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Os "Bons Velhos Tempos"

É comum ouvir-se comentários em relação aos Bons Velhos Tempos ™. O comentário em si varia, mas, no fundo, todos se resumem a isto: antigamente as coisas eram melhores.

Isto deve-se em parte à nostalgia, e em parte ao medo da mudança. E, por vezes, deve-se também a uma má memória: a tendência é lembrarmo-nos das coisas boas, e esquecermos as más.

Para todos os que dizem que “antigamente é que era”, deixo-vos aqui duas páginas de uma publicação (americana) de 1955. Cliquem na imagem abaixo para a verem no seu tamanho original.

The Good Wife's Guide

Apesar de agora dar vontade de rir, isto, na altura, não era comédia. Era real. O mundo era assim. As mentalidades eram assim. As pessoas eram assim.

E agora digam-me que “nada melhorou”, que as coisas “antigamente eram melhores”. Digam-me que a raça humana, apesar de todos os seus defeitos, não evoluiu, e não evolui. Digam-me que “está tudo na mesma, ou pior”. Digam-me que “estamos cada vez mais imorais”. Que a solução para os problemas da humanidade era “voltar aos valores do passado”.

O Problema do Colectivismo

Primeiro post do “novo” Ostras! Espero que não se assustem. :)

Quem me “aturou” pessoalmente durante os últimos anos, especialmente no meu último emprego, sabe que eu tenho um grande problema com o colectivismo: basicamente, acho que é um dos sistemas / filosofias mais anti-vida e anti-humanidade que podem existir… e, no entanto, quase toda a gente com quem falo tem a ideia oposta.

Já agora, “colectivismo” é um termo que se usa pouco por estes lados. Logo, é melhor começarmos por uma curta definição: “colectivismo” é qualquer sistema que diga que o grupo é mais importante do que o indivíduo, e que o segundo se deve - por obrigação moral, se não legal - sacrificar-se ao primeiro.

Isso é a definição mais básica. Curiosamente, a maior parte dos “colectivistas” (e eles são a maioria da humanidade) não pensa em si como tal (daí as aspas), nem tem essa definição em mente. Ninguém diz (ou pensa) algo como “eu sou colectivista”, mas as suas ideias e acções revelam-no.

O exemplo mais comum de filosofia colectivista é o comunismo, ou a sua “versão soft”, o socialismo. Mas também o há no fascismo, por exemplo. Ou nas religiões mais comuns no ocidente, como o Judaísmo, Cristianismo e Islão. Todas estas filosofias promovem o sacrifício do indivíduo a algo (”o povo”, “a sociedade”, “o Estado”, “Deus”). (O oposto a isso é uma filosofia que não fale de sacrifício, mas que, pelo contrário, nos diga que pertencemos a nós próprios. Mas essa fica para um post futuro. :))

O colectivismo, no entanto, vai mais longe do que a simples questão de “sacrifício pelo grupo”; há outras ideias que se fazem também parte do mesmo. É uma filosofia “pequena”, anti-elitista (e refiro-me a elitismo “bom”, de ser melhor, não a elitismo “mau”, de ter mais meios ou influência), anti-intelectual, que odeia o heróico e idolatra o medíocre. É o acreditar numa humanidade homogénea, em que ninguém é melhor ou mais capaz do que ninguém; um génio, segundo um colectivista, não passa de alguém que teve mais “sorte”, e que deve tudo o que conseguir a essa “sorte”. É a ideia de que não há “certo” e “errado”, mas que a sociedade - a maioria - é que decide o que é “certo” e “errado”. Que não há princípios fundamentais. Que não há direitos básicos do ser humano, acima dos caprichos da sociedade; se muitos decidem sacrificar um, para o colectivista, esse um perde qualquer direito.

