Arquivo da Categoria ‘Trabalho’

Ainda bem que é sexta…

Sexta-feira, 21 de Abril, 2006

… porque estou mesmo farto de estar aqui.

Depois de duas semanas de férias e uma no Porto, em trabalho, mas que, apesar de ter passado os dias a trabalhar, “soube a férias”, estou agora no fim da primeira semana em que estou de volta ao trabalho, no sítio “normal”. E, apesar de não ter sido uma semana muito má – deu para fazer vários trabalhos interessantes, como upgrades a vários servidores e serviços, e até alguma programação para uma coisa que tinha feito há um ano – como eu não sou de “esticar” as coisas, e como o que gosto de fazer é feito depressa… agora tenho duas coisas chatíssimas e demoradas para fazer, e ainda faltam várias horas para sair daqui. Com chefe, ainda por cima. 🙁

Vou ver se amanhã crio mais um mini-site, se bem que estou completamente sem ideias. Terei de inventar alguma coisa…

De resto, a vida continua. O Advance Wars: Dual Strike está excelente; apesar de ainda não ter acabado o primeiro (estou quase no fim) e não ter jogado o segundo (ambos na GBA), não resisti a experimentar o DS na DS :), e tem sido mesmo difícil não fazer mais uma missão. Mas vou ver se no fim de semana acabo o primeiro, de uma vez por todas, e começo o segundo.

Entretanto, também chegaram o disco e a memória que tinha encomendado, bem como o OpenBSD 3.9, pelo que vou tentar fazer o upgrade ao servidor. Provavelmente será no sábado à tarde; nessa altura, obviamente, tudo isto estará em baixo. Vou tentar que seja rápido…

Ando com ideias para um outro blog, de “personal development”, que é um assunto que me tem interessado recentemente. Mas esse não deve ser lançado já; de momento, não tenho tempo suficiente para dar atenção a tudo isto. Eventualmente..

Porto (carago)

Domingo, 9 de Abril, 2006

De amanhã (segunda) até quinta-feira, vou estar no Porto (aquela terra onde se come tripas a todas as refeições, pelo que ouço dizer… :)), em trabalho. Ainda não estou a ver o que é que pode demorar 4 dias a fazer, mas, pronto, logo se verá. O trabalho em si será provavelmente uma seca, mas talvez a parte de conhecer o pessoal de lá, e, quem sabe, a cidade em si (prevejo que os dias sejam passados nas instalações da empresa, mas talvez à noite se explore outras coisas) sejam interessantes.

Sendo assim, é pouco provável que possa escrever aqui ou nos outros; aceder dos telemóveis não é muito prático, e durante o dia devo estar ocupado. Mesmo assim, espero ler o mail todos os dias à noite, e talvez me ligue aos messengers (MSN e Google Talk) nas horas vagas – se as houver. Essa parte até funciona bem nos telemóveis. 🙂

Espero mesmo é ter algumas ideias para posts e mini-sites, para quando voltar. Nas 2 semanas de férias que acabei de ter, apesar de não ter feito tanto como queria, ainda tive resultados melhores do que esperava, confirmando que isto resulta, e que posso concretizar os meus sinistros planos em tempo útil.

Workaholics

Quarta-feira, 5 de Abril, 2006

Definitivamente, não gosto de workaholics.

Posso “gostar” de pessoas que o sejam, mas será apesar disso, não por causa disso. Será sempre uma parte da personalidade da pessoa em questão que me incomoda.

Ainda por cima, tenho o “azar” de ter, ao longo da vida, conhecido imensos!

Muita gente (mesmo não-workaholics) não compreende bem o conceito, e confundem “workaholic” com “pessoa responsável e trabalhadora” – logo, algo positivo. Mas estão erradas. Ser workaholic é algo irracional, doentio – como disse, uma pessoa pode ser boa pessoa apesar disso, mas é, e será, sempre um defeito, e um problema.

Há também quem pense que se trata simplesmente de alguém adorar o que faz. Mas não – muitos workaholics andam deprimidos, stressados, e com problemas de saúde (física e mental). Aquilo é mais uma compulsão, uma obsessão.

O que é que ser workaholic diz sobre uma pessoa? Um ou mais dos seguintes: (mais…)

Liberdade

Terça-feira, 28 de Março, 2006

Acabo de vir da rua, de um passeio a pé. Está um dia bonito, e apeteceu-me – aliás, tenho-o feito todos os dias, desde que estou de férias. Tem piada explorar Tercena e arredores – curiosamente, não conheço quase nada disto.

