Arquivo da Categoria ‘Trabalho’

Regresso?

Terça-feira, 13 de Junho, 2006

Sim, eu sei que não tenho andado muito por aqui, nem pelos outros blogs. Falta de tempo, de energia, de disponibilidade… além de que, quando se interrompe uma coisa, a cada dia que passa torna-se mais difícil regressar (“o que é que eu vou escrever para explicar a ausência de quase 2 meses?”).

Mas… paciência. Não é que este seja um post brilhante :), mas os próximos vão ser. E pelo menos já ultrapassei a barreira inicial.

O que é que andei a fazer durante este tempo todo? Nada do outro mundo. Fiquei sem carta de condução, e só a recupero para a semana; tenho ido para o trabalho graças à boleia de uma simpática colega que, por acaso, é minha vizinha. Fui passear durante uns dias, para o norte do país, tendo visitado sítios como Unhais da Serra, Guarda, Foz Côa, Bragança e Alcanena. Adorei as férias, foram uma maravilha… e não, não fui sozinho. 😉

O trabalho continua, basicamente, o mesmo, se bem que até me têm chateado menos do que habitualmente. Houve uma semana em que até tive de fazer alguma programação, o que é, sem dúvida, infinitamente mais interessante do que as habituais tarefas tipo “Marvin, can you pick up that piece of paper?” (fica sempre bem citar o Douglas Adams). Here I am, brain the size of a planet… 🙂

Anyway. Não tenho jogado imenso. Mount&Blade, e desde hoje Hearts of Iron 2: Doomsday em PC, e alguns jogos na DS e GBA (Tetris, Resident Evil, Harvest Moon: Friends of Mineral Town, etc.).

Andei às voltas com uns estranhos crashes deste servidor, mas acredito que já estão resolvidos. Vamos ver se é desta.

E por agora é tudo. Vou ver se amanhã arranjo tempo para escrever nos outros. 🙂

Ainda bem que é sexta…

Sexta-feira, 21 de Abril, 2006

… porque estou mesmo farto de estar aqui.

Depois de duas semanas de férias e uma no Porto, em trabalho, mas que, apesar de ter passado os dias a trabalhar, “soube a férias”, estou agora no fim da primeira semana em que estou de volta ao trabalho, no sítio “normal”. E, apesar de não ter sido uma semana muito má – deu para fazer vários trabalhos interessantes, como upgrades a vários servidores e serviços, e até alguma programação para uma coisa que tinha feito há um ano – como eu não sou de “esticar” as coisas, e como o que gosto de fazer é feito depressa… agora tenho duas coisas chatíssimas e demoradas para fazer, e ainda faltam várias horas para sair daqui. Com chefe, ainda por cima. 🙁

Vou ver se amanhã crio mais um mini-site, se bem que estou completamente sem ideias. Terei de inventar alguma coisa…

De resto, a vida continua. O Advance Wars: Dual Strike está excelente; apesar de ainda não ter acabado o primeiro (estou quase no fim) e não ter jogado o segundo (ambos na GBA), não resisti a experimentar o DS na DS :), e tem sido mesmo difícil não fazer mais uma missão. Mas vou ver se no fim de semana acabo o primeiro, de uma vez por todas, e começo o segundo.

Entretanto, também chegaram o disco e a memória que tinha encomendado, bem como o OpenBSD 3.9, pelo que vou tentar fazer o upgrade ao servidor. Provavelmente será no sábado à tarde; nessa altura, obviamente, tudo isto estará em baixo. Vou tentar que seja rápido…

Ando com ideias para um outro blog, de “personal development”, que é um assunto que me tem interessado recentemente. Mas esse não deve ser lançado já; de momento, não tenho tempo suficiente para dar atenção a tudo isto. Eventualmente..

Porto (carago)

Domingo, 9 de Abril, 2006

De amanhã (segunda) até quinta-feira, vou estar no Porto (aquela terra onde se come tripas a todas as refeições, pelo que ouço dizer… :)), em trabalho. Ainda não estou a ver o que é que pode demorar 4 dias a fazer, mas, pronto, logo se verá. O trabalho em si será provavelmente uma seca, mas talvez a parte de conhecer o pessoal de lá, e, quem sabe, a cidade em si (prevejo que os dias sejam passados nas instalações da empresa, mas talvez à noite se explore outras coisas) sejam interessantes.

