do que é andar a 50 km/h.

Quero que as estradas portuguesas sejam seguras porque os condutores sem civismo são punidos, não porque elas se transformam num estado policial em que uma pessoa até começa a ter medo de circular.

E fico-me por aqui. Discordem à vontade, dando as vossas razões, mas acusações de “só queres andar a fazer rali” e “por causa de gente como tu é que morre tanta gente na estrada”, que demonstram claramente que não leram o post, serão apagadas. Já tolerei isso noutro post há meses, e não foi nada boa ideia.