Impressões sobre a ZON Fibra 100 megas

28 de Setembro, 2009

Como me foi perguntado aqui

Ainda não fiz testes de downloads a sério. “Sente-se” a navegação mais rápida, e a a velocidade indicada ao fazer downloads (refiro-me a fazê-lo pelo browser, ainda não fiz nada por torrents e semelhantes desde que tenho fibra) tem sido em geral maior.

A questão é que o que eu queria deste acesso era o upload. Foi por isso que pedi 100 megas (6 de upload); se só quisesse isto para uma utilização “normal”, provavelmente não notaria qualquer diferença se tivesse “apenas” 50 megas (3 de upload).

Já consegui mais de 600 KB/s (bytes, não bits) de upload, fazendo vários em simultâneo. Com 1 Mb de upload (o que tinha antes), o limite era 128 KB/s, e tendo os sites todos aqui o gráfico de utilização passava parte do dia a bater nesse valor.

Em relação a downloads, de qualquer forma, não se aproveitam velocidades destas usando wireless G, como eu ainda tenho em casa, em que as velocidades médias andam na ordem dos 20 megabits (os 54 são teóricos). Penso, no entanto, eventualmente passar o maior número de coisas para wireless N (usando um router N ligado ao router/modem deles por ethernet a 100).1

Anyway, até agora estou satisfeito — os sites estão mesmo rápidos, acedidos de fora, e pelo que vejo nos gráficos ainda tenho imensa folga para subir.

  1. Incidentalmente, acho que eles teriam sido muito mais simpáticos — e o serviço seria muito mais atractivo — se fornecessem um router/modem com wireless N e portas ethernet gigabit. Como está, é um desperdício completo se se usar wireless, e mesmo por ethernet qual é o sentido de contratar mais de 100 megas quando as portas do router não passam disso? Espero que no futuro abram os olhos… e, já agora, troquem os modems aos clientes sem nenhum custo para estes últimos. []

O que quer dizer “sou de direita”?

27 de Setembro, 2009

Estando em tempos de eleições, ao passar por outros blogs portugueses é normal ver os autores dos mesmos dizer coisas como “sou de X” (esquerda, direita), umas vezes seguido da palavra “mas”, e outras vezes de “e”. No caso da direita, e antes de mandar eu próprio postas de pescada sobre o assunto, gostaria que os leitores que se descrevem como sendo da mesma me respondam ao seguinte: exactamente, o que é que queres dizer com isso? O que é que é para ti ser de direita?

Nota: a pergunta é só para quem efectivamente o seja (o que não é o meu caso, como vimos 2 posts abaixo). Ou seja, quero auto-descrições, e não opiniões/descrições externas.

20090925: várias novidades

25 de Setembro, 2009
  • Já tenho fibra óptica em casa! ZON 100 megas, com 6 megas de upload. A instalação correu bem e tudo. :) Passei a ter também mais canais de TV, e uma box que permite gravar coisas e “alugar” filmes.
  • Tendo sextuplicado a largura de banda de upload, resolvi experimentar passar todos os sites outra vez para o meu PC caseiro. Neste momento parece estar tudo bem; a única coisa chata é que as ligações de SSH (a partir do emprego) parecem “morrer” passado um bocado, o que não acontecia no sistema anterior (também da ZON, mas por cabo, com um modem diferente). Ando a fazer experiências com keepalives e afins para ver se dá para contornar. De qualquer forma, se tudo correr bem, poderei eliminar um dos servidores externos e downgradar o outro para o mínimo (ainda preciso dele por causa do mail), poupando assim uns 50 euros todos os meses (considerando que estou a pagar mais 10 em relação ao que pagava antes, reduzo os meus gastos mensais em 40 euros).
  • Saiu finalmente o Gridrunner Revolution! Tens Windows? Experimenta a demo! É dos jogos mais lindos e mais psicadélicos (mas bem mais acessível que o Space Giraffe) que vi nos últimos tempos, e jogá-lo é um delírio. Tenho de experimentar ligá-lo à televisão grande…
  • Este site é hilariante, especialmente para um ateu como eu. :)
  • Voltei a escrever aqui.

