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Desabafo: aumentos

Sexta-feira, 9 de Junho, 2017
Estive para postar isto no Facebook, mas decidi não o fazer para já; não quero que chovam propostas de emprego (por mostrar insatisfação, o que sugere vontade de sair) às quais neste momento ainda teria de dizer não1, nem quero para já criticar publicamente a empresa sem primeiro lhe dar uma chance de, em tempo útil, resolver esta questão. Como ninguém lê este blog actualmente, aqui fica…
 
O problema de se querer um aumento antes de se fazer 2 anos numa empresa é que vêm logo os “pá, eu trabalho aqui há 8 anos e nunca fui aumentado.” Como se isso fosse um argumento contra mim, e não contra a empresa em questão.
 
Pessoalmente, acho que uma empresa, depois de um tempo razoável (não me refiro a 8 anos, nem sequer a 3), ou está satisfeita e aumenta, ou não está satisfeita e manda embora. Manter a pessoa a ganhar o mesmo por tempo indefinido soa-me a “estamos satisfeitos, mas enquanto te pudermos explorar…”
 
Ou isso, ou são as mentalidades de “função pública” que abundam neste país, mesmo no sector privado. Em que empregos são para toda a vida, pelo que ser promovido, sei lá, a cada 10 anos é perfeitamente razoável…
  1. eu sou muito “binário” nestas coisas: enquanto não tiver decidido sair, não me conseguem tentar a fazê-lo; quando eventualmente decido mudar, ninguém me convence a ficar — não estou interessado numa empresa que só me aumenta quando digo que vou sair. Às vezes acho que se calhar a primeira parte é uma má táctica… []

E então, 4 anos depois do último post…

Quarta-feira, 19 de Abril, 2017

… um novo post! 🙂

A vida continua (convém, não é?). Desde o post anterior, deixei o trabalho por turnos em outsourcing para ser internalizado na mesma empresa como administrador de sistemas e redes, estive lá cerca de 2 anos, depois saí, e estou desde Dezembro de 2015 no trabalho actual, administrador de sistemas Linux em certa empresa relativamente grande que está (entre outros sítios) no Taguspark. O trabalho tem altos e baixos, como qualquer outro, mas tem um grande “alto”: demoro uns 15 minutos, de carro, para cada lado (às vezes é pior ao regressar, quando apanho trânsito tanto para sair do Tagus como depois na rotunda de Barcarena, mas isso felizmente tem sido raro). Não ter de ir para Lisboa, e não enfrentar horrores como a IC19 ou a A5, são possivelmente a melhor parte deste trabalho… o problema é que agora estou “mal habituado” nesse aspecto, e a ideia de voltar a trabalhar em Lisboa… brrr. 🙁

Em termos de sites, nada do outro mundo. O Fantasy Name Generator continua a ter sucesso, bem como as suas versões Nomes de Fantasia, Nombres de Fantasía e Noms de Fantasy (sim, os franceses são estranhos 🙂 ). Aproveitei o código disso (com pequenas alterações) para criar o Baby Names Generator e o Nomes Para Bebés, mas esses nunca “pegaram”, talvez por haver imensa competição. Talvez um dia. Sem ser isso, comecei há uma semana e tal um novo blog de administração de sistemas Linux, o Zurgl (cujo nome foi escolhido de uma forma imensamente científica: “deixa ver… Zorgl? não, já está registado. Zurgl? Está livre, pode ser.” 🙂 ), cuja ideia é basicamente isto: se no trabalho resolvo um problema interessante, porque não partilhar essa solução (sem nada específico da empresa, claro), que pode ser útil a outros? Além disso assim, com sorte, haverá sempre assunto para escrever. (Se deixar de haver, isso quererá dizer que o trabalho perdeu todo o interesse, o que também é uma informação importante…) Alguns posts até podem também servir de “apontamentos” para uso próprio no futuro. Ainda está, porém, muito no início, é claro.