Hoje as minhas andanças levaram-me a um descampado… Ok, mais uma “mini-colina”, com vegetação, que fica mais ou menos entre Tercena e Barcarena. Um sítio onde até já tinha visto ovelhas pastar, mas não, não fui lá por causa disso. 🙂

Já não andava em terrenos deste género há um bom tempo, e foi uma sensação agradável. E, a certa altura, vi uma placa meio enferrujada no cimo da “mini-colina”… tive, obviamente, de ir lá ver. Era uma placa a citar o fim de uma zona qualquer, relacionada com a Fábrica da Pólvora (que é aqui para estes lados). O curioso é que a placa citava um decreto de lei de 1892! Não me parece que a placa em si seja tão velha, obviamente, mas mesmo assim deve ter umas boas décadas.

No regresso, fui pensando em como é bom fazer isto: estar em casa a trabalhar, apetecer-me ir dar um passeio, e fazê-lo. Isto é vida, isto é o que é – ou devia ser – natural para o ser humano. Não é estar num escritório, como se fosse numa prisão, a perder dias inteiros, e a chegar a casa tão cansado do stress de aturar idiotas que só me apetece dormir – para no dia seguinte repetir a dose.

Mas, em algum ponto da história, o ser humano, imbecilmente, trocou tudo (como tem o hábito de fazer), e o horror tornou-se “natural”. E o que era natural passou a ser “coisa de malucos”.

Bah.

A obsessão por um "emprego estável"

Terça-feira, 28 de Março, 2006

Já o mencionei aqui antes, mas quero aprofundar mais esta questão, já que a considero um dos maiores problemas neste país: a obsessão por um “emprego estável”. (mais…)

20060322

Quarta-feira, 22 de Março, 2006

O mini-site de xadrez está a meio. O texto em si está mais ou menos pronto, mas faltam as imagens, os exemplos, e o aspecto da coisa. Depois, é só fazer a versão em inglês.

Não sei é se o acabo hoje à noite, porque amanhã tenho de madrugar, já que vou ser obrigado a ir a uma formação para aumentar a complicação dos nossos procedimentos (ou assim parece), que tem todo o ar de ser inútil, idiota e contra-producente. Mas os engravatados (esses ratos suínos, esses porcos de esgoto) gostam destas coisas. 🙁

De resto, não há grandes novidades. O tempo é pouco, com o trabalho, e depois os mini-sites em casa; nem tenho tido tempo para jogar, por exemplo.

Mesmo assim, a vida progride. Lentamente, mas progride.

Ando a deliciar-me com isto, nos últimos tempos. É realmente uma obra de arte. Eu sei, estou 27 anos atrasado, mas mais vale nunca que tarde, ou algo do género. 🙂

Além do mini-site, logo tenho de ver se ponho em cima o novo blog pessoal do Klawfive. Aquilo não demora, por isso deve dar, mas nunca se sabe… Quando estiver em cima, eu anuncio-o aqui. Entretanto, já foram ao Garrafive hoje? 😉

Chefias

Terça-feira, 7 de Março, 2006

Parece que o chefe vem amanhã já.

AAARRRGH!

🙁

Os Portugueses e o Dinheiro

Terça-feira, 15 de Novembro, 2005

Somos um país pobre, com muita miséria, “em crise” permanentemente, com ordenados baixos, pouca produtividade, muita gente endividada… sim, tudo isso é verdade.

E, muitas vezes, vem alguém falar sobre as razões disso. Bem, é a minha vez. Mas acho que as minhas razões, que são bem simples, são bem diferentes das habitualmente apresentadas… e imagino que quase ninguém concorde comigo. So what’s new? 🙂

No fundo, o seguinte é uma única razão, mas, por clareza, vou expandi-la em várias partes.

  • apesar de não sermos um povo muito religioso (por exemplo, não temos fanatismos “à lá” EUA, e a maior parte dos jovens hoje em dia não segue qualquer religião), há uma crença de origem religiosa em que parecemos quase todos acreditar: que o dinheiro é a origem de todo o mal. O dinheiro é aquilo que todos querem, mas que todos têm vergonha de admitir que querem.
  • a ideia de fazer dinheiro com trabalho árduo e honesto é completamente alheia aos Portugueses. Para quase todos nós, quem faça bastante dinheiro, das duas uma:
    1. ou é corrupto, e está a roubar,
    2. ou não o consegue trabalhando, mas sim explorando outros que trabalham.
  • como consequência, ganhar dinheiro é imoral – a única coisa vagamente aceitável é alguém matar-se a trabalhar para conseguir o mínimo dos mínimos para sobreviver. Qualquer coisa a mais do que isso já implica, como disse acima, corrupção e/ou exploração de outros.
  • o Português acredita, por isso, que não é possível “subir na vida” de uma forma honesta, através de competência e trabalho.
  • a ideia de ganhar dinheiro a fazer algo de que se gosta é completamente absurda, impossível e impensável.
  • sendo assim, se alguém sugerir uma forma de ganhar dinheiro com algo que já se faz por gosto, isso é considerado uma “corrupção” que tira a pureza da coisa.