É uma filosofia que nos diz que o sucesso deve ser punido e o fracasso recompensado. Que nos diz que um criminoso não merece punição, mas ajuda, por ser uma “vítima da sociedade”. Que diz que alguém que obtenha sucesso, o conseguiu necessariamente explorando e pisando os outros - é impossível que o tenha merecido, de alguma forma. Que quem é competente tem deveres para com quem é incompetente.

Politicamente, o colectivista (seja qual a sua cor política) acredita num Estado poderoso, vasto, que interfira (mas sempre de forma “benevolente”, claro) ao máximo na vida de cada um, legislando a moralidade aqui, redistribuindo riqueza ali (sem se preocupar se está a tirar a quem produziu e dar a quem não lhe apetece trabalhar; afinal, a única coisa que conta é a necessidade).

É um modo de pensar relativista, que diz que todas as ideias são igualmente válidas, e ter certezas é “arrogante”. Que diz que um serial killer ou um violador não são criminosos, mas apenas têm um modo de pensar “diferente” do teu - e quem és tu para dizer que estás certo e eles estão errado? Como é que alguém pode ter a certeza de alguma coisa?

Estamos ou não estamos rodeados de colectivistas? Eu acho que estamos. Em Portugal… e no resto do mundo, pelas notícias que leio lá de fora.

[EDIT:] Mais relacionado do que parece: A Cultura da Mediocridade. Não acho que os States sejam tão bons como o Mário sugere, mas concordo a 100% em relação ao nosso próprio caso. Odiamos o heróico e idolatramos o medíocre - e as poucas excepções individuais são raríssimas, e normalmente atacadas como sendo “arrogantes” e “elitistas”.

O futuro do "Ostras"

Se leram o último post (leram, não leram? :)), repararam certamente nesta parte:

Ando a considerar uma alteração a este blog. Mas ainda não sei… Talvez faça mais sentido começar outro. É algo a pensar…

E já pensei, depois de consultar os meus conselheiros e assessores. Como talvez tenham deduzido, a questão era se era preferível acrescentar um novo tema a este blog, ou começar um novo.

E, sinceramente, estou mais virado para a primeira hipótese, apesar de todas as vantagens que há em ter cada blog com o seu tema.

Assim sendo, a partir de agora, o “As Ostras vão dominar o Mundo!” vai, além de ser o meu blog pessoal, passar a ser também um blog filosófico. Ou, se não quisermos usar esse termo muitas vezes usado de forma pretensiosa, vai ser um blog com divagações, dissertações, opiniões, e afins.

Alguns dos posts serão completamente novos, e outros serão traduzidos do Way of the Mind. Aviso desde já: eu sou ateu. Sim, ateu mesmo, e não agnóstico (ou seja, já pensei no assunto). E não tenho “papas na língua” ao expôr a religião, a fé em geral, e as várias crenças das pessoas como ridículas, irracionais e perigosas. Se tu (sim, tu aí) achas que religião é tabu, e por isso incriticável (e muita gente - crentes ou não - o acha), então é melhor passares a ter cuidado com o que lês aqui… talvez seja boa ideia parares de ler logo que vires a categoria “religião” ou “ateísmo” num post… ou simplesmente deixares de cá vir. Desculpa, mas eu não me vou auto-censurar para não ofender as pessoas. Não vou ser intencionalmente agressivo ou “polémico”, mas vou ser sempre sincero, e dizer exactamente o que penso. Doa a quem doer. Séculos atrás, quem dissesse mal da escravatura também incomodaria muita gente, mas a referida era um mal que precisava de ser combatido. Assim como a religião actualmente, na minha opinião.

O “Ostras” vai, no entanto, continuar a ser também um blog pessoal. Acho que dá para ter os dois tipos de posts, e, de certa forma, até se podem fundir. Acredito que o pensamento não tem de ser impessoal.

E não fica por aqui. :) Eventualmente (espero que antes de segunda-feira) vou começar o meu blog de desenvolvimento pessoal (em inglês), e alguns dos posts também poderão vir aqui parar, traduzidos.