Estou ainda a considerar começar outro, esse em português, sobre as minhas eventuais poupanças, investimentos e finanças pessoais. A ideia deste não será tanto ter sucesso/leitores, mas apenas auto-desafiar-me, registar progressos, apontar ideias, anotar o que funciona melhor ou pior, etc.. Claro que será público (e uma parte ou outra podem ser interessantes para mais gente), mas não vou escrever para o público. Não o começo já porque neste momento as minhas finanças estão numa fase “parada”, em que vai demorar algum tempo até acontecer alguma coisa interessante, e fazer 30 posts de “nada de novo desde ontem” não me parece fascinante…

E para já é tudo. Alguém ainda anda por aqui? 🙂

Sim, ainda estou vivo :)

Quinta-feira, 14 de Abril, 2011

Não tenho escrito aqui por várias razões. Primeiro, ando mais concentrado no Winterdrake, como já tinha dito que ia fazer no post anterior. Segundo, têm havido várias mudanças na minha vida, que, sendo este um blog pessoal, fazem sentido mencionar aqui.

Não falei disso aqui, mas, depois de quase 3 anos na mesma empresa (que não vou mencionar, mas ficava na Buraca), sem ter praticamente nada para fazer, e sendo completamente subaproveitado (o meu chefe, por alguma razão, sempre me viu como “gajo de ir carregar em botões”, sendo eu um dos sysadmins Linux com mais experiência no país), eles começaram a atrasar-se cada vez mais com os pagamentos (já que a empresa em questão fazia aquela “trafulhice”, infelizmente comum, de declarar só parte do ordenado, e pagar o resto como “despesas”, mas o problema é que essas não estão especificadas no contrato), até que a situação se tornou insustentável, e tive de sair, no fim de Janeiro — para quê ficar lá e não me pagarem? E, portanto, fiquei uns 2 meses em casa, a constatar que aparentemente é impossível hoje em dia, sem ter grandes “cunhas”, arranjar emprego nesta área sem ser por outsourcing. Sem querer deitar abaixo empresas de outsourcing que até são competentes e tratam “bem” os seus empregados, continuo a achar que esta situação é absolutamente nojenta, e empresas que se recusem a contratar informáticos directamente (o que, pelos vistos, são todas elas, em Portugal) estão a demonstrar uma total cobardia e falta de visão. But I digress…

Anyway, desde 8 dias atrás, estou a trabalhar outra vez, e até estou a gostar bastante. 🙂 Mais uma vez, não vou especificar onde estou, mas posso dizer que fica ao pé da Estefânia, em Lisboa. Como só um doido varrido levaria carro para o centro de Lisboa (trânsito infernal, só malucos na estrada, parquímetros em todo o lado, e apesar destes é quase impossível estacionar, mesmo pagando? No, thanks), estou a redescobrir os transportes públicos, depois de os ter abandonado nos últimos 10 anos. De certa forma, estou positivamente impressionado: nos dias em que não há greve, tanto os comboios da linha de Sintra como do Metro de Lisboa passam a uma frequência muito mais aceitável do que nos anos 90, já não andam tipo “latas de sardinha”, e em geral são confortáveis. E, depois do meu intervalo de 10 anos, é divertido ver como os telemóveis alteraram completamente a forma como as pessoas andam nos transportes: em vez de andarem carrancudas ou com ar de aborrecimento, mais de metade das pessoas passa as viagens a usar o telemóvel — a maioria (sobretudo adolescentes) a trocar SMSs, mas também se vê pessoas a usar smartphones para browsar na net, usar o Facebook, ou ler ebooks. Nada disto se via lá para 2000, obviamente; aliás, nessa altura os telemóveis ainda eram suficientemente raros — e caros — para que quem tirasse um do bolso desse nas vistas…

Anyway, quanto ao trabalho novo, estou a gostar. O pessoal é simpático, e há um ou dois “geeks” — algo que já não tinha como colegas desde 2003 ou coisa parecida. Seria de esperar que a maior parte dos informáticos o fosse, mas na verdade não é o caso, na minha experiência; é comum ver informáticos que não têm qualquer curiosidade em aprender nada que não seja directamente útil para o seu trabalho, e até já tive colegas que se gabavam de nunca ligar o computador em casa… ou até de não ter um!

O trabalho também é interessante, e é da minha área. Já tinha saudades. 🙂 Dará também para aprender algumas coisas (o que é sempre bom), já que vou ter de trabalhar com algumas tecnologias / serviços nas quais tenho pouca ou nenhuma experiência (mas posso usar a que tenho, para muito mais). E sabe bem acordar num dia de trabalho e não pensar que lá vem mais um dia de “seca”.

