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As coisas que um gajo descobre…

Vão a esta página no MySpace.

Façam scroll para baixo, tendo atenção aos comentários à direita. Achem as latas de SPAM.

Conhecem a foto? Pois é, fui eu que a tirei no Continente do Colombo. :)

Mais calor!!!

35 graus

O que faz o governo???

Algumas frases que eu detesto (parte 1)

  • “O teu problema é pensares demais nas coisas.” Não. O “problema” é pensares, ponto… num mundo em que o “normal”, feito por quase toda a gente, é não pensar absolutamente nada, e viver num estado de permanente apatia, em que não se sente nada de mau… ou de bom. Viver implica pensar, e pensar implica sentir. Mas as pessoas são tão cobardes que o normal hoje em dia é não pensar, não sentir, e não viver.
  • “As pessoas hoje em dia são muito individualistas.” Quem diz isto está a precisar que lhe batam na cabeça com um dicionário - de preferência grande, pesado e com uma capa bem dura. Porque só demonstra que não sabe o que quer dizer “individualista”, já que, se soubesse, não veria isso como um defeito (uma pista: a humanidade não é suposto viver como uma colónia de formigas), e, mais importante, nunca diria que hoje as pessoas, em geral, o são. Olhando à volta, vejo muito pouco individualismo… o que vejo, e muito, é estupidez, mesquinhice, e pequenez. O individualismo é heróico, não é medíocre… olha à tua volta, e diz-me qual destas qualidades (heroísmo ou mediocridade) vês mais.
  • “Os <inserir grupo musical>? Ah, só gosto da <inserir música>.”. Só? A sério? Conheces todas as outras? Conheces alguma outra? Ah, nunca as ouviste, não é? Então não digas mais disparates.
  • “Eu quero lá saber!” Ainda bem que não somos todos como quem diz isto, ou ainda viveríamos em cavernas. São a razão, a curiosidade, e a vontade de aprender que nos tornam humanos - negá-las é tão estúpido e auto-destrutivo como um pássaro recusar-se a usar as suas asas.

Novo PC

Este é o primeiro post escrito no meu novo PC, com Linux. Andei às voltas com o Kubuntu, mas acabei por voltar ao SUSE; pode não estar tão na moda nem ter um sistema de updates tão bom (se bem que no 10.1 parece estar a ficar mais “Ubuntuizado”), mas tem uma coisa que acho essencial: “sane defaults”. Com o passar dos anos, passei a ter uma forma muito própria de usar um Linux, e os defaults do SUSE estão muito mais próximos dessa forma. Além de que os tipos de letra de default do Kubuntu… yuck.

Anyway, o novo brinquedo é óptimo, até agora. Bonito (todo preto), silencioso, e muito, muito rápido. É quase um desperdício não o usar para jogos :), mas tenho de me portar bem… afinal, comprei-o para PC de trabalho, e é para isso que o vou usar. O teclado é óptimo, muito agradável, mas… têm sempre de estragar e fazer estranhas brincadeiras com as posições do Home, End, Page Up e Page Down. Bem, talvez me habitue… é que, de resto, é mesmo muito mais agradável ao toque (e muito mais silencioso, também) do que o do PC de Windows.

Falta é uma coisa: o monitor. Não vou aqui dizer o nome da loja, porque de resto até têm dado um serviço óptimo, e penso continuar a comprar coisas lá, mas… comprei 2 monitores TFT de 19″ (um para o PC velho e um para o novo), e ambos vieram com pixels permanentemente verdes! :( Já os mandei para lá, mas ainda estou à espera das substituições. Por isso, tenho de andar a dividir o meu velho CRT de 17″ entre os dois PCs, o que é uma chatice…

E é estranho um post destes estar aqui e não no Tlog, não é? :) Mas talvez escreva lá uma versão mais técnica disto. Sim, pensavam que este post era “técnico”? Young fools, only now, at the end, do you understand… :twisted:

10 Razões Para Não Ter Um Emprego

Li, há pouco, aquele que é, possivelmente, o melhor blog post que já li até hoje. Absolutamente brilhante, e, para mim, correcto, da primeira à última palavra.