Concordam? Duvido. 🙂

Outra crença curiosa do Português é esta: que um emprego não é uma troca entre o empregador e o empregado que favorece ambas as partes, mas sim um favor que o empregador faz ao empregado. Por muito competente e trabalhador que este seja, por muito dinheiro que ele faça à empresa – é sempre um favor, e o empregado não tem nada que reclamar se alguma coisa está mal – se ele não quer estas condições, há muitos que as querem. Ele já tem “sorte” (que conceito ridículo, aqui…) em ter um emprego. Afinal, há tanto desemprego…

E isto se calhar estaria melhor no Way of the Mind, mas, por outro lado, só faz sentido num blog Português…

Quando o chefe está fora…

Sexta-feira, 21 de Outubro, 2005

Durante esta semana, até ontem, o chefe da equipa e o outro colega da mesma estiveram fora, em formação. Tive bastante mais pedidos da parte de colegas, e trabalho em geral, porque tive de fazer o trabalho dos 3.

Ao mesmo tempo, deu para escrever mais nos blogs, e para fazer outras coisas pessoais.

Irónico, não é? Sem chefe, dá para trabalhar mais e ao mesmo tempo tratar mais de coisas pessoais.

E porquê? Porque não tenho de fingir. Não tenho de parecer ocupado. Tenho tempo para trabalhar por 3 e ainda fazer as coisas de que gosto.

E, ainda por cima, agora que tenho o chefe cá outra vez, estou tenso como já não estava há tempos.

Estou tão farto disto…

Ideias para blogs

Sexta-feira, 14 de Outubro, 2005

Ultimamente, ando com montes de ideias para blogs – the money making kind.

Montes, mesmo. Ideias tipo “um blog assim e assado, actualizado 2-3 vezes por dia, em um ano estaria a dar 100-150 euros por mês, e em 2 anos permitiria ao autor deixar o emprego.”

O problema é que todas essas ideias são de coisas que não me fascinam particularmente, que não são uma paixão para mim. Seria mesmo estar a escrever por dinheiro, e não por gosto. Escrever por obrigação. E manter-me ultra-informado sobre assuntos que não me interessam muito.

Frustrante, não é?

Talvez eu pudesse vender estas ideias a alguém… mas duvido.

Por exemplo:

  • blog português, sobre telemóveis, com tudo o que seja novidades, opiniões, links para artigos, etc., com uns 2-4 artigos por dia. Esse daria muito dinheiro.
  • blog português sobre as próximas eleições. Não um blog genérico sobre política, mas mesmo sobre as próximas eleições – até lá, só ia crescendo, e nos últimos dias, milhares e milhares de acessos. Depois, o blog transforma-se e reorienta-se para as eleições seguintes, ou simplesmente cria-se um novo blog e o antigo linka para o novo.
  • blog sobre algum tipo de gadgets. Já há imensos, mas ainda acredito que seja possível descobrir um tipo de gadgets pouco falado.
  • blog sobre jogos de alguma consola, com várias reviews e comentários e dicas e previews por dia.
  • blog sobre algum MMORPG.
  • blog sobre um género de música.

No fundo, acaba por ser a junção de vários factores:

  1. várias actualizações por dia. Tentar apontar para as 4, em média, havendo dias com 2, e outros com 6 ou mais para compensar. Isto sempre, todos os dias.
  2. paciência. por muito bem escrito que o blog seja, a não ser que já se seja famoso, ou que se consiga ser promovido por alguém famoso, não se deve esperar dinheiro “a sério” em menos de um ano – ano esse com os tais 4 posts por dia, em média.
  3. escrever bem. Sem erros, e de uma forma apelativa.
  4. escolher um tema que tenha pouca oferta e muita procura. Isto é cada vez mais difícil, mas ainda é possível.
  5. ter paixão pelo tema – não se pode escrever um blog sobre um assunto sem ler diariamente outros sites e blogs relacionados. E isto é suposto ser um prazer, não um sacrifício.
  6. ter o blog bem feito em termos técnicos, bem “search engine-friendly”, bem interlinkado, com títulos e “keywords” bem escolhidos.
  7. ter o blog bem promovido, tanto em motores de busca, como em links a partir de outros sites. Muitos.
  8. não desistir um ou dois meses depois. 🙂

Uma coisa que já pensei, talvez relacionado com o “vender” as ideias, é alguém de confiança (que, para mim, é pouca gente) criar o seu blog, alojado aqui no www.dehumanizer.com, em que eu ajudo com a parte técnica e a promoção, e talvez com a ideia inicial. Depois, fico com 20% dos lucros ou coisa parecida. Mas não me parece que conheça pessoas ao mesmo tempo confiáveis, e viradas para aí.