Já agora, só por piada, este blog teve início em Novembro de 2004, portanto, há quase 2 anos. E mesmo aí já era o recomeçar de um outro blog, chamado “Raptado por Ninjas”, que chegou a estar assente em Movable Type… mas já não resta nada desse, actualmente. Anyway, o “Ostras”, como o conhecemos, faz 2 anos no próximo dia 9 de Novembro. :)

Incidentalmente, este é o 292º post. :)

20061018

Mais um com a DS.

Ando com uma micro-crise existencial. Não, não é nada de especial. Sao só umas pequenas coisas que tenho de resolver. Amanhã espero tratar já de algumas.

Ando a considerar uma alteração a este blog. Mas ainda não sei… Talvez faça mais sentido começar outro. É algo a pensar…

Amanhã levo os gatos ao veterinário, de manhã.

E fico por aqui. Já é tarde.

EDIT: afinal levo-os à tarde. Acordei menos cedo do que devia, e o veterinário só está aberto hora e meia de manhã; de tarde estou mais à vontade, e posso estar lá à hora de abertura.

DS Power! :)

Este fantástico post foi escrito no Opera… na minha Nintendo DS.
Funciona e tudo! :)

Novo theme

Que tal? Gostam?

As cores são mais ou menos as mesmas, mas há um logo novo, e novas features. :)

Algo que não se vê todos os dias…

Thunderstorm

World War Z: absolutamente imperdível

World War Z

Dos melhores livros que li nos últimos tempos. Uma obra de arte, do autor do Zombie Survival Guide.

O livro passa-se 10 anos depois do Grande Pânico e da guerra mundial com os zombies, que esteve para ser perdida. O autor entrevista inúmeros personagens ao redor do mundo, que participaram em várias fases da guerra - desde o médico chinês que examinou o “Paciente Zero”, passando por soldados, políticos, um otaku japonês, um treinador de cães, e muitos outros. Os relatos são tão realistas como… bem, como se tudo isto fosse real. Não é um livro de “terror” ou coisa parecida. Lê-se mais como um documentário, mas um documentário pessoal, de quem esteve lá. É daqueles livros que, a meio, nos obriga a dizer a nós próprios: “calma, não existem realmente zombies…”

Recomendo vivamente.

O sucesso segundo o Dilbert

O sucesso segundo o Dilbert

Milésimo post

Pois é. Este é o meu 1000º post, somando todos os meus blogs.

E, tal como aqueles episódios de séries de TV, em que, para poupar dinheiro, eles mostram os personagens a lembrar-se de cenas do passado, o que permite que 90% do episódio já esteja filmado… :) acho que é altura de olhar um pouco para o que ficou para trás. (Infelizmente, ao contrário dessas séries, não me posso limitar a fazer copy & paste de posts anteriores para poupar trabalho… sniff…)

Não vou aqui falar dos meus blogs ou coisa parecida; quem lê este, já ouviu, de certeza, falar dos outros, e, de qualquer forma, eles são fáceis de descobrir. Quero, no entanto, contar uma curta história - curta até agora, porque, de certa forma, ainda só está a começar.

Basicamente, eu trabalhei, para outros (com alguns intervalos pelo meio), nos últimos 15 anos, e, depois de N empregos, cada vez mais fui vendo que não era bem isso que eu queria. Até que, há pouco mais de um ano, decidi que ia tentar ganhar a vida de outra forma: como um “entrepeneur”. É uma palavra meio curiosa, porque as traduções mais usuais, “empresário” ou “empreendedor”, não sugerem bem o que a referida quer dizer.

Como acho que até escrevo um pouco melhor do que a média (e tenho potencial para muito mais do que actualmente vêem), e como sou meio anti-social - além de querer lidar o mínimo possível com idiotas -, decidi pôr de parte algumas das possibilidades, como montar uma empresa, e ter clientes. Clientes são um problema: por causa de um ditado estúpido, têm a mania de que “têm sempre razão”, apesar de não perceberem nada do assunto, e de muitas vezes não fazerem sequer a mínima ideia do que querem. E, de certa forma, não há assim tanta diferença entre um “cliente” e um “patrão”. Ambos detêm poder sobre nós, poder quase sempre usado para pôr prepotência, ignorância e “birras” acima de verdadeiros conhecimentos e de razões concretas para fazer as coisas de determinada forma. Não, obrigado.