O post é do Steve Pavlina, e chama-se 10 Reasons You Should Never Get a Job.

É comprido, mas vale, sem dúvida, a pena ler. É daqueles posts que ofenderão muita gente - ele é bem mais directo do que eu costumo ser em relação a este assunto… mas ele tem razões para isso, afinal, já que ele já chegou há anos onde eu quero chegar. Eu acredito que vou conseguir, mas é impossível não ter, ocasionalmente, algumas dúvidas - sobretudo porque quase toda a gente à minha volta as alimenta.

Anyway, algumas “pérolas” (mas, mais uma vez, recomendo a leitura do post todo, de preferência mais do que uma vez):

It’s funny that when people reach a certain age, such as after graduating college, they assume it’s time to go out and get a job. But like many things the masses do, just because everyone does it doesn’t mean it’s a good idea. In fact, if you’re reasonably intelligent, getting a job is one of the worst things you can do to support yourself.

Why is getting a job so dumb? Because you only get paid when you’re working. Don’t you see a problem with that, or have you been so thoroughly brainwashed into thinking it’s reasonable and intelligent to only earn income when you’re working? Have you never considered that it might be better to be paid even when you’re not working? Who taught you that you could only earn income while working? Some other brainwashed employee perhaps?

The problem with getting experience from a job is that you usually just repeat the same limited experience over and over. You learn a lot in the beginning and then stagnate.

And if your limited skill set ever becomes obsolete, then your experience won’t be worth squat. In fact, ask yourself what the experience you’re gaining right now will be worth in 20-30 years? Will your job even exist then?

Many employees believe that getting a job is the safest and most secure way to support themselves. […] Does putting yourself in a position where someone else can turn off all your income just by saying two words (i.e. “you’re fired”) sound like a safe and secure situation to you? Does having only one income stream honestly sound more secure than having 10?

The idea that a job is the most secure way to generate income is just plain silly. You can’t have security if you don’t have control, and employees have the least control of anyone. If you’re an employee, then your real job title should be professional gambler.

Many people treat their jobs as their primary social outlet. They hang out with the same people working in the same field. Such incestuous relations are social dead ends. An exciting day includes deep conversations about the company’s switch from Sparkletts to Arrowhead, the delay of Microsoft’s latest operating system, and the unexpected delivery of more Bic pens.

EDIT: nem de propósito… o Dilbert de hoje:

Dilbert 20060724

As part of their obedience training, employees must be taught how to dress, talk, move, and so on. We can’t very well have employees thinking for themselves, now can we? That would ruin everything.

Have you noticed that employed people have an almost endless capacity to whine about the problems at their companies? But they don’t really want solutions – they just want to vent and make excuses why it’s all someone else’s problem. It’s as if getting a job somehow drains all the free will out of people and turns them into spineless cowards. If you can’t call your boss a jerk now and then without fear of getting fired, you’re no longer free. You’ve become your master’s property.

E há muito, muito mais.

Claro que a maioria de vocês vai dizer que aquilo “não é realista”, que nem toda a gente tem capacidade para ser criativa e inteligente a vida toda, e que é muito mais fácil e viável aprender um pequeno número de skills, e passar o resto da vida a fazer isso e apenas isso… afinal, “é o que toda a gente faz”.

Pois é.

Projectos para o futuro próximo

Ainda tenho mais um mês de emprego (mas que prevejo ser calmo, porque 1) é Agosto, e 2) o chefe está de férias :)), e depois começo a trabalhar em casa. A questão é, por onde é que vou começar?

Tenho já uma boa ideia disso. Muito por alto, vou voltar a pegar a sério nos vários blogs, fazer mais mini-sites, e… criar mais uns blogs.

Sim, sou um eterno insatisfeito. :) Mas quais vão ser os novos blogs?

Neste momento, tenho duas ideias: um de humor (afinal, eles têm um, eu não posso ficar atrás :)), e um de “desenvolvimento pessoal“.

O que é este último? Basicamente, sugestões para os leitores se tornarem pessoas melhores, melhorarem as suas vidas, resolverem problemas, e afins.