EDIT: já contornei o problema dos SSHs: ServerAliveInterval 30 no /etc/ssh/ssh_config no PC do trabalho.

EDIT 2: escrevi mais sobre o Gridrunner Revolution aqui.

Bússola Eleitoral

21 de Setembro, 2009

Teste aqui.

bussolaeleitoral

Aqui, é mais ou menos o que eu pensava (refiro-me ao ponto onde estou no gráfico, e não ao facto de estar perto deste ou daquele partido). Questões de economia, para mim, só são importantes quando as questões de liberdade individual estão asseguradas; caso não o estejam, darei sempre preferência a estas. Por outras palavras, entre um partido que discriminalize o aborto e legalize  o casamento de homossexuais (ou pelo menos tente fazê-lo), e outro que ache que os direitos individuais básicos são só para alguns, preferirei sempre o primeiro, mesmo que o segundo até tenha melhores ideias para o orçamento de estado, seja menos corrupto, etc..

Ou seja, sou o que nos EUA se chama normalmente um “values voter”, se bem que aqueles normalmente descritos com esse termo são exactamente o contrário de mim (extrema-direita ultra-religiosa).

bussolaeleitoral2

Este (resultado do mesmo teste) é um pouco estranho, já que o primeiro gráfico mostra-me muito mais perto do PS do que do SMS… sorry, MMS. Destes últimos não sei nada (não vejo televisão), mas acho os cartazes deles que vejo na IC19 totalmente idiotas, vulgares e sem nível; parecem escritos por um adolescente pseudo-rebelde e que não é lá muito bom a Português (provavelmente os seus “livros” preferidos chamam-se “A Bola” e “Record”). É claro que os cartazes não definem realmente a política do partido, mas se é com este populismo anti-intelectual que os líderes do partido se querem identificar… não abona muito a favor deles.

Enfim. O importante nestas eleições, para mim, é impedir a Ferreira Leite de chegar ao poder. E penso que o caminho para isso é óbvio.

Oh dear…

9 de Setembro, 2009

thundershower-090909

Dúvida existencial nº 3

7 de Agosto, 2009

Quando é que o WordPress, versão portuguesa, vai deixar de dizer “automáticamente” e passar a dizer “automaticamente”?

P.S. – sim, eu sei, devia era reportar o erro em vez de simplesmente me queixar num blog que virtualmente ninguém lê. Vou ver se o faço mais dia menos dia. Mas acho incrível que ninguém o tenha feito até agora…

Ei, EU pensava isso quando andava de metro! :)

20 de Julho, 2009

sheeple

Deverei “ser alvo de estudo pela ciência genética”?

9 de Julho, 2009

Eu não devia. Aquilo é claramente provocante para ser link/commentbait, e é daquelas coisas que se fosse ao contrário, seria alvo fácil para acusações de um machismo nojento e retrógrado — se bem que por outro lado consigo perfeitamente imaginar muita gente assim. Mas isso é normal, dada a minha opinião elitista e condescendente da raça humana.

Mas não resisto. :) Deste post, uma lista de coisas que os homens supostamente fazem e que irritam a autora:

  1. Não passar a banheira por água após o banho – fica o rasto dos pêlos e outros elementos impossíveis de identificar para termos mesmo a certeza que esteve lá um animalito
  2. Deixar o tampo da sanita levantado – por tampo entenda-me aquele donut onde a malta feminina se senta sempre, seja para a função 1 ou 2
  3. Não puxar o autoclismo depois da função 1 – já nem falo na 2 que aí a coisa já seria mesmo animalesca!
  4. Deixarem os sapatos na sala – nunca percebi porque se descalçam na sala…
  5. Deixar a toalha molhada em cima da cama – não sei se fazem apostas sobre o cheirinho a mofo ou se só pretendem deixar apodrecer o edredão
  6. Cortar as unhas dos pés perto de nós – eh pá, poupem-me ao clack, salta garra, clack, nova garra…
  7. Não cortarem as unhas dos pés – de forma a arranharem-nos as pernas de tal maneira que nos estão sempre a perguntar se o nosso gato anda com algum problema de raiva
  8. Não passarem os pratinhos por água depois de comer – esperando que aquilo fique tipo super cola 3
  9. Não substituírem o rolo de papel higiénico quando está no fim (ou quase) – deixando apenas uma folhinha para ver se enganam o próximo
  10. Deixarem umas duas ou três gotinhas de leite no pacote sem o substituírem – também nunca percebi esta…
  11. Não meterem o leite no frigorífico depois de se servirem – sabiam que aquilo se estraga?
  12. Deixar roupa suja espalhada pela casa – à laia de decoração pós-apocalíptica
  13. Acharem que as compras aparecem feitas por milagre – tipo pai natal semanal
  14. Deixarem as cascas de qualquer fruto seco por ali – especialmente amendoins – e depois vem o ventinho e pimba, espalha tudo!
  15. Deixarem pegadas molhadas pela casa quando saem do banho – porquê, senhores, porquê?

