Mais lógica estranha

25 de Novembro, 2009

(nota: ler isto primeiro, para ter uma ideia do tema.)

– Um português dizer “o que me irrita nos portugueses é eles adorarem dizer mal deles próprios, de forma generalizada.”

Spot the logic bomb. 😛 Isto crasharia qualquer computador no Star Trek (série original), aposto…

O regresso da vingança

25 de Novembro, 2009

Hoje acordei com vontade de escrever uns artigos técnicos (sobre servidores de mail, filtragem de spam e afins). Mas pareceu-me que talvez sejam um nadinha técnicos demais para este blog, além de achar que fazia mais sentido escrevê-los em inglês, e por isso desenterrei o meu blog de tecnologia, no qual não escrevia há ano e meio.

Tinha dezenas de spam por apagar, lá (também tomei providências para que isso não aconteça mais), além de estar desactualizado em termos de software, e aproveitei para renovar o theme.

Eu sou um bocado assim…

18 de Novembro, 2009

The way to have joy is to share it with others!Mesmo quando não o menciono a ninguém (há quem seja muito susceptível a estas coisas), penso sempre coisas deste género.

“Com chuva, modere a velocidade.” Quer dizer que nas outras alturas não é necessário moderação e quanto mais melhor?

“Se a vida te fizer cair sete vezes, levanta-te oito.” Portanto, de alguma forma, tenho de me levantar uma vez estando já de pé…

“Só sei que nada sei.” Então, se nem isso souber (ou seja, se for um convencido e achar que sei muito), sou melhor ainda, certo?

Nova ferramenta: gerador de mapas para RPGs / Wargames

9 de Novembro, 2009

Aqui está: Map Generator for RPGs and Wargames. Produz coisas como isto (sem ser assim brutalmente reduzido, é claro):

Exemplo do gerador de mapas

As texturas são horríveis, eu sei. Feitas por mim no GIMP em menos de meia hora… 🙄 Talvez um dia destes chateie alguém para fazer umas melhores. 🙂

O código para gerar mapas mais ou menos realistas (isto é, com os tipos de terreno agrupados em “manchas”, em vez de cada hexágono ser aleatório independentemente dos outros) é algo com o qual já tinha brincado lá para 2005 ou 2006; encontrei o ficheiro .php no servidor quando pensava que tinha perdido isto há anos. Por acaso demorei para aí uns 15 minutos, na sexta, a entender como é que tinha feito aquilo. 🙂

A parte de web, customização, geração de imagens (com a biblioteca GD), texturas, e a possibilidade de guardar mapas através do URL são trabalho de hoje e da passada sexta-feira.

EDIT: agora também faz mapas quadriculados (em vez de hexágonos), e usa caching para apresentar mapas anteriormente gerados sem ter de o voltar a fazer.

Debate: a Igreja Católica é uma força para o bem no mundo?

9 de Novembro, 2009

Do lado “sim” temos o arcebispo John Onaiyekan da Nigéria, e Ann Widdecombe, política conservadora britânica. Do lado “não” estão Stephen Fry (sim, esse) e Christopher Hitchens.

O debate, como o nome diz, é mesmo sobre a Igreja Católica e o que ela fez e faz no mundo, de bom e de mau; não inclui temas como a existência ou não-existência de (um) Deus.

A audiência é “polled” sobre a questão antes e depois do debate, dando resultados interessantes… 🙂

Nota: se estás a ler isto num agregador e não vês qualquer vídeo, basta ir aqui.

Black Sabbath – “Computer God”, ao vivo, 1992

6 de Novembro, 2009

Tinha a original do álbum “Dehumanizer”, é claro, e também a versão deles (como Heaven and Hell) ao vivo em 2007, em DVD. Mas não imaginava a energia e poder que estes tipos tinham ao vivo em 1992…

Se tu (sim, tu aí, não penses que te escondes) não estiveres pelo menos a semi-headbangar1 no último minuto desta versão desta música, é caso para citar o Dr. Leonard “Bones” McCoy: “He’s dead, Jim.” 🙂

(num agregador, do que é que este gajo está a falar… ah, pois, posso clickar aqui.)

  1. só dos ombros para cima; dá até para fazer num local de trabalho, se os colegas não forem muito “cuscos” []

Coisas que acho estranhas, parte 2

5 de Novembro, 2009

(pensavam que me tinha esquecido desta série, não pensavam?)

Pessoas que mudam completamente de atitude, personalidade e aparente opinião em relação a nós de uns dias para os outros, de uma forma que (na minha opinião) vai muito para além de um mero resultado de um estado de espírito.

Repare-se, eu compreendo perfeitamente que uma pessoa “tenha dias”. Acontece comigo também, e com toda a gente, imagino. É naturalíssimo que nuns dias estejamos mais bem dispostos do que outros. Que nuns dias nos apeteça ter conversas “banais” e noutros não tenhamos qualquer paciência para trivialidades. Que nuns dias estejamos mais sociáveis, e noutros queiramos a paz e sossego só encontráveis na solidão. Que em certas alturas estejamos optimistas e vejamos o lado bom de tudo, e noutras alturas seja exactamente o oposto. Até — e isto é perfeitamente natural e não tem mal nenhum — que ocasionalmente não nos apeteça uma companhia que em geral apreciamos e procuramos.