UAQ sobre a entrada anterior

Segunda-feira, 26 de Setembro, 2005

UAQ = “unfrequently asked questions”. Se bem que é um eufemismo. 🙂

(mais…)

20050926

Segunda-feira, 26 de Setembro, 2005

E a vida continua.

O almoço de ontem… teve piada, mas o número de pizzas foi substancialmente abaixo do necessário para ficarmos devidamente alimentados. Bem, talvez assim eles aprendam.

De resto… o que me anda mesmo a chatear, como se calhar já entenderam (adoro iludir-me em relação ao facto de alguém ler isto! :)) é a questão do trabalho.

A paciência para aturar certas coisas… bem, digamos que não é o que era há 8 anos, nem sequer é o que era há 1 ano. Não tenho pachorra para joguinhos, para mentiras, para intrigas, para hipocrisias, para qualquer tipo de desonestidade. E estou farto de ser criticado por tudo (horários, aparência, parecer ocupado) o que não é importante, já que não me podem criticar pelo que é. Será que esta gente tem assim tanto tempo livre?

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20050920

Quarta-feira, 21 de Setembro, 2005

Mais um desabafo. Cuidado!

Hoje o dia até correu, na sua maioria, bem. Finalmente, resolvi um problema com um servidor que já durava há dias, fiz a documentação correspondente, e o novo wiki está fantástico (não, não me estou a gabar, o mérito é da MediaWiki, eu só o instalei). No meio disso tudo, ainda deu para grandes progressos num dos meus projectos ultra-secretos (no qual continuei a trabalhar, depois de chegar a casa, até há minutos atrás… ainda não está perfeito, mas, comparado com o que era antes, é como da noite para o dia… but I digress), e há poucas coisas mais estimulantes, para mim, do que resolver problemas atrás de problemas atrás de problemas… pensando e criando, não apenas “tendo muita pachorra”.

Mas, no fim, uma simples frase estragou tudo. Eu tenho de fazer alguma coisa – e, sei, já ando a dizer isto, tanto a mim mesmo, como às poucas pessoas em quem confio, como aqui – mas tenho mesmo de me mexer, de mudar as coisas, e depressa, senão dou em doido.

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20050913

Terça-feira, 13 de Setembro, 2005

Ainda não pus as fotos do almoço online. Vou ver se me lembro de o fazer logo à noite.

Estou a gostar dos Fates Warning, tanto que até já comprei mais 2 álbuns (eu sou esquisito, compro música, nos dias que correm. Azar. :)). Aquilo é mais ou menos “progressive metal”, se bem que bem menos complexo do que, por exemplo, Dream Theater. Boa voz, bons músicos, e músicas muito agradáveis de ouvir.

Acabei de sair de uma reunião. Continuo a achar que são demasiado longas, e que se fala de muita coisa que ou não necessitava de tanta conversa, ou era algo que podia ser perfeitamente falado fora de uma reunião. Mas pronto, se calhar penso assim porque sou anti-social 🙂 e porque sinto que as reuniões acabam por ser sempre uma interrupção – ainda por cima, longa.

Mas podia ser pior. Podiam estar infestadas com um ou mais engravatados (que são dos seres mais desprezíveis e imundos à face da Terra), e tal não tem acontecido. Felizmente.

Hoje consegui escrever, no WotM, algo que já estava para escrever há algum tempo, sobre a mentalidade típica dos portugueses (e, penso eu, não só), de acharem que uma empresa ou patrão lhes fazem um favor em dar emprego, por muito difícil e mal pago que ele seja, por muito que sejam explorados – vêm sempre com o argumento de que “já se tem muita sorte em se estar empregado” e “as coisas andam difíceis” e “a crise” (que dura, pelos vistos, pelo menos desde que eu nasci…) e “se não queres estas condições, há muita gente que as quer”, etc.. Bem, não vou repetir metade do artigo aqui. Leiam, se quiserem: A job: trade, favor or duty?

No Tlog, só um link para um simulador de ataque de zombies que achei lindo! (mas isso tem, provavelmente, a ver com o meu gosto por zombies… se bem que tem piada como experiência, independentemente disso.)