Deixa ver…

  1. Talvez seja comum em homens mais “simiescos”, mas — ainda hoje de manhã confirmei isso — não acontece comigo. Podia haver um cabelo ou dois no ralo quando tinha cabelo comprido, mas “pêlos”? Estaremos mesmo a falar de homo sapiens? Ou de algum “elo perdido”? :)
  2. Esta eu já perguntei lá no outro blog, porque realmente me surpreende; o problema da autora é que ela chega lá, não repara que aquilo está para cima, e se senta na parte fria. Para mim isso é surreal; então uma pessoa não olha antes de se sentar? Esteja para cima ou para baixo, uma pessoa põe como precisa antes de usar. Eu compreendo que depois de se viver anos sozinho (incluindo sem visitas) se passe a fazer tudo em piloto automático na nossa casa, mas não é razoável esperar manter essa total previsibilidade quando se partilha a casa com alguém.
  3. É claro que se puxa. (mas, na Rússia Soviética, o autoclismo puxa-te a TI!!)
  4. “Sala”? :) Nope, quando chego a casa a primeira coisa que faço é tirar os sapatos (acho incrivelmente desconfortável manter a roupa de rua em casa)… no quarto.
  5. É uma experiência científica: quanto tempo demorarão os fungos a desenvolver inteligencia e um início de civilização? :) OK, a sério, as toalhas ficam na casa de banho (se bem que preciso de arranjar forma de as estender melhor na mesma).
  6. Absolutamente nojento, IMO; unhas (pés ou mãos) cortam-se na casa de banho. Aliás, até acho mal ir-se à mesma fazer uma das duas necessidades e não encostar a porta. Mas isto sou eu.
  7. Cortam-se quando necessário.
  8. Aqui já pequei por não o fazer, mas ultimamente ando com mais atenção a isso.
  9. Nope, há sempre mais uns 2 rolos ao pé do que está a ser usado, já a pensar nisso.
  10. Às vezes pode-me escapar, mas em geral não. De qualquer forma, se assim acontecer, uso essas gotas na próxima vez, antes de abrir o novo pacote. Detesto desperdícios.
  11. É claro que volta sempre para o frigorífico. Que tipo de pessoa o deixaria de fora?
  12. Nope, só no quarto, e só mesmo se for para usar mais alguma vez, caso contrário vai para o cesto.
  13. Quem me conhece sabe que sou ao contrário… compro bem mais do que preciso, e compro mais antes de os anteriores acabarem.
  14. Não costumo comer tais coisas (para mim isso é coisa para se juntar a tascas, futebol e cervejas, hábitos esses que não são em geral parte da minha vida), mas obviamente nunca deixaria cascas de nada no chão.
  15. Porque ainda não descobriram os chinelos? :) Francamente, que tipo de gente é que esta rapariga conhece? :)

Gridrunner+++: novos ecrãs e vídeo

2 de Julho, 2009

gr_07

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Parece que a nova obra de arte psicadélica (mas menos que o Space Giraffe) e com ovelhas (naturalmente) do Jeff Minter está quase a sair. Os novos ecrãs são brilhantes, mas recomendo sobretudo que vejam o vídeo

A confusão dos Release Candidates

1 de Julho, 2009

Com a saída do Firefox 3.5 ontem (já instalaram? Se usam “a internet” para aceder a sites, estão desesperadamente a precisar de o fazer…), vi alguma confusão em blogs sobre Release Candidates (RCs), tendo, por exemplo, lido afirmações como “quem estava a usar a RC1 teve a versão final uma semana antes”.