Eu não me estou a referir a isso.

Refiro-me mesmo a mudanças tão dramáticas que, se tivesse os pés um pouco menos assentes na terra, me fariam pensar em “evil twins”, “shapeshifters”, ou algum outro tipo de conspiração em geral só encontrável na ficção científica.

Refiro-me a pessoas, com quem já tivemos confiança e proximidade (e não, não estou a falar desse tipo de proximidade, se bem que também pode ser um tipo válido da mesma), de um dia para o outro agirem como se fossemos completos estranhos; não apenas como se tivessem mudado de opinião em relação a nós, mas como se realmente não tivessem qualquer memória da confiança e à-vontade que já existiram — por vezes, há tão pouco tempo como uma semana.

Refiro-me a pessoas que pareciam adorar-nos e a certa altura, sem razão aparente, desaparecem de um dia para o outro sem dizer nada.

Refiro-me a pessoas que falam connosco com alguma frequência, por exemplo por instant messengers, mas que nunca se sabe qual das “versões” vamos apanhar — a simpática e atenciosa, a antipática e agressiva, ou a distante e “simsimtábem”? — até se conversar um bocado. E, quando estão num dos dois últimos modos, nunca avisam (ex. “hoje estou um bocado mal disposto/a; se disser alguma coisa menos simpática, dá desconto, OK?”, ou mesmo “agora não é uma boa altura; podemos falar amanhã?”), nem têm sequer consciência de que estão a agir assim.

E, sim, é óbvio que estou a falar de várias pessoas que conheci na minha vida — algumas recentemente, outras nem tanto. Mas isto não é um post de “revolta”, e sim de confusão: o que é que faz as pessoas ser assim, agir assim? Serei só eu a observar isto? Ou tenho mesmo tido azar com uma proporção invulgar das pessoas que tenho conhecido ao longo dos anos?

Coisas que me irritam, parte 10

4 de Novembro, 2009

Pessoas que se referem à sua apatia geral com orgulho.

Particularmente:

  1. pessoas que acham que tal apatia é sinónimo de “maturidade”, considerando o “importar-se com algo” um sinal de falta dela;
  2. pessoas que acham que a sua apatia em relação a tudo ou quase tudo o que as rodeia as torna (ou pelo menos as faz parecer, o que parece ser o que realmente conta para este tipo de gente) “exigentes” e “sofisticadas”.

Heaven and Hell – Bible Black (ao vivo, 2009)

4 de Novembro, 2009

Perde um pouco de atmosfera por ser de dia e ao ar livre, mas a música e a presença dos tipos continuam divinais…

P.S. – se estiveres a ler isto num agregador e não aparecer um vídeo entre este parágrafo e o primeiro, é só vires aqui.

Nova ferramenta: Gerador de Poesia

3 de Novembro, 2009

Aqui está a minha última brincadeira: um Gerador de Poesia (em inglês). 🙂

Já andava com vontade de fazer uma coisa deste género há anos (tinha no meu servidor, numa área não disponível, umas tentativas iniciais, sem grande sucesso, datadas de 2004!), mas só agora, com a experiência que fui ganhando com as minhas outras ferramentas, e fazendo uso de duas delas (o conversor para o tempo passado e o pluralizador, que não anunciei aqui), é que obtive sucesso.

O resultado está bem melhor do que eu esperava (substancialmente melhor do que todos os outros geradores que googlei, sem dúvida); se por um lado muitos dos poemas não fazem realmente grande sentido, alguns dos produzidos parecem ter algum significado profundo e subtil, e às vezes têm até alguma beleza em termos de linguagem. Nada mau para algo gerado aleatoriamente (mas segundo regras, e usando construções de linhas que tirei de alguns poemas existentes e letras de heavy metal). 🙂

E, sim, o post anterior é resultado deste gerador (se bem que na passada sexta-feira, data desse poema, o gerador estava muito menos evoluído do que agora).

O, Vampires of Revenge

30 de Outubro, 2009

O, Vampires Of Revenge!
Alas, Water Of Marriage!
Angst, Trust, And Misery
Lonely, Rough Thieves Quickly Receive A Disturbed, Rough Lightning
What Is This Street?
Nay, Marriage!
O Disturbed City Whose Moons Are Bleak Laughters!
I Dreamed A Wolf

Enlouqueci? Nope, ainda não. Mais uns dias. 🙂

Winamp, auto-tag e proxy

29 de Outubro, 2009

E agora, para variar, uma dica relacionada com Windows! É melhor irem à janela e ver se vêem suínos aéreos. 🙂

Anyway, uma funcionalidade que uso muito no Winamp, no meu Vista de jogos, é o auto-tag: escolhe-se uma música ou lista de músicas, botão direito, “Send to”, e “Auto-tag”. Os resultados em geral são bastante bons, praticamente não há erros (se bem que convém sempre olhar), dá para fazer isso a centenas de músicas em pouco tempo, e, melhor do que tudo, as ele põe as tags de todos os tipos (ao contrário de certos programas em Linux, que só põem de um tipo) nos mp3s em questão: ou seja, as músicas ficam realmente ordenadas1 no meu TomTom (muito picuinhas em relação aos tipos de tags), que uso actualmente para ouvir música no carro, usando o seu emissor FM.