Assim sendo, a minha ideia for escrever, em vários blogs e mini-sites (mas sem me limitar a isso - nada me impede, por exemplo, de criar o maior site de receitas em Portugal amanhã, por exemplo :)), criando material de qualidade, interessante e, nos casos em que seja apropriado, útil. Por exemplo, guias técnicos, conselhos e afins, além de posts que, simplesmente, façam as pessoas pensar sobre determinado assunto.

Mas como é que isso dá dinheiro? Com publicidade, como, por exemplo, jornais, rádio ou televisão. Ninguém liga a televisão para ver anúncios (excepto alguém muito doente), mas são estes que dão dinheiro… só que, para que estes sejam vistos, é necessário que sejam mostrados juntamente com programas que interessem ao público.

Infelizmente, a certa altura do campeonato, o meu chefe terá, conscientemente ou não, percebido que estava a planear conseguir ganhar a vida de outra maneira, escrevendo nos tempos livres, de forma a, de seguida, sair da empresa, pelo que fez tudo para me prejudicar a vida, lá, ao máximo - desde ser ultra-controlador e “micro-manager”, até me impedir de fazer qualquer coisa vagamente interessante, e ocupar-me o tempo com coisas repetitivas e inúteis. Andei, durante meses, tão afectado com isso que, mesmo em casa, à noite, não conseguia escrever ou criar nada de jeito… e, por isso, os vários blogs estiveram sem posts novos durante meses.

Até que tive de tomar uma atitude, que foi arranjar dinheiro, emprestado, de forma a poder demitir-me e viver em casa uns meses até os sites começarem a dar lucros reais. E foi o que fiz, apesar de quase toda a gente me dizer que tinha enloquecido de vez. :)

Agora, talvez pela primeira vez na vida, estou em casa, estou livre, e o que conseguir - ou não - depende só e exclusivamente do meu trabalho, inspiração e ambição. Depende de mim. Não vou poder estar, como parece ser o sonho de quase todos os portugueses, “com os pés em cima da mesa”, por saber que no fim do mês recebo “aquilo”, fixo. Mas, ao mesmo tempo, também trabalharei para mim, sabendo que posso ultrapassar o “aquilo fixo” - e penso fazê-lo, em muito, e em breve.

Muita gente - incluindo ex-colegas, amigos, família, e até por vezes a namorada - duvidam disto. Acham - em parte, com razão - que, se isto fosse fácil, toda a gente o faria. É verdade que muita gente tenta e falha. Mas também é verdade, acho eu, que muita gente que até teria potencial para o fazer, não o tenta, precisamente por causa desses medos - e, também, porque é algo novo, é território quase inexplorado.

E… porque é que eu acho que consigo? Porque acho que tenho algo em comum com o grande Rob Hubbard. :)

Não, não estou a falar do L. Ron Hubbard, o lunático que fundou a Cientologia. O Rob Hubbard é um músico britânico que ganhou fama, nos anos 80, como o melhor músico do Commodore 64, um computador de 8 bits (contemporâneo do ZX Spectrum) cujas músicas de jogos ainda são “covered”, hoje em dia, por músicos e bandas “a sério”. Ainda hoje, ele é o músico dessa época mais conhecido.

E porquê? Porque, na época, havia muitos bons músicos, e muitos bons programadores. Mas ele tinha uma vantagem sobre uns e outros: era ambas as coisas. Não só era um excelente compositor, como levou o chip de som do C64 a fazer coisas que os próprios designers do chip não julgavam possíveis. Por outras palavras: uns tinham a criatividade, e outros tinham os meios; ele, por outro lado, teve ambos.