Sendo assim, é pouco provável que possa escrever aqui ou nos outros; aceder dos telemóveis não é muito prático, e durante o dia devo estar ocupado. Mesmo assim, espero ler o mail todos os dias à noite, e talvez me ligue aos messengers (MSN e Google Talk) nas horas vagas – se as houver. Essa parte até funciona bem nos telemóveis. 🙂

Espero mesmo é ter algumas ideias para posts e mini-sites, para quando voltar. Nas 2 semanas de férias que acabei de ter, apesar de não ter feito tanto como queria, ainda tive resultados melhores do que esperava, confirmando que isto resulta, e que posso concretizar os meus sinistros planos em tempo útil.

Workaholics

Quarta-feira, 5 de Abril, 2006

Definitivamente, não gosto de workaholics.

Posso “gostar” de pessoas que o sejam, mas será apesar disso, não por causa disso. Será sempre uma parte da personalidade da pessoa em questão que me incomoda.

Ainda por cima, tenho o “azar” de ter, ao longo da vida, conhecido imensos!

Muita gente (mesmo não-workaholics) não compreende bem o conceito, e confundem “workaholic” com “pessoa responsável e trabalhadora” – logo, algo positivo. Mas estão erradas. Ser workaholic é algo irracional, doentio – como disse, uma pessoa pode ser boa pessoa apesar disso, mas é, e será, sempre um defeito, e um problema.

Há também quem pense que se trata simplesmente de alguém adorar o que faz. Mas não – muitos workaholics andam deprimidos, stressados, e com problemas de saúde (física e mental). Aquilo é mais uma compulsão, uma obsessão.

O que é que ser workaholic diz sobre uma pessoa? Um ou mais dos seguintes: (mais…)

Liberdade

Terça-feira, 28 de Março, 2006

Acabo de vir da rua, de um passeio a pé. Está um dia bonito, e apeteceu-me – aliás, tenho-o feito todos os dias, desde que estou de férias. Tem piada explorar Tercena e arredores – curiosamente, não conheço quase nada disto.

Hoje as minhas andanças levaram-me a um descampado… Ok, mais uma “mini-colina”, com vegetação, que fica mais ou menos entre Tercena e Barcarena. Um sítio onde até já tinha visto ovelhas pastar, mas não, não fui lá por causa disso. 🙂

Já não andava em terrenos deste género há um bom tempo, e foi uma sensação agradável. E, a certa altura, vi uma placa meio enferrujada no cimo da “mini-colina”… tive, obviamente, de ir lá ver. Era uma placa a citar o fim de uma zona qualquer, relacionada com a Fábrica da Pólvora (que é aqui para estes lados). O curioso é que a placa citava um decreto de lei de 1892! Não me parece que a placa em si seja tão velha, obviamente, mas mesmo assim deve ter umas boas décadas.

No regresso, fui pensando em como é bom fazer isto: estar em casa a trabalhar, apetecer-me ir dar um passeio, e fazê-lo. Isto é vida, isto é o que é – ou devia ser – natural para o ser humano. Não é estar num escritório, como se fosse numa prisão, a perder dias inteiros, e a chegar a casa tão cansado do stress de aturar idiotas que só me apetece dormir – para no dia seguinte repetir a dose.

Mas, em algum ponto da história, o ser humano, imbecilmente, trocou tudo (como tem o hábito de fazer), e o horror tornou-se “natural”. E o que era natural passou a ser “coisa de malucos”.

Bah.

A obsessão por um "emprego estável"

Terça-feira, 28 de Março, 2006

Já o mencionei aqui antes, mas quero aprofundar mais esta questão, já que a considero um dos maiores problemas neste país: a obsessão por um “emprego estável”. (mais…)

20060322

Quarta-feira, 22 de Março, 2006

O mini-site de xadrez está a meio. O texto em si está mais ou menos pronto, mas faltam as imagens, os exemplos, e o aspecto da coisa. Depois, é só fazer a versão em inglês.

Não sei é se o acabo hoje à noite, porque amanhã tenho de madrugar, já que vou ser obrigado a ir a uma formação para aumentar a complicação dos nossos procedimentos (ou assim parece), que tem todo o ar de ser inútil, idiota e contra-producente. Mas os engravatados (esses ratos suínos, esses porcos de esgoto) gostam destas coisas. 🙁

De resto, não há grandes novidades. O tempo é pouco, com o trabalho, e depois os mini-sites em casa; nem tenho tido tempo para jogar, por exemplo.

Mesmo assim, a vida progride. Lentamente, mas progride.

