Entradas com Etiqueta ‘Humor’

Segundo nível do Inferno de Dante. Nada mau. :)

Domingo, 10 de Junho, 2007

The Dante’s Inferno Test has banished you to the Second Level of Hell!
Here is how you matched up against all the levels:

Level Score
Purgatory (Repenting Believers) Very Low
Level 1 – Limbo (Virtuous Non-Believers) Very Low
Level 2 (Lustful) Very High
Level 3 (Gluttonous) High
Level 4 (Prodigal and Avaricious) High
Level 5 (Wrathful and Gloomy) High
Level 6 – The City of Dis (Heretics) Very High
Level 7 (Violent) High
Level 8- the Malebolge (Fraudulent, Malicious, Panderers) Moderate
Level 9 – Cocytus (Treacherous) High

Take the Dante’s Divine Comedy Inferno Test

“Lustful”? Moi?
🙂

Humor e inteligência

Segunda-feira, 11 de Dezembro, 2006

No livro The Salmon of Doubt, um dos textos do Douglas Adams falava de como ele não achava piada à maior parte do humor conteporâneo, por não conseguir desligar o cérebro. Por exemplo, ele mencionava uma piada que esteve muito na moda há uns anos, dita na TV por vários comediantes, e que era a seguinte: os aviões, como se sabe, têm uma “caixa preta” (“black box”) que é feita de uma liga ultra-resistente, e que guarda os dados do vôo, de forma a que, no caso de um acidente, seja possível determinar o que aconteceu nos últimos momentos, mesmo que o avião tenha explodido aparatosamente. A piada é: então, porque é que não constroem um avião inteiramente desse material? É como se isso fosse uma coisa óbvia, e os grandes “crânios” na indústria aeronáutica fossem completamente imbecis.

O Douglas Adams, nessa altura, dizia que não se riu quando ouviu isso pela primeira vez, porque a primeira coisa que pensou foi o óbvio: que esse material é muito mais pesado, e que um avião construído dessa forma nunca levantaria vôo.

Ou seja, é um humor que só funciona quando se desliga o cérebro temporariamente. (ou quando já se é totalmente idiota, but I digress…)

Há dias, vi uma parecida. Vi uma frase, supostamente muito profunda, que diz o seguinte:

Se a vida te fizer cair sete vezes, levanta-te oito.

Serei só eu a reparar que essa frase não faz sentido? Que não nos podemos levantar sem ter caído, logo, a última vez está a mais, e é, no contexto, totalmente impossível? Que, se caímos 7 vezes, só nos podemos levantar 7, e acabaremos de pé; a oitava seria levantarmo-nos quando já estamos de pé? 😮

Já sei, vão-me dizer que eu não devia pensar tanto nestas coisas. Mas o que não vêem é que pensar não é um “esforço árduo”, é algo completamente natural para qualquer ser que não dedique esforço e tempo a anular a sua mente. Pensar é o que nos torna humanos. Humor — ou frases supostamente “inspiradoras” — que dependem de não pensar… não, obrigado. 🙂