Foi essa combinação de duas qualidades que o levou mais longe do que os outros.

Um outro exemplo é o Steve Pavlina, que já mencionei aqui antes. O que ele faz, actualmente, é escrever sobre desenvolvimento pessoal, um campo onde tem imensa concorrência, incluindo autores mais famosos do que ele “cá fora” (livros, cursos, etc.). No entanto, ele tem uma tremenda vantagem sobre eles: é um informático (chegou a ser programador de jogos). Isso permite-lhe ganhar aos outros autores em coisas como optimização do site para motores de busca, novas features no site, e afins. Enquanto os outros não ganham nada com os seus sites (que tiveram de pagar a empresas para desenvolver), ele ganha - aliás, é a fonte principal de rendimento dele.

O meu caso é semelhante. Muitos informáticos não sabem escrever decentemente, e muitos escritores não sabem mudar uma lâmpada. :)

As minhas desculpas se tudo isto dá a ideia de que me estou a vangloriar. De certa forma, estou, em parte, a escrevê-lo para mim próprio, para aumentar a auto-confiança. Afinal, ao contrário do que podem pensar, não me acho um super-homem, e tenho dúvidas como toda a gente. :)

E pronto. Agora estou livre - livre como nunca estive - e acho que ainda nem “interiorizei” esse facto, apesar de hoje ter sido o primeiro dia em que não fui trabalhar, como faria se ainda estivesse empregado. Tudo isto parece, de certa forma, um sonho, ou “bom demais para ser verdade”… mas não é. Estou livre. Independente. Sem poder culpar ninguém, caso isto corra mal. Estou como sempre quis.

A partir de agora, é comigo. And the sky’s the limit.

Quase livre!

Hoje (25 de Agosto) é o meu último dia de trabalho, no meu quase-ex-emprego.

Se tudo correr bem, nunca mais, na minha vida, voltarei a ter patrões. Serei livre - um “escritor freelancer”.

É um risco… e mais de metade das pessoas têm-me dito que estou completamente insano. :) Mas eu acredito que, além de me sentir muito melhor e de ir ser muito mais feliz, conseguirei, também, ter muito mais sucesso em termos financeiros.

Afinal, nunca mais me poderei encostar à parede, sabendo que ganho aquilo, fixo, no fim do mês (como acontece com quase toda a gente). Muito pelo contrário - vou ter de melhorar, e crescer, constantemente. Algo que assusta quase toda a gente, mas que, para mim, fará com que me volte a sentir vivo. :)

Já agora, este é, somando todos os meus blogs, o meu 999º post! O que é que farei com o 1000º? Em qual blog será? Não percam o próximo episódio…

A "morte" do cepticismo?!?

Ainda há pouco tinha falado da tendência de “misticismo new age” do Steve Pavlina, e cá está um post, The Death of Skepticism.

O tipo é, sem dúvida, muito inteligente, e escreve extremamente bem. Mas… há algo de seriamente errado num post como este. Amanhã ou depois talvez comente isto em mais detalhe no WotM, mas quero deixar o post dos mitos sobre o ateísmo como “último post” durante pelo menos um dia, por isso… vai aqui. As I said, isto é só “por alto”, e não vou abordar todo o post dele, só algumas partes que deviam “tocar os sinos de alerta” em qualquer ser humano racional.

Apparently it’s cool to be a doubter these days.

Excuse me? Em que planeta é que ele vive? Naquele planeta fictício em que vivem os cristãos que se dizem “perseguidos”, apesar de serem uma maioria esmagadora da população, incluindo a maior parte dos governantes, só porque o foram durante algumas décadas no tempo dos Romanos?