Por último, estou a andar bastante, o que é bom, já que eu tenho tendência para ser bastante sedentário, e nos últimos empregos que tive dava para estacionar à porta. Agora, por outro lado, estou a andar pelo menos uns 3,5 km por dia (o GPS no telemóvel permite medir estas coisas, e até dá estatísticas de calorias queimadas), o que me faz suar um bocado, e nos primeiros dias me deixou “todo partido”, mas já me estou a habituar, e sinto mesmo que me está a fazer bem. Portanto, neste momento a minha vida está bem melhor. Espero que continue a melhorar. 🙂

Linux no trabalho!

Segunda-feira, 29 de Junho, 2009

Sim, para minha grande vergonha, estive a usar Vista até há poucas horas. “Veio com o computador” é normalmente usado como desculpa para manter a ignorância, mas eu nem essa desculpa tinha, já que usei Linux em desktops durante anos; no entanto, a inércia fez-me estar neste Vista nos últimos meses1. Somando isso com o facto de em casa usar maioritariamente o portátil que, por ser também o meu actual PC de jogos, também está com o Vista (vêem? Essa é uma desculpa válida para usar Windows: os jogos), já andava com saudades de usar alguma coisa de jeito, mais ou menos lógica, e que “esteja do meu lado”. Usar só Windows é estupidificante — a sério, já andava a sentir que estava a estagnar completamente em termos informáticos, e que isso me estava a tornar mais preguiçoso ainda, e, pior, menos curioso.

Bem, agora estou a escrever isto em Ubuntu. Bonito, rápido, e, acima de tudo, divertido. Até me sinto mais vivo. 🙂

  1. pequeno à-parte: o meu desktop no trabalho é mesmo meu; don’t ask. []

Trabalho: o “maluquinho do xadrez”

Quinta-feira, 19 de Fevereiro, 2009

Vi esta história há uns bons anos no Slashdot, numa discussão sobre questões de trabalho. Segundo o tipo que contou a história, a coisa era assim: em certa empresa, havia um tipo, técnico, que passava a maior parte do dia a jogar xadrez online. No entanto, sempre que havia algum problema “bicudo”, daqueles de fazer parar serviços vitais, ele resolvia-o em minutos, quando qualquer dos outros técnicos se via às aranhas para entender sequer a causa do problema, quanto mais resolvê-lo. Fazia isso com uma mistura de experiência e “insight” que mais ninguém tinha. E por vezes passava dias inteiros sem fazer qualquer tipo de trabalho para a empresa.

Depressa a discussão se dividiu em dois campos.

Os primeiros, que penso estarem em maioria, achavam que o “guru” em questão devia ser obrigado a trabalhar as 8 horas por dia ou ser despedido, porque, afinal, a empresa pagava-lhe para trabalhar, e ele não o fazia durante a maior parte do tempo. Se o trabalho que lhe era atribuído estava feito, ele devia fazer outras coisas para a empresa durante o horário normal de expediente. E, diziam eles, estar a jogar, ou a entreter-se em geral, de forma aberta, era estar a gozar com os chefes e colegas.

Os segundos, por outro lado, acreditavam que o que ele faz pela empresa é tanto ou mais do que qualquer dos outros, já que os resultados não podem ser medidos pelo tempo gasto a obtê-los, e que a empresa tem é sorte de ter alguém assim a trabalhar para ela, porque ele resolve problemas que mais ninguém resolve, faz o que mais ninguém consegue fazer (pelo menos fazer em tempo útil), e o que ele faz com o tempo livre dele é com ele: ele fez por merecer esse tempo livre. Se querem que ele faça outras coisas no tempo livre que tem – ou seja, fazer o trabalho de dois –, paguem-lhe por dois… tendo ele a hipótese de rejeitar isso (é como se fosse um segundo emprego, só que para a mesma empresa), se estiver satisfeito na situação actual. É claro que a empresa o pode despedir, mas não tem justa causa, e de qualquer forma só ficaria a perder, porque um tipo destes vale cada cêntimo que lhe pagam.

Discuti este assunto (não propriamente com este exemplo, mas de forma generalizada) com colegas há uns anos, e vi que toda a gente com quem falei concordava com os primeiros (“pagam-lhe para trabalhar 8 horas, ele que trabalhe 8 horas”), enquanto eu concordo com os segundos (“pagam-lhe para fazer o trabalho dele, não para estar ocupado”).