Ando a deliciar-me com isto, nos últimos tempos. É realmente uma obra de arte. Eu sei, estou 27 anos atrasado, mas mais vale nunca que tarde, ou algo do género. 🙂

Além do mini-site, logo tenho de ver se ponho em cima o novo blog pessoal do Klawfive. Aquilo não demora, por isso deve dar, mas nunca se sabe… Quando estiver em cima, eu anuncio-o aqui. Entretanto, já foram ao Garrafive hoje? 😉

Chefias

Terça-feira, 7 de Março, 2006

Parece que o chefe vem amanhã já.

AAARRRGH!

🙁

Os Portugueses e o Dinheiro

Terça-feira, 15 de Novembro, 2005

Somos um país pobre, com muita miséria, “em crise” permanentemente, com ordenados baixos, pouca produtividade, muita gente endividada… sim, tudo isso é verdade.

E, muitas vezes, vem alguém falar sobre as razões disso. Bem, é a minha vez. Mas acho que as minhas razões, que são bem simples, são bem diferentes das habitualmente apresentadas… e imagino que quase ninguém concorde comigo. So what’s new? 🙂

No fundo, o seguinte é uma única razão, mas, por clareza, vou expandi-la em várias partes.

  • apesar de não sermos um povo muito religioso (por exemplo, não temos fanatismos “à lá” EUA, e a maior parte dos jovens hoje em dia não segue qualquer religião), há uma crença de origem religiosa em que parecemos quase todos acreditar: que o dinheiro é a origem de todo o mal. O dinheiro é aquilo que todos querem, mas que todos têm vergonha de admitir que querem.
  • a ideia de fazer dinheiro com trabalho árduo e honesto é completamente alheia aos Portugueses. Para quase todos nós, quem faça bastante dinheiro, das duas uma:
    1. ou é corrupto, e está a roubar,
    2. ou não o consegue trabalhando, mas sim explorando outros que trabalham.
  • como consequência, ganhar dinheiro é imoral – a única coisa vagamente aceitável é alguém matar-se a trabalhar para conseguir o mínimo dos mínimos para sobreviver. Qualquer coisa a mais do que isso já implica, como disse acima, corrupção e/ou exploração de outros.
  • o Português acredita, por isso, que não é possível “subir na vida” de uma forma honesta, através de competência e trabalho.
  • a ideia de ganhar dinheiro a fazer algo de que se gosta é completamente absurda, impossível e impensável.
  • sendo assim, se alguém sugerir uma forma de ganhar dinheiro com algo que já se faz por gosto, isso é considerado uma “corrupção” que tira a pureza da coisa.

Concordam? Duvido. 🙂

Outra crença curiosa do Português é esta: que um emprego não é uma troca entre o empregador e o empregado que favorece ambas as partes, mas sim um favor que o empregador faz ao empregado. Por muito competente e trabalhador que este seja, por muito dinheiro que ele faça à empresa – é sempre um favor, e o empregado não tem nada que reclamar se alguma coisa está mal – se ele não quer estas condições, há muitos que as querem. Ele já tem “sorte” (que conceito ridículo, aqui…) em ter um emprego. Afinal, há tanto desemprego…

E isto se calhar estaria melhor no Way of the Mind, mas, por outro lado, só faz sentido num blog Português…

Quando o chefe está fora…

Sexta-feira, 21 de Outubro, 2005

Durante esta semana, até ontem, o chefe da equipa e o outro colega da mesma estiveram fora, em formação. Tive bastante mais pedidos da parte de colegas, e trabalho em geral, porque tive de fazer o trabalho dos 3.

Ao mesmo tempo, deu para escrever mais nos blogs, e para fazer outras coisas pessoais.

Irónico, não é? Sem chefe, dá para trabalhar mais e ao mesmo tempo tratar mais de coisas pessoais.

E porquê? Porque não tenho de fingir. Não tenho de parecer ocupado. Tenho tempo para trabalhar por 3 e ainda fazer as coisas de que gosto.

E, ainda por cima, agora que tenho o chefe cá outra vez, estou tenso como já não estava há tempos.

Estou tão farto disto…

Ideias para blogs

Sexta-feira, 14 de Outubro, 2005

Ultimamente, ando com montes de ideias para blogs – the money making kind.

Montes, mesmo. Ideias tipo “um blog assim e assado, actualizado 2-3 vezes por dia, em um ano estaria a dar 100-150 euros por mês, e em 2 anos permitiria ao autor deixar o emprego.”

O problema é que todas essas ideias são de coisas que não me fascinam particularmente, que não são uma paixão para mim. Seria mesmo estar a escrever por dinheiro, e não por gosto. Escrever por obrigação. E manter-me ultra-informado sobre assuntos que não me interessam muito.

Frustrante, não é?

Talvez eu pudesse vender estas ideias a alguém… mas duvido.

Por exemplo:

  • blog português, sobre telemóveis, com tudo o que seja novidades, opiniões, links para artigos, etc., com uns 2-4 artigos por dia. Esse daria muito dinheiro.
  • blog português sobre as próximas eleições. Não um blog genérico sobre política, mas mesmo sobre as próximas eleições – até lá, só ia crescendo, e nos últimos dias, milhares e milhares de acessos. Depois, o blog transforma-se e reorienta-se para as eleições seguintes, ou simplesmente cria-se um novo blog e o antigo linka para o novo.
  • blog sobre algum tipo de gadgets. Já há imensos, mas ainda acredito que seja possível descobrir um tipo de gadgets pouco falado.
  • blog sobre jogos de alguma consola, com várias reviews e comentários e dicas e previews por dia.
  • blog sobre algum MMORPG.
  • blog sobre um género de música.

No fundo, acaba por ser a junção de vários factores:

  1. várias actualizações por dia. Tentar apontar para as 4, em média, havendo dias com 2, e outros com 6 ou mais para compensar. Isto sempre, todos os dias.
  2. paciência. por muito bem escrito que o blog seja, a não ser que já se seja famoso, ou que se consiga ser promovido por alguém famoso, não se deve esperar dinheiro “a sério” em menos de um ano – ano esse com os tais 4 posts por dia, em média.
  3. escrever bem. Sem erros, e de uma forma apelativa.
  4. escolher um tema que tenha pouca oferta e muita procura. Isto é cada vez mais difícil, mas ainda é possível.
  5. ter paixão pelo tema – não se pode escrever um blog sobre um assunto sem ler diariamente outros sites e blogs relacionados. E isto é suposto ser um prazer, não um sacrifício.
  6. ter o blog bem feito em termos técnicos, bem “search engine-friendly”, bem interlinkado, com títulos e “keywords” bem escolhidos.
  7. ter o blog bem promovido, tanto em motores de busca, como em links a partir de outros sites. Muitos.
  8. não desistir um ou dois meses depois. 🙂

Uma coisa que já pensei, talvez relacionado com o “vender” as ideias, é alguém de confiança (que, para mim, é pouca gente) criar o seu blog, alojado aqui no www.dehumanizer.com, em que eu ajudo com a parte técnica e a promoção, e talvez com a ideia inicial. Depois, fico com 20% dos lucros ou coisa parecida. Mas não me parece que conheça pessoas ao mesmo tempo confiáveis, e viradas para aí.

UAQ sobre a entrada anterior

Segunda-feira, 26 de Setembro, 2005

UAQ = “unfrequently asked questions”. Se bem que é um eufemismo. 🙂

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20050926

Segunda-feira, 26 de Setembro, 2005

E a vida continua.

O almoço de ontem… teve piada, mas o número de pizzas foi substancialmente abaixo do necessário para ficarmos devidamente alimentados. Bem, talvez assim eles aprendam.

De resto… o que me anda mesmo a chatear, como se calhar já entenderam (adoro iludir-me em relação ao facto de alguém ler isto! :)) é a questão do trabalho.

A paciência para aturar certas coisas… bem, digamos que não é o que era há 8 anos, nem sequer é o que era há 1 ano. Não tenho pachorra para joguinhos, para mentiras, para intrigas, para hipocrisias, para qualquer tipo de desonestidade. E estou farto de ser criticado por tudo (horários, aparência, parecer ocupado) o que não é importante, já que não me podem criticar pelo que é. Será que esta gente tem assim tanto tempo livre?

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20050920

Quarta-feira, 21 de Setembro, 2005

Mais um desabafo. Cuidado!

Hoje o dia até correu, na sua maioria, bem. Finalmente, resolvi um problema com um servidor que já durava há dias, fiz a documentação correspondente, e o novo wiki está fantástico (não, não me estou a gabar, o mérito é da MediaWiki, eu só o instalei). No meio disso tudo, ainda deu para grandes progressos num dos meus projectos ultra-secretos (no qual continuei a trabalhar, depois de chegar a casa, até há minutos atrás… ainda não está perfeito, mas, comparado com o que era antes, é como da noite para o dia… but I digress), e há poucas coisas mais estimulantes, para mim, do que resolver problemas atrás de problemas atrás de problemas… pensando e criando, não apenas “tendo muita pachorra”.

Mas, no fim, uma simples frase estragou tudo. Eu tenho de fazer alguma coisa – e, sei, já ando a dizer isto, tanto a mim mesmo, como às poucas pessoas em quem confio, como aqui – mas tenho mesmo de me mexer, de mudar as coisas, e depressa, senão dou em doido.

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