Steve, meu rapaz, NÃO É COOL DUVIDAR NOS DIAS DE HOJE! Muito pelo contrário, se duvidas, se és um céptico, chamam-te um “materialista”, um “tipo frio e cinzento”, e coisas piores. E isso é aqui; nos EUA, onde tu vives, as coisas são bem piores: chamam-te “comunista”, “traidor”, “terrorista”, “anti-americano”, e outras baboseiras. Menos de 10% da população dos States é minimamente céptica, e há uma grande discriminação contra ateus, ou seres puramente racionais em geral.

I realized that if the universe were actually subjective, I’d never recognize it as such if I believed it was objective, since I’d simply manifest an objective universe.

Vários problemas com isso:

1- nunca sonhaste? Em criança, nunca acreditaste que havia, realmente, monstros debaixo da cama, ou coisas do género? E os monstros apareceram, passaram a existir? I don’t think so.

2- és o único ser vivo no mundo? Por essa “lógica”, se os pensamentos criam a realidade, mas não o fazias por acreditares que esta é objectiva, então outros deviam estar a fazê-lo, na mesma. Aconteceu alguma coisa? Tinhas um vizinho com “poderes estranhos”? Não me parece.

Unfortunately, testing for subjectivity is an oxymoron. You can’t actually test for a subjective universe. The whole idea of testing implies doubt, and doubt will corrupt the test if the universe really is subjective.

Puro disparate. Esta mentalidade implica uma redução intelectual de tal ordem, que se passa a ver “relações” onde elas não existem. A mente humana é, realmente, muito influenciável, e, se efectivamente nos convencermos de alguma coisa, é provável que “vejamos” essa coisa mesmo que ela não esteja, de facto, a acontecer.

Se te convenceres de que tens poderes mentais, que sentes “flashes” precognitivos, então senti-los-ás, mas só te lembrarás daqueles que coincidiram. Os outros serão esquecidos; afinal, estás a “mentalizar-te” para acreditar.

Ou vejamos as coisas de outra forma: se, para os teus “poderes” funcionarem, é necessário não teres qualquer espécie de dúvida, então porque não pedir a outra pessoa para os testar? Podes ter a “certeza” absoluta, e deixar o cepticismo para a outra pessoa. Ou os teus poderes são assim tão débeis que mesmo o cepticismo da pessoa ao pé de ti os afecta? Só funcionam se estiveres rodeado de crentes cegos, totalmente desprovidos de espírito crítico? A proximidade de um ser racional é como kryptonite para ti? :)

A sério, até me faz bem ver posts destes, como lição de que até tipos geniais podem ser totalmente irracionais, ocasionamente, e deixar-se levar pelo “wishful thinking”.

And, Steve, if you’re reading this, I’ll write about this in English in a day or two. :)

16 Mitos Sobre Ateus

Ocasionalmente - não sempre, mas ocasionalmente - escrevo coisas das quais, ao reler, me orgulho mesmo. :)

Aqui está uma dessas coisas: 16 Common Myths About Atheists.

Espero que gostem. Acho que não está muito ofensivo para crentes religiosos, mas nunca se sabe, afinal estes constituem as pessoas mais susceptíveis do planeta… :)

Televisão? O que é isso?

O Steve Pavlina volta a atacar: 8 Changes I Experienced After Giving Up TV.

Um excelente post, como todos aqueles que ele escreve que não envolvem misticismo “new age”. :) Não posso, no entanto, dizer que me identifico muito, porque, desta vez, estou anos à frente dele. Anos e anos. :)

“Televisão”? Ah, aquela coisa para ver DVDs e jogar jogos de consola? Sim, tenho. :D

Novos mini-sites: Introdução às Alergias

Introdução às Alergias, e a sua versão em inglês, An Introduction to Allergies.

Ao contrário dos outros mini-sites, o conteúdo destes não é criação minha, mas sim da namorada. Eu só fiz a tradução para inglês, e o aspecto (que é adaptado de outros mini-sites, e não melhorou com o tempo :)).

Espero que gostem, que mandem a todos os amigos (e a alguns inimigos também), que me digam se acharem que está lá alguma coisa errada, etc., etc..






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