O que é que vocês acham?

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Terça-feira, 27 de Novembro, 2007

Tal como já tinha dito noutro post, tenho andado a experimentar com clientes de blogging. Já fiz vários posts com o BlogJet, e gosto bastante do aspecto do "bicho"; é agradável, user-friendly, e, em geral funciona. Peca por duas coisas: é pago (ainda estou a usar a versão não registada, que me dará mais uns 20 dias), e o desenvolvimento não parece muito rápido (o autor principal anda distraído há uns meses com uma aplicação de diário para Mac… e, como eu já disse, não sou rico para ter dessas coisas. 🙂 Daí não suportar, por exemplo, várias features do WordPress 2.3, que já saiu há um mês. Um mês, em informática, é quase uma eternidade.

Este post, para variar, é escrito com o Qumana. O aspecto não me parece tão bom, e desconfio que é feito em Java; a font de default é abominável, por exemplo, e no Help:About aparece a versão de Java instalada. Mas é grátis, e parece ser ter versões novas com mais frequência…. vamos ver o que dá. Eu estou convertido ao uso de clientes de blogging, e nem é pelas razões que muita gente aponta (editor WYSIWYG, spell checker, etc.), mas apenas pela velocidade, pela redução de atrasos ao escrever um post. Também me agrada o poder fazer as coisas offline, se bem que não foi ainda preciso (já que tenho wi-fi tanto no trabalho como em casa, e o portátil ainda não passeou para lá desses sítios).

(mais…)

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Quinta-feira, 25 de Outubro, 2007

Já não escrevia um post com um título tão brilhante há um bom tempo, não é? 🙂

Para começar, sim, estou a trabalhar, como tinha dito 2 posts atrás. Faz hoje uma semana que entrei. Até agora, estou a gostar; o ordenado podia ser maior (é o mais baixo que já recebi neste milénio), mas dá para compensar com 1) os sites, e 2) a gasolina que poupo por estar ao pé de casa.

Essa é a única parte negativa. De resto, estou a adorar: o trabalho é variado, é diferente, é novo. Tenho de aprender imenso, mas ao mesmo tempo dá para aplicar alguma da experiência em administração de sistemas dos últimos 10 anos. Mas sinto-me bem: por estar a aprender, por gostar de aprender, e por conseguir aprender, sem problemas, numa idade em que muita gente já se recusa (tristemente) a fazê-lo.

Os colegas também parecem ser simpáticos, competentes, trabalhadores, e, em geral, mais novos do que eu. 🙂 E, pelo que vejo, as pessoas aqui são bem tratadas (o que, mais uma vez, é raro).

Outra novidade: tenho um periquito verde, de nome (naturalmente) Luigi. É verde, e é tímido: tem tudo a ver! 🙂 Ainda não está muito habituado a mim, mas já está a fazer progressos, e é sempre bom ter um novo membro na família. É claro que isso obriga a haver sempre uma porta fechada entre ele e as outras feras de carácter mais felino… mas vai-se sobrevivendo (tanto eu como o Luigi 🙂 ).

E, por último, um novo site. Trata-se de um fórum de convívio, orientado para “pessoal jovem”, de nome Pato Zombie. Pode-se dizer que é como uma versão jovem do meu primeiro fórum, o Pato da Destruição. Está a ter sucesso, com grande parte dos membros vinda de outros fóruns, apesar de ainda não estar a ter hits dos motores de busca. Anyway, espreitem… talvez até gostem.

Novo emprego!

Quarta-feira, 17 de Outubro, 2007

Pois é, amanhã (dia 18 de Outubro) começo num novo emprego.

Não vou para já especificar onde (visto que um pouco de mistério tem sempre alguma piada 🙂 ), mas posso dizer o seguinte:

1- fica bem perto de mim. As in “dá para ir a pé” (e assim penso fazer);
2- é para fazer programação web (sobretudo JavaScript)
3- vou ganhar relativamente pouco… mas juntando isso aos lucros dos sites, e considerando que poupo imenso dinheiro por não gastar gasolina (o que ainda dava, se bem me lembro, uns 150-200 euros mensais), mais o facto de não desperdiçar tempo nem stressar no trânsito… acho que o balanço é positivo
4- ganharei relativamente pouco, precisamente, porque vou fazer uma coisa que se afasta da minha especialidade / experiência (administração de sistemas Unix), o que, de certa forma, faz de mim um “júnior”. Mas era esse, em grande parte, o meu objectivo, como já tinha dito aqui e acolá: mudar. Acho deprimente passar uma vida inteira a fazer a mesma coisa (apesar de, pelos vistos, ser essa a norma), e acho detestável parar de aprender. Fazer algo de novo parece-me a proverbial “lufada de ar fresco”. 🙂

In other news, tenho andado muito (demasiado?) focado nos fóruns, e tenho dado pouca atenção aos blogs, incluindo este. Espero (mas não prometo nada) conseguir mudar isso um pouco, porque escrever é sempre saudável.

É oficial: estou à procura de emprego. :)

Terça-feira, 22 de Maio, 2007

Isto parece contradizer um bocado o que disse no post abaixo, mas, entretanto, cheguei à conclusão de que 1) apesar de me desenrascar bem, sou “júnior” demais em termos de programação, por enquanto, para ganhar decentemente, e 2) quem sabe, em algum lado no mundo (ou mesmo no país), exista alguém que não meça o desempenho por “quão ocupados parecemos”. 🙂

Assim sendo, estou, desde este momento, à procura de emprego na área de Lisboa.

Idealmente, gostaria de trabalhar como um “híbrido” de administrador de sistemas Linux “sénior” / programador PHP “júnior”, mas estou aberto a alternativas.

Como já disse em mais detalhe noutro sítio, não estou interessado em outsourcing, tecnologias Microsoft, ou helpdesk. Não encaro isto como “arrogância” da minha parte, mas apenas como uma forma de evitar que ambas as partes percam o seu tempo.

Para mais detalhes, incluindo o CV completo, é favor visitar: www.pedrotimoteo.com/cv . Obrigado. 🙂

Porque é que já não sou um Sysadmin

Terça-feira, 24 de Abril, 2007

Ontem escrevi, noutro blog, algo que já andava para escrever há um bom tempo: as minhas reflexões sobre os meus anos como administrador de sistemas Unix / Linux, as minhas razões para não o querer ser mais, e também um certo (mas ligeiro) desabafo sobre como isso é uma profissão que, em termos de satisfação pessoal e de carreira, é um “beco sem saída”, sobretudo para quem é competente e honesto.

Without further ado… Why I’m not a Sysadmin anymore.

Quase livre!

Sexta-feira, 25 de Agosto, 2006

Hoje (25 de Agosto) é o meu último dia de trabalho, no meu quase-ex-emprego.

Se tudo correr bem, nunca mais, na minha vida, voltarei a ter patrões. Serei livre – um “escritor freelancer”.

É um risco… e mais de metade das pessoas têm-me dito que estou completamente insano. 🙂 Mas eu acredito que, além de me sentir muito melhor e de ir ser muito mais feliz, conseguirei, também, ter muito mais sucesso em termos financeiros.

Afinal, nunca mais me poderei encostar à parede, sabendo que ganho aquilo, fixo, no fim do mês (como acontece com quase toda a gente). Muito pelo contrário – vou ter de melhorar, e crescer, constantemente. Algo que assusta quase toda a gente, mas que, para mim, fará com que me volte a sentir vivo. 🙂

Já agora, este é, somando todos os meus blogs, o meu 999º post! O que é que farei com o 1000º? Em qual blog será? Não percam o próximo episódio…

10 Razões Para Não Ter Um Emprego

Segunda-feira, 24 de Julho, 2006

Li, há pouco, aquele que é, possivelmente, o melhor blog post que já li até hoje. Absolutamente brilhante, e, para mim, correcto, da primeira à última palavra.

O post é do Steve Pavlina, e chama-se 10 Reasons You Should Never Get a Job.

É comprido, mas vale, sem dúvida, a pena ler. É daqueles posts que ofenderão muita gente – ele é bem mais directo do que eu costumo ser em relação a este assunto… mas ele tem razões para isso, afinal, já que ele já chegou há anos onde eu quero chegar. Eu acredito que vou conseguir, mas é impossível não ter, ocasionalmente, algumas dúvidas – sobretudo porque quase toda a gente à minha volta as alimenta.