Isso é um erro, se bem que é compreensível (já lá vamos).

A ideia, no desenvolvimento de software, é lançar versões alfa, que não têm todas as funcionalidades, seguidas de versões beta, que têm problemas conhecidos (mas servem para testar o que supostamente já funciona). Finalmente, sai um RC, chamado “RC1″, que, como o nome diz, é um candidato à versão final.

É essa a ideia do nome. Se não se detectar nenhum problema, será essa a versão final. Caso se detecte, corrige-se e lança-se um RC2. E assim sucessivamente.

Se a versão final for diferente do último RC, isso significa que há algo nela que ainda não está testado, que pode ser muito pouco, mas continua a existir. Por exemplo, detecta-se um bug no RC3, corrige-se esse bug, e lança-se a versão final; isso implica que não houve nenhum teste da correcção desse bug (incluindo como ela interage com o resto do código). O correcto seria lançar um RC4 com esse bug corrigido; se esse RC “sobreviver” a uns dias de teste, então ele transforma-se na versão final.

Porque é que há tanta confusão? Por duas razões.

Uma delas é que muitos developers de software não usam os termos da forma correcta. Em vez de um RC ser efectivamente um candidato à versão final, muitos usam o termo para significar apenas “o que vem depois da beta”, ou seja, algo já relativamente estável e completo. Ou seja, lançam os primeiros RCs sem estarem minimamente à espera de que sejam finais. Para mim, isso não faz qualquer sentido; se não é um candidato a release, não devia ser descrito como tal.

A outra razão, talvez mais aceitável, é que a única coisa que muda do último RC para a versão final é o “branding”, isto é, o número da versão. Ou seja, os RCs estão identificados como tal, e quando um deles sobrevive aos testes, muda-se a versão e lança-se exactamente o mesmo código, apenas a dizer algo diferente no Help:About.

Isto já faz mais sentido, mas ainda acho que não é a melhor forma de desenrolar o processo, além de que provoca confusão. Daí, quando alguém faz a coisa bem feita, as pessoas não percebem e pensam que tiveram a versão final com antecedência por estarem a usar a beta e RCs, quando o que na verdade se passou é que os RCs foram lançados efectivamente como candidatos, sem dizerem “RC” em lado nenhum. O RC1 teve problemas, lançaram o RC2, esse portou-se bem, e é a versão final.

“You’re too stupid for me to argue with you.”

30 de Junho, 2009

“If it’s futile, then that’s unfortunate, but I don’t think it’s a reason for not even trying. I think it would be… defeatist and rather cowardly, and rather actually… well, almost condescending, almost contemptuous to say… “you’re too stupid for me to argue with you.” I would never wish to say that.”

– Richard Dawkins

Linux no trabalho!

29 de Junho, 2009

Sim, para minha grande vergonha, estive a usar Vista até há poucas horas. “Veio com o computador” é normalmente usado como desculpa para manter a ignorância, mas eu nem essa desculpa tinha, já que usei Linux em desktops durante anos; no entanto, a inércia fez-me estar neste Vista nos últimos meses1. Somando isso com o facto de em casa usar maioritariamente o portátil que, por ser também o meu actual PC de jogos, também está com o Vista (vêem? Essa é uma desculpa válida para usar Windows: os jogos), já andava com saudades de usar alguma coisa de jeito, mais ou menos lógica, e que “esteja do meu lado”. Usar só Windows é estupidificante — a sério, já andava a sentir que estava a estagnar completamente em termos informáticos, e que isso me estava a tornar mais preguiçoso ainda, e, pior, menos curioso.

Bem, agora estou a escrever isto em Ubuntu. Bonito, rápido, e, acima de tudo, divertido. Até me sinto mais vivo. :)

  1. pequeno à-parte: o meu desktop no trabalho é mesmo meu; don’t ask. []