Mas, de há algum tempo para cá, essa opção no Winamp não estava a funcionar. Ele tentava “taggar” as músicas, mas falhava para todas. E já não há versões novas do Winamp há meses, logo o problema não devia ser daí.

O que é que mudou? Até há uns 2-3 meses, estava a usar um servidor de proxy em casa, com todos os PCs configurados para o usar (isto é, não era proxy transparente). Quando o desactivei, mudei tudo para deixar de usar proxy.

Desconfiando disso, reactivei o servidor de proxy temporariamente, e… não é que o auto-tag volta a funcionar? Olho para os logs do proxy, e, sim, lá está ele. Isto apesar de o Winamp estar configurado para não usar proxy nenhum, e o auto-tag em si não ter opções de configuração.

Googlando um pouco, vi que havia mais gente a queixar-se do assunto (“levei o PC à faculdade e activei o proxy obrigatório lá, e agora o auto-tag não me funciona em casa, e, não, não me esqueci de desactivar o proxy”), e uma solução: no Registry, apagar (ou renomear) esta chave:

Computer\HKEY_CURRENT_USER\Software\CDDB\Control\2.5\UserInfo

Problema resolvido. 🙂 Ao usar o auto-tag da próxima vez, ele volta a criar essa chave, mas agora já não se “lembra” que uma vez na vida usou proxy, e não insiste em continuar a usá-lo.

  1. eu, ao contrário da maioria das pessoas, gosto de ouvir álbuns inteiros e por ordem, em vez de ouvir apenas “hits” e por ordem aleatória. Por alguma razão não ouço rádio… []

Phishing de contas do Facebook

28 de Outubro, 2009

Recebi isto há pouco, por mail… por acaso, num endereço de email que não está sequer registado no Facebook:

facebookphishing

É óbvio que não é para clickar em nenhum dos links deste mail, a não ser que queiram que vos roubem a conta no Facebook, se a tiverem… e, pior, há fortes probablidades de lá usarem o mesmo login/email e password que usam noutros sítios mais importantes, coisa que estes tipos, se forem minimamente espertos, experimentarão. O Gmail detectou-o correctamente como phishing, mas pode haver serviços de mail que não o façam.

Mas até está bem feito, com o aspecto de um mail legítimo do Facebook. É preciso ter cuidado com estas coisas, nos dias que correm.

Discussões, subjectividade e irracionalidade

27 de Outubro, 2009

Não, este não é sobre religião. 🙂

Quero apenas partilhar com os meus leitores — tu e aquele ali — parte de um comentário num post da Greta Christina, post esse, sim, sobre religião… mas o comentário, de uma “Maria”, não é sobre esse tema, mas sim sobre a frustração — bem conhecida por mim — de tentar discutir racionalmente com quem acha que uma discussão é apenas uma troca de opiniões totalmente subjectivas sem nenhuma base na realidade, e usa argumentos “new age” como “isto é verdade para mim, e pronto”.

Passo a citar:

One thing that really annoys me when I discuss things with people like that is that they treat all such discussions as a “getting along-process”. We are each supposed to give a little, and so if they agree on some things that I say, then can’t I agree on that there is an afterlife and that psychics can contact the dead? After all I can’t PROVE it’s NOT so! If I don’t, I am stubborn and a ‘know it all’. Especially with my friends I can’t really use all the arguments I have (things like you write about here on this blog) because they see discussing such things as exchanging subjective opinions about any given subject. If I don’t, if I insist that these are claims that are either true or not, I am not playing nice.

The other week I asked my friend, after a long and totally useless discussion, if it wasn’t reasonable of me to insist that I was right if someone else claimed that 2 + 2 = 5 and I know it’s 4? She thought it would be wrong of me to do that, because no matter how right I am (and she admitted I was) it’s TRUE FOR THEM! There is just no way around such a view of the world.

I think it’s this that makes the modern progressive and moderate religions, and the new age woo people so infuriating to discuss with on the whole. What they believe is ‘true for them’ and whatever anyone else believes is ‘true for them‘ – they think maximum tolerance and goodness lies in this assertion (after all, what could be nicer than allowing all people their very own reality?) and any attempt to discuss the objective is doomed.

It’s even more infuriating since they don’t actually live like that in their every day life. My friend is a nurse and would never insist, in her work, that any person can eat any medicine for any illness and still become well because it would be ‘true to them’. She will administer the right medicine to the right person like the responsible and very good nurse she is. She never use these idiotic arguments and conversation stoppers (stoppers at least if you want to keep the friendship) when we discuss every day stuff like what is the right answer to a question on a quiz show we are watching, or other every day practical things. But when ever the subject of beliefs, and the afterlife, and a soul, and watching stupid psychics on TV comes up (and believe me I avoid it as the plague) then suddenly, the ‘it’s true for ME’ is used to defend anything!