Anyway, algumas “pérolas” (mas, mais uma vez, recomendo a leitura do post todo, de preferência mais do que uma vez):

It’s funny that when people reach a certain age, such as after graduating college, they assume it’s time to go out and get a job. But like many things the masses do, just because everyone does it doesn’t mean it’s a good idea. In fact, if you’re reasonably intelligent, getting a job is one of the worst things you can do to support yourself.

Why is getting a job so dumb? Because you only get paid when you’re working. Don’t you see a problem with that, or have you been so thoroughly brainwashed into thinking it’s reasonable and intelligent to only earn income when you’re working? Have you never considered that it might be better to be paid even when you’re not working? Who taught you that you could only earn income while working? Some other brainwashed employee perhaps?

The problem with getting experience from a job is that you usually just repeat the same limited experience over and over. You learn a lot in the beginning and then stagnate.

And if your limited skill set ever becomes obsolete, then your experience won’t be worth squat. In fact, ask yourself what the experience you’re gaining right now will be worth in 20-30 years? Will your job even exist then?

Many employees believe that getting a job is the safest and most secure way to support themselves. […] Does putting yourself in a position where someone else can turn off all your income just by saying two words (i.e. “you’re fired”) sound like a safe and secure situation to you? Does having only one income stream honestly sound more secure than having 10?

The idea that a job is the most secure way to generate income is just plain silly. You can’t have security if you don’t have control, and employees have the least control of anyone. If you’re an employee, then your real job title should be professional gambler.

Many people treat their jobs as their primary social outlet. They hang out with the same people working in the same field. Such incestuous relations are social dead ends. An exciting day includes deep conversations about the company’s switch from Sparkletts to Arrowhead, the delay of Microsoft’s latest operating system, and the unexpected delivery of more Bic pens.

EDIT: nem de propósito… o Dilbert de hoje:

Dilbert 20060724

As part of their obedience training, employees must be taught how to dress, talk, move, and so on. We can’t very well have employees thinking for themselves, now can we? That would ruin everything.

Have you noticed that employed people have an almost endless capacity to whine about the problems at their companies? But they don’t really want solutions – they just want to vent and make excuses why it’s all someone else’s problem. It’s as if getting a job somehow drains all the free will out of people and turns them into spineless cowards. If you can’t call your boss a jerk now and then without fear of getting fired, you’re no longer free. You’ve become your master’s property.

E há muito, muito mais.

Claro que a maioria de vocês vai dizer que aquilo “não é realista”, que nem toda a gente tem capacidade para ser criativa e inteligente a vida toda, e que é muito mais fácil e viável aprender um pequeno número de skills, e passar o resto da vida a fazer isso e apenas isso… afinal, “é o que toda a gente faz”.

Pois é.

Carta de demissão

Quinta-feira, 13 de Julho, 2006

E pronto. Depois de tanto mistério, finalmente, chegou a hora da revelação. 🙂

Entreguei, há segundos, a minha carta de demissão, depois de quase 2 anos aqui. Trabalho até dia 25 de Agosto. Depois disso, estou totalmente livre para os meus sinistros projectos.

Acho que, apesar de tudo, consigo sair a bem.

A pena que sinto é só uma: não o ter feito mais cedo. Não um mês ou dois, mas um ano. Apesar de tentar ser sempre racional, é fácil ficarmos prisioneiros dos nossos medos, e preferirmos o conforto de uma situação à incógnita da mudança.

Faz-me lembrar uma secção do GURPS Space, que explicava porque é que muita gente suporta (de corpo e alma, não apenas por medo de represálias) regimes ditatoriais. O governo diz que “nada é pior do que o caos”, enquanto os rebeldes dizem que “nada é pior do que a escravatura”. O triste é que muita gente teme muito mais o caos do que a escravatura… Preferem o mau ao desconhecido.

E eu próprio fui culpado disso, durante quase um ano em que sabia qual era a coisa certa a fazer, mas fui adiando. 🙁

Mas mais vale tarde do que nunca, não é?

Em pouco mais de um mês, estarei livre. E já me sinto aliviado.

Basta.

Sexta-feira, 7 de Julho, 2006

Se tudo correr bem, é hoje. Se não, talvez também seja hoje.

Não aguento mais esta m*rda. Desculpem o desabafo.