Um exemplo disto é o blog do Steve Pavlina que, se tirarmos as partes de misticismo (aqui, o tipo delira completamente), é absolutamente brilhante. Mas esse é provavelmente mais “hard core” do que o meu será. Pelo menos, os meus posts serão mais pequenos. :)

Quanto a línguas, penso que o de humor será em português, e o de desenvolvimento será em inglês. Mas ainda não tenho a certeza, logo se verá.

Claro que não me fico por aqui… isto é só o início. ;)

Calor!!!

Aposto que a culpa é do governo, ou coisa parecida.

Carta de demissão

E pronto. Depois de tanto mistério, finalmente, chegou a hora da revelação. :)

Entreguei, há segundos, a minha carta de demissão, depois de quase 2 anos aqui. Trabalho até dia 25 de Agosto. Depois disso, estou totalmente livre para os meus sinistros projectos.

Acho que, apesar de tudo, consigo sair a bem.

A pena que sinto é só uma: não o ter feito mais cedo. Não um mês ou dois, mas um ano. Apesar de tentar ser sempre racional, é fácil ficarmos prisioneiros dos nossos medos, e preferirmos o conforto de uma situação à incógnita da mudança.

Faz-me lembrar uma secção do GURPS Space, que explicava porque é que muita gente suporta (de corpo e alma, não apenas por medo de represálias) regimes ditatoriais. O governo diz que “nada é pior do que o caos”, enquanto os rebeldes dizem que “nada é pior do que a escravatura”. O triste é que muita gente teme muito mais o caos do que a escravatura… Preferem o mau ao desconhecido.

E eu próprio fui culpado disso, durante quase um ano em que sabia qual era a coisa certa a fazer, mas fui adiando. :(

Mas mais vale tarde do que nunca, não é?

Em pouco mais de um mês, estarei livre. E já me sinto aliviado.

Basta.

Se tudo correr bem, é hoje. Se não, talvez também seja hoje.

Não aguento mais esta m*rda. Desculpem o desabafo.

Note to self…

… ver o correio. Hoje. Sem falta. :)

Decisões, decisões…

Hoje, finalmente, tomei uma decisão que vai afectar, em grande parte, a minha vida.

Não a vou revelar aqui, por enquanto. E só se vai ver alguma mudança daqui a uns tempos. Mas a decisão está tomada, e não voltarei atrás.

Aliás, sinto alguma vergonha pela cobardia (sim, as coisas devem ser chamadas pelos nomes, mesmo estando a falar de mim mesmo) que me levou a demorar tanto tempo. Mas mais vale tarde que nunca, não é?

Entretanto, a vida continua. Ainda estou “desencartado”, mas, espero eu, está quase - é amanhã à noite que volto a poder conduzir legalmente. :)

Fascismo?

Sim, é um tema estranho para este blog, que em geral é pessoal. Mas, depois de uma conversa que tive há dias com um amigo, não posso deixar de comentar o assunto aqui.

Basicamente, esse meu amigo estava a dizer-me que “pode haver alguma verdade ali”, que movimentos ou partidos com palavras como “nacional”, “frente” ou “renovação” no nome não são tão maus como os pintam, que o que os define é “Portugal primeiro” e não propriamente xenofobia, que, mais do que serem contra quem nasceu noutro país ou tem a pele de outra cor, eles são é contra criminosos, que são mais “puros” e menos corruptos do que os partidos “mainstream”, e afins.

É uma pena esse meu amigo não conhecer muito da história do século XX. Se a conhecesse, não cairia nesta armadilha.

O fascismo, historicamente, obtém sucesso de três formas: primeiro, porque promete soluções fáceis e simples para problemas complexos. Tão fáceis e simples que deveriam, imediatamente, parecer suspeitas para quem as ouve… mas o wishful thinking é sempre forte. Segundo, porque diz às pessoas o que elas querem ouvir, mas até há pouco tinham vergonha de pensar: que não têm qualquer culpa ou responsabilidade pelos seus problemas - é tudo culpa “daqueles tipos diferentes de nós”. Terceiro - e talvez mais importante - o fascismo sabe, muito bem, converter as pessoas gradualmente.

Ninguém começa a falar de isolamento extremo, de campos de concentração e afins. No início, somos contra os criminosos - e nesta altura são mesmo criminosos: assassinos, violadores, ladrões, etc..

Mas, depois, começa-se a redefinir o termo “criminosos”. E, depois de se lidar com os mesmos, o inimigo passa a ser “aqueles diferentes de nós” (nacionalidade, etnia, etc.). De seguida, passa-se para “aqueles que não concordam connosco”. Ou “aqueles que não obedecem”. E aí é tarde demais, e a coisa só se resolve - muitas vezes, décadas depois - com uma revolução… ou uma guerra.

Já aconteceu várias vezes na história do passado século. E parece que as pessoas não aprendem, e continuam a cair nas mesmas armadilhas: “oh, ninguém está a falar em verdadeiro racismo! Só somos mais duros com os criminosos, e queremos impedir a imigração ilegal! Estás-nos a comparar com um Hitler por causa disso?”

Pessoal, aprendam história. Nada disto é novo, e se não aprendemos com o passado, estamos condenados a repetir os mesmos erros.

Regresso?

Sim, eu sei que não tenho andado muito por aqui, nem pelos outros blogs. Falta de tempo, de energia, de disponibilidade… além de que, quando se interrompe uma coisa, a cada dia que passa torna-se mais difícil regressar (”o que é que eu vou escrever para explicar a ausência de quase 2 meses?”).

Mas… paciência. Não é que este seja um post brilhante :), mas os próximos vão ser. E pelo menos já ultrapassei a barreira inicial.

O que é que andei a fazer durante este tempo todo? Nada do outro mundo. Fiquei sem carta de condução, e só a recupero para a semana; tenho ido para o trabalho graças à boleia de uma simpática colega que, por acaso, é minha vizinha. Fui passear durante uns dias, para o norte do país, tendo visitado sítios como Unhais da Serra, Guarda, Foz Côa, Bragança e Alcanena. Adorei as férias, foram uma maravilha… e não, não fui sozinho. ;)

O trabalho continua, basicamente, o mesmo, se bem que até me têm chateado menos do que habitualmente. Houve uma semana em que até tive de fazer alguma programação, o que é, sem dúvida, infinitamente mais interessante do que as habituais tarefas tipo “Marvin, can you pick up that piece of paper?” (fica sempre bem citar o Douglas Adams). Here I am, brain the size of a planet… :)

Anyway. Não tenho jogado imenso. Mount&Blade, e desde hoje Hearts of Iron 2: Doomsday em PC, e alguns jogos na DS e GBA (Tetris, Resident Evil, Harvest Moon: Friends of Mineral Town, etc.).

Andei às voltas com uns estranhos crashes deste servidor, mas acredito que já estão resolvidos. Vamos ver se é desta.

E por agora é tudo. Vou ver se amanhã arranjo tempo para escrever nos outros. :)

The Rats

Li, no fim de semana, o “The Rats”, de James Herbert. Curto (lê-se em poucas horas), mas gostei. Boa atmosfera, e bom “plot”.

O livro é de 74, mas, curiosamente, eu já andava para o ler há uns anos, por causa de um antiquíssimo jogo de Spectrum, do qual tinha lido uma crítica num jornal português, e tinha ficado com o jogo na cabeça. Só o experimentei muitos anos mais tarde, e é, provavelmente, dos jogos de 8 bits mais assustadores e envolventes de sempre, apesar de como jogo nem ser nada do outro mundo. Mas é óptimo a criar a sensação de “suspense” e terror, só através de texto, e do som de um coração a bater mais depressa ou devagar. E o som de ratazanas a roer uma porta… com o coração a bater cada vez mais depressa… é algo a ser experimentado. :)

The Rats

Voltando ao livro, ele tem 2 sequelas, que já tenho, e vou ler em breve. Mas vou ver se acabo o “The Magus” primeiro…

sites.dehumanizer.com/computers/ … em Português (brasileiro)!

Mais uma versão traduzida. É a fama! :)

Hmm, talvez faça uma versão “oficial